Dois pesos, duas medidas!
Quando Flávio Bolsonaro solicitou o uso da Embaixada do Brasil em Washington para uma coletiva, o Itamaraty sequer respondeu. Durante o governo Jair Bolsonaro, diplomatas também atuaram internamente para conter iniciativas do próprio presidente.
Agora, apuração de Andreza Matais e André Shalders, do Metrópoles, revela tratamento bem diferente: mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que o então embaixador brasileiro em Madri mobilizou funcionários da representação diplomática para auxiliar a preparação da mudança de Lulinha e de sua família para a Espanha.
Segundo a reportagem, uma funcionária foi disponibilizada para acompanhar visitas a escolas, houve orientações sobre bairros e instituições de ensino e até a oferta de uma van para a compra de móveis.
O Itamaraty confirmou que seu setor educacional prestou auxílio relacionado às escolas, mas afirmou que a van não chegou a ser utilizada.
Para os Bolsonaro, silêncio e contenção. Para o filho de Lula, assistência da estrutura diplomática brasileira.
O Itamaraty serve ao Estado brasileiro ou escolhe quem merece ser atendido?
Fonte: apuração de Andreza Matais e André Shalders — Metrópoles.

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