MLB acusa governo Lula de cortar moradias para 60 mil famílias e diz que Planalto está “de joelhos” para empresários
Imagens: Reprodução/MLB-RN
Durante um protesto da manhã desta terça-feira (9), em Natal, integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) acusaram o governo do presidente Lula (PT) de promover cortes no programa Minha Casa, Minha Vida Entidades.
Segundo o movimento, a redução de recursos pode afetar mais de 60 mil famílias ligadas a projetos habitacionais organizