02/07/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*Deputados federais de oposição têm sido investigados por gastos com aluguel de veículos, como mostrou nesta quarta (1º) outra fase da operação na Rent a Car, da Polícia Federal, mas a farra é praticada por 450 dos 513 parlamentares, equivalentes a 81% do total. Isso custou R$18,5 milhões só este ano. A coluna cruzou os valores das notas fiscais dos veículos apresentadas pelos deputados: o valor de R$18.583.763,80 contempla apenas ao que foi pago entre 1º de janeiro e a data de ontem. Não há limite conhecido para esse tipo de despesas na Câmara, e os valores da farra de locação de veículos devem disparar até o fim do ano. Deputado de primeiro mandato, Lula da Fonte (PP-PE) se esbaldou e foi quem mais gastou entre todos os colegas: R$113.882,52. A lista da gastança segue com Adilson Barroso (PL-SP), que torrou, até agora, R$101,2 mil só com aluguel de belos carros. Na gastadora trinca, ainda aparece o nome de Marcos Soares (PSDB-RJ), que não teve dó e apresentou faturas que somam R$98,4 mil.


*O clima político esquentou no Norte de Santa Catarina nesta quarta-feira (1º). Durante a entrega de um viaduto na BR-280, em Jaraguá do Sul, o governador Jorginho Mello (PL) cobrou respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um dos trechos mais contundentes do pronunciamento, Jorginho afirmou que Lula desrespeitou os catarinenses durante uma visita recente ao Estado e declarou: “Por isso que a gente fica indignado, a gente fica furioso quando o maior mandatário do Brasil vem aqui em Santa Catarina nos ofender, nos chamar de pracinhas. Ele precisa lavar a boca para vir falar de Santa Catarina aqui”, disparou o governador, sendo aplaudido pelo público presente. A forte reação de Jorginho Mello faz referência a um episódio recente que gerou intensa revolta entre as lideranças políticas catarinenses. Durante sua última visita oficial ao estado, o presidente Lula utilizou o termo “pracinhas” de forma equivocada ao tentar associar Santa Catarina a movimentos extremistas de direita. A declaração foi interpretada na região como uma ofensa coletiva ao povo catarinense, abrindo uma crise diplomática entre o Palácio do Planalto e o governo do Estado. Além das declarações direcionadas ao presidente, Jorginho voltou a cobrar mais investimentos federais em Santa Catarina. Ao comentar as obras entregues na BR-280, afirmou que o Estado precisou assumir intervenções em uma rodovia federal por falta de apoio de Brasília. “Nós passamos as estradas de Santa Catarina a limpo e chegamos nas rodovias federais, já que o pessoal de Brasília não nos ajuda”, afirmou durante o evento.


*O governo Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) são os maiores anunciantes nas redes sociais da Meta, dona de plataformas como Facebook e Instagram, nos últimos 90 dias. Os dados foram obtidos pelo Pleno.News a partir de informações públicas disponíveis na biblioteca de anúncios da gigante de tecnologia. De acordo com os números, o governo federal gastou nada menos que R$ 22,2 milhões em anúncios entre os dias 1° de abril e 29 de junho, data da atualização mais recente, o que totaliza uma média de gastos de R$ 246 mil por dia. O PT, por sua vez, pagou R$ 2,7 milhões para a plataforma pela exibição de anúncios no mesmo período. Os números chamam a atenção especialmente em um contexto de proximidade das eleições presidenciais. O primeiro turno do pleito deste ano acontece no dia 4 de outubro, ou seja, daqui a pouco mais de três meses. Em recortes mais recentes, por sinal, os gastos feitos pelo governo federal em propaganda nas redes são igualmente vultosos. Nos últimos 30 dias, por exemplo, a gestão de Lula pagou R$ 7,9 milhões para a plataforma, o que representa um gasto médio diário de cerca de R$ 260 mil. No entanto, o número mais expressivo é o registrado dos últimos sete dias, quando o governo Lula gastou R$ 4,5 milhões com anúncios na Meta, uma média de cerca de R$ 640 mil por dia. Entre os gastos mais expressivos do último trimestre podem ser citados a propaganda sobre as mudanças no Imposto de Renda, que custou entre R$ 400 mil e R$ 450 mil, e o chamado “Governo do Brasil por elas”, uma campanha contra o feminicídio que custou entre R$ 500 mil e R$ 600 mil.


