Resumo
*Policiais penais frustraram uma nova tentativa de fuga no Complexo Penitenciário de Alcaçuz, em Nísia Floresta, neste fim de semana. Durante uma revista no Pavilhão 4, os agentes encontraram um buraco que estava sendo aberto em uma das celas. A descoberta ocorreu depois que os policiais perceberam uma pintura diferente em uma parede. Os presos foram retirados para a vistoria e, ao remover parte do revestimento, os agentes identificaram a abertura. Em vídeo registrado durante a ação, um policial afirma: “Zé, você acabou de abortar uma fuga”. Ainda não há informação sobre quantos detentos participavam da tentativa ou quando pretendiam fugir. O caso acontece apenas um mês depois da fuga de 11 presos do Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, que integra o Complexo de Alcaçuz. Em 31 de julho, os detentos escaparam após abrirem um buraco utilizando a estrutura de um vaso sanitário. Parte deles ainda está foragida. Alcaçuz também registrou outra fuga recente. Em maio, cinco presos escaparam utilizando uma “tereza”, corda improvisada com lençóis, para transpor o muro. Quatro foram recapturados. O Sindicato dos Policiais Penais do RN aponta déficit de efetivo e problemas estruturais na unidade. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) sustenta que o sistema funciona dentro da normalidade e, até a publicação da reportagem original, não havia se pronunciado sobre a nova tentativa de fuga.
*O criador de conteúdo e especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, pode se tornar a primeira pessoa a testar em humanos um medicamento experimental contra a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), enfermidade neurodegenerativa rara e progressiva. A informação foi revelada pela esposa dele, Mila Seidl, ao Fantástico. Sem identificar a empresa, Mila afirmou que negocia com uma companhia de biotecnologia para tentar obter acesso ao medicamento. Segundo ela, a substância já passou por testes laboratoriais e em animais. “O Lito talvez seja a primeira pessoa a testar esse medicamento. Ele já foi testado in vitro, em peixes, macacos. A gente está disposto a assumir esse risco e tentar ter um desfecho diferente”, afirmou. Lito revelou recentemente o diagnóstico de DCJ, doença causada por uma alteração na estrutura da proteína príon e que provoca rápida degeneração do cérebro. Segundo especialistas ouvidos pelo Fantástico, atualmente não existe tratamento capaz de curar a doença ou aumentar a sobrevida dos pacientes. A família também busca acesso a medicamentos em fase de testes nos Estados Unidos por meio do chamado uso compassivo, destinado a pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas. Tentativas de incluir Lito em estudos internacionais nos Estados Unidos e na China não avançaram devido aos critérios dos protocolos. “Não sou negacionista e sei que é uma doença grave. Mas ouvimos de médicos que, se conseguirmos acesso aos remédios do estudo, talvez seja possível pausar o avanço da doença”, disse Mila. De acordo com dados do Ministério da Saúde citados pela reportagem, o Brasil registrou 547 casos confirmados de DCJ entre 2005 e 2021. A forma espontânea, diagnosticada em Lito, corresponde a cerca de 80% a 85% dos casos.
*Morreu nesta segunda-feira, 31, o jornalista Carlos Monforte, aos 77 anos, informou a GloboNews. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada. Monforte começou no jornalismo profissional em A Tribuna, onde ficou de 1969 a 1973. Em seguida, foi contratado como redator de O Estado de S. Paulo. Em agosto de 1978 foi contratado como repórter pela TV Globo de São Paulo. Em janeiro de 1983, mudou-se para Brasília para inaugurar, também como editor-chefe e âncora, o Bom Dia Brasil, onde ficou até 1992. No ano 2000, passou para a GloboNews como apresentador do Jornal das Dez, depois como coordenador do canal em Brasília, e deixou a empresa em 2016. No Bom Dia Brasil, o jornalista foi um dos grandes responsáveis por popularizar a figura do âncora no telejornalismo brasileiro — inspirado no título americano, o conceito deu liberdade para que o apresentador comandasse o jornal como um todo, incluindo entrevista e comentários. Só no primeiro ano de programa, Monforte entrevistou cerca de 700 convidados. “No Brasil, o âncora é o editor-chefe: ele comanda, diz o que entra no jornal, qual será a sequência dos blocos”, explicou ele ao Memória Globo. Ao longo da carreira, foi responsável por entrevistar figuras importantes da política brasileira. A experiência o credenciou ao cargo de coordenador da GloboNews em Brasília, onde ajudou a moldar o estilo do canal. Depois de deixar a Globo, em 2016, se dedicou a palestras e estudos sobre o jornalismo e o mercado da comunicação no Brasil.
*O atacante Marcos Calazans, do Uberlândia, afirmou que o ABC não teria feito o pagamento do salário durante sua passagem pelo clube no início desta temporada. A declaração foi dada após o empate em 1 a 1 entre as equipes neste domingo (30), pelo jogo de volta da semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro. Na partida de ida, vencida pelo Uberlândia por 1 a 0, Calazans marcou o gol da partida e provocou durante a comemoração. Questionado sobre o gesto após o segundo confronto, o atacante afirmou que a provocação foi direcionada ao presidente do ABC, Eduardo Machado. “Foi para o presidente (Eduardo Machado). Não pagou o meu salário, mas eu vim cobrar aqui no campo”, afirmou. A declaração foi rebatida pelo executivo de futebol do alvinegro, Gustavo Cartaxo. O dirigente negou qualquer pendência financeira com Calazans e chamou o jogador de “mentiroso” e “irresponsável”. Segundo ele, no momento da saída a pedido do atacante, não haviam valores pendentes por parte do clube. “Ele é um mentiroso. Ele é um irresponsável por uma situação dessa. [...] Ele foi quem procurou o clube e pediu para sair. O clube não mandou ele embora, e no que dia que ele saiu do clube, saiu com tudo rigorosamente livre”, detalhou Cartaxo. Gustavo também criticou a postura de Calazans durante a passagem pelo ABC. Ele disse que o clube chegou a conversar com o jogador várias vezes por conta de situações extracampo. “É um atleta que tem um extracampo terrível. Um atleta que nos deu muito trabalho no dia a dia”, revelou.
*O presidente Lula (PT) teve cerca de 8 minutos a mais de tempo de fala que Flávio Bolsonaro (PL) durante as sabatinas realizadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O levantamento, divulgado pela coluna de Cláudio Magnavita, no Correio da Manhã, cronometrou os 40 minutos destinados a cada entrevista. Segundo os dados, Lula falou por 29 minutos e 5 segundos, enquanto Flávio teve 21 minutos e 34 segundos para responder aos questionamentos dos apresentadores Renata Vasconcellos e César Tralli. A diferença ocorreu principalmente em razão do tempo utilizado pelos jornalistas. Na sabatina de Flávio, Tralli e Renata falaram por 18 minutos e 2 segundos. No caso de Lula, os apresentadores do JN ocuparam 13 minutos e 36 segundos do tempo da entrevista, ou seja, 4 minutos e 26 segundos a menos, comparado ao tempo de fala da dupla quando sabatinou Flávio. O levantamento aponta que, na prática, o senador do PL teve quase 45% do tempo da entrevista consumido pelas intervenções dos apresentadores, enquanto Lula ficou com uma parcela significativamente maior do tempo total para apresentar suas respostas, mais de 70% do tempo. Mesmo uma sabatina não estabelecendo uma divisão rígida do tempo entre perguntas e respostas, fica nítida a diferença. No fim das contas, Lula teve um tempo maior para expor suas posições, enquanto Flávio foi mais interrompido pelos apresentadores.

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