15/08/2026

NO STF O POSTE MIJA NO CACHORRO

Dino comanda inquéritos contra os próprios desafetos no Maranhão

Uma série de investigações da Polícia Federal, sob relatoria e comando direto do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, aponta o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), desafeto pessoal do magistrado, como suposto “líder de uma organização criminosa” envolvida em desvios de recursos públicos e até no homicídio de um empresário em 2022. O senador Weverton Rocha também figura como suspeito de pressões em processo no STJ sobre crime no estado. Brandão alega perseguição política.

Como reportaram Vinícius Valfré, Aguirre Talento e Gustavo Côrtes no Estadão, Dino reproduziu relatório da PF identificando o governador como “provável líder da organização criminosa ora investigada”, citando fluxos de valores e interlocuções com aliados, incluindo o sobrinho Daniel Brandão, conselheiro do TCE. As investigações envolvem suspeitas de obstrução, coação de testemunhas e uso da estrutura estatal, em casos que atingem adversários políticos e desafetos de Dino no Maranhão, onde o ministro mantém influência e o grupo “dinista” se opõe ao atual governo.

A nota oficial do Governo do Estado do Maranhão esclarece: “A assessoria do governador Carlos Brandão vem a público esclarecer que o Supremo Tribunal Federal não tem competência para julgar casos relacionados a governadores de estados, atribuição legal do Superior Tribunal de Justiça. Ainda que no âmbito das investigações surjam personalidades ou autoridades com este foro, cada um deve ser direcionado ao juízo competente, questão apresentada pela Procuradoria-Geral da República na petição 15437/MA (página 31).

Destaca ainda que vê com surpresa a quebra de sigilo dos processos por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, após tamanha repercussão da quebra do sigilo da fonte envolvendo o jornalista Luís Pablo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, direito que é assegurado pela Constituição.

Causa estranheza o inquérito sobre o caso Tech Office se ater a atos relacionados unicamente a partir de 2022, quando houve o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira, em São Luís. A decisão omite, porém, a reabertura de um processo administrativo de pagamento que estava arquivado desde 2014, sendo retomado em 2019, e que seria o motivo do homicídio. O processo foi reaberto na Secretaria de Educação do Estado, que era à época era comandada por Felipe Camarão e quando o próprio ministro era governador do Maranhão.

Em 2025, o ministro Flávio Dino lançou publicamente o nome de Felipe Camarão ao cargo de pré-candidato ao governo do estado, em evento em uma universidade, motivo pelo qual o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou pedido de impeachment contra o ministro no Senado Federal.

O grupo que se intitula de “dinistas” é adversário político do governador Carlos Brandão. Apesar de todos os elementos acima citados, o ministro segue responsável por decisões que impactam diretamente o cenário político do Maranhão.”

DP

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