Resumo
*Em meio a uma crise financeira pesada no governo Lula, trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação começou às 22h desta quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta de renovação do acordo coletivo. Os Correios acumularam prejuízo de R$ 5,6 bilhões somente no primeiro semestre de 2026. Para tentar fechar as contas, a empresa busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. Além de estar no vermelho, a estatal ainda enfrenta impasse com os funcionários sobre reajuste salarial e mudanças no plano de saúde. Os sindicatos são contra a proposta que retira dos Correios a condição de mantenedora da assistência oferecida a empregados e aposentados. A empresa afirma ter oferecido reajuste integral pelo INPC nos salários e benefícios, além da manutenção de 78 das 80 cláusulas do acordo atual. Não há previsão para o fim da greve.
*Um preso que trabalhava em uma obra no Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró, no Oeste potiguar, fugiu na manhã desta sexta-feira (11). A informação foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap). Segundo a secretaria, o detento era classificado e apto para atividades laborais dentro da unidade. Ele estava sob escolta de um policial penal e conseguiu fugir após pedir para ir ao banheiro, por volta das 9h30. O preso foi identificado como Bartogaleno Alves Saldanha. A Polícia Penal e a Polícia Militar foram mobilizadas para operação de recaptura do fugitivo. Informações sobre o paradeiro do fugitivo podem ser repassadas de forma anônima e com total sigilo pelo Disque Denúncia (181) ou pelo 190. Segunda fuga na semana - Essa é a segunda fuga no sistema prisional do Rio Grande do Norte nesta semana. Na última terça-feira (8), o detento identificado como Anderson Stallone Flores dos Santos, de 38 anos, fugiu da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal. Ele estava custodiado na unidade desde dezembro de 2025. A Seap informou que - provavelmente - ele fugiu utilizando-se da obra de ampliação do módulo de saúde, transpondo duas linhas de concertina sobre a muralha.
*O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não houve nenhum monitoramento ilegal da PF sobre o ministro da Corte, André Mendonça, nem sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo Rodrigues, as coletas ocorreram dentro das regras da corporação. Ele afirmou ainda que as informações não podem ser confundidas com monitoramento dirigido, pois tratam-se de fatos e interações de cunho institucional já conhecidos. — É dizer, a atividade de inteligência não pode ser confundida com a investigação criminal em si, em que se busca a obtenção de elementos inerentes ao processo penal, como autoria e materialidade, e nem com qualquer tipo de monitoramento pessoal. O relatório de inteligência, portanto, não acusa, não imputa e não é capaz de restringir direitos, porquanto o seu pressuposto é tão somente informar a autoridade — escreveu o chefe da PF. De acordo com Rodrigues os relatórios foram produzidos pela Unidade de Análise de Dados e Inteligência Policial da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores. Esse departamento não está sob a gerência do delegado Leandro Almada, chefe da Diretoria de Inteligência da PF. Almada também havia sido afastado na mesma investigação. O afastamento de Andrei e Leandro dos cargos foi determinado por Mendonça sob a alegação de que eles haviam realizado monitoramento irregular dele e do AGU por mais de 30 dias. A medida foi revogada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, com o objetivo de arrefecer a crise institucional da Suprema Corte.
*O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça retire o sigilo dos documentos relacionados ao caso Master e à Operação Compliance Zero em até 24 horas, com exceção apenas de diligências em andamento ou futuras que possam ser prejudicadas pela divulgação. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou que a documentação disponibilizada por Mendonça estaria incompleta. A PGR afirmou que parte dos procedimentos relacionados à investigação ainda não foi incluída. Fachin também ordenou que os documentos sejam enviados, em HD específico, à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros do STF. O ministro Alexandre de Moraes também pediu o fim de todo o sigilo do caso, sem exceções, sob o argumento de evitar 'escolha seletiva e direcionamento subjetivo'. Segundo ele, cerca de 180 documentos ainda permanecem sob sigilo. Já Cristiano Zanin solicitou acesso às mídias completas do celular de Daniel Vorcaro, incluindo o iPhone 17 Pro apreendido durante as investigações.
*O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta sexta-feira (11), a queda dos sigilos de todas as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) que têm pautado o debate da disputa presidencial. A fala durante ato de campanha em Manaus, ocorreu no mesmo dia em que o Brasil descobriu que Flávio é investigado desde julho, no inquérito do caso do Banco Master, por suspeitas de crimes no repasse milionário do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre a trajetória do pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio disse estar tranquilo sobre a queda do sigilo do inquérito que o investiga, determinada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e acatada parcialmente pelo ministro-relator André Mendonça. E apelou a este ministro que amplie a queda dos sigilos de outros escândalos sob sua relatoria, no Supremo, como o caso do roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS, citando ministros do presidente Lula (PT) e seu filho Fábio Luís, o “Lulinha”. “Eu peço ao ministro André Mendonça: abra o sigilo, o sigilo de tudo, mostra tudo pro povo, merece saber e diferenciar quem tá certo, que é o meu caso, de quem tá errado, que é o caso do governo”, apelou Flávio. “É pra isso, é para o Banco Master, é pra investigação do INSS, é em cima do Lulinha, é em cima dos ministros do Lula”, completou.

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