08/09/2026

MORAES VENDEU A ALMA E A FAMÍLIA - POR ALEXANDRE GARCIA

Moraes vendeu a alma e a família 

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que tirou na semana passada a ofensiva de Alexandre de Moraes contra André Mendonça do inquérito das fake news, foi cúmplice da manutenção do Inquérito do Fim do Mundo.

Só para lembrar: foi um inquérito inventado por Dias Toffoli com base no regimento interno do Supremo. Como se fosse algo: “Alguém roubou uma caneta do ministro no gabinete dele, vamos investigar quem roubou”. Algo administrativo interno, para apurar um pequeno crime dentro do prédio do Supremo.

Mas isso serviu para pegar gente no mundo inteiro, o tempo todo. Um inquérito dura 30 dias; este está durando mais de sete anos.

A Constituição Federal, nos artigos 127 e 129, estabelece que a iniciativa de qualquer inquérito é do Ministério Público, e não do Supremo. Mas Toffoli inventou o inquérito, usando um artiguinho do regimento interno que foi derrogado pela Constituição de 88. Então, foi algo totalmente inconstitucional.

Por isso que foi apelidado de Inquérito do Fim do Mundo pelo ministro aposentado Marco Aurélio Mello, quando ainda estava lá. Ele foi voto vencido, e o resto do Supremo aprovou a abertura do inquérito.

E mais: os relatores são escolhidos por sorteio. Só que Alexandre de Moraes não foi escolhido por sorteio, foi nomeado pelo Toffoli. E a maioria do Supremo convive com isso. Vergonha! Isso é ilegal! Não é devido processo legal!

E aí, o senhor Alexandre de Moraes, que acha que o ataque é a melhor defesa, foi para cima do ministro André Mendonça, relator do inquérito do Caso Master e que só aplicou o artigo 37 da Constituição, que manda haver publicidade em tudo no serviço público. 

Gazeta do Povo

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