*O presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto afirmou nesta quinta-feira (2) que a Michelle Bolsonaro (PL) “parece” não querer participar da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, a ex-primeira-dama também pode abrir mão de disputar uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. Na semana passada, Michelle publicou vídeos em que expôs conflito com o enteado e se disse “humilhada por ele”. Nesta terça-feira, 30, após uma reunião de cerca de duas horas com Valdemar, ela anunciou sua saída do PL Mulher, em que era presidente. De acordo com o presidente da sigla, a situação “está resolvida”. – Flávio está tocando a campanha para frente, a Michelle resolveu sair da presidência do PL Mulher e nós estamos tocando a nossa vida”, disse em entrevista à Rádio Gaúcha. Ele minimizou as chances de uma eventual participação dela na campanha: “Parece, eu sinto, que ela não quer participar. A saída do cargo foi classificada por ele como “uma perda”. – Conversei com ela, ela me disse que queria sair da presidência do partido. Não tenho o que fazer. E (disse) que talvez não fosse candidata a senadora.” Valdemar elogiou o carisma e o trabalho da ex-primeira dama à frente do PL Mulher. “Não sei se outra mulher teria condições de fazer – disse. Por outro lado, o presidente do PL criticou Michelle por compartilhar um vídeo do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) sobre festas promovidas por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, insinuando a participação de Flávio nos eventos. – Ela fez muito mal de pôr o vídeo do Garotinho. O Garotinho não tem credibilidade nenhuma – afirmou Costa Neto. Em pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1°), 37,8% dos eleitores acham que o desentendimento entre a ex-primeira-dama e o senador enfraquece muito a candidatura dele à Presidência. Outros 26,3% avaliam que ela prejudica um pouco. Valdemar também comentou o envolvimento de Flávio com Vorcaro, exposto em revelações de que ele pediu dinheiro ao banqueiro para o filme sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Perguntado sobre as chances de que novos fatos comprometedores sejam divulgados, o presidente do partido disse ter convicção de que isso não ocorrerá. – Eu converso todo dia com o Flávio. Todo dia falam alguma coisa que vai aparecer isso, vai aparecer aquilo. É tudo conversa – disse.


*O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) publicou um vídeo nesta quinta-feira (2) afirmando que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não aparece nas imagens da chamada “Festa dos Astronautas”, atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro. Na gravação, Garotinho disse que o material divulgado por ele em 29 de maio voltou a circular nas redes sociais sem qualquer novidade em relação ao conteúdo original. Segundo o ex-governador, a repercussão aumentou após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) curtir e comentar uma publicação sobre o assunto. “Peguem minhas palavras e examinem. Não há citação, não há nome algum. O vídeo voltou a circular após o jogo do Brasil com o Japão em milhares de páginas, sem nenhuma novidade sobre o que eu havia falado há mais de um mês”, afirmou. Garotinho também criticou as especulações que passaram a circular nas redes sociais sobre a identidade de participantes da festa. “Em 12 minutos de uma gravação não aparece nenhuma imagem do senador Flávio Bolsonaro. Existem imagens de vários deputados, alguns senadores e membros dos Três Poderes da República. O que estou fazendo aqui é desmentir informações sobre nomes que não citei”, declarou. O ex-governador acrescentou que não divulgará o conteúdo do vídeo nem revelará nomes enquanto o material permanecer sob sigilo na “sala-cofre” do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, caso o ministro André Mendonça determine a retirada do sigilo, fará a divulgação imediata.

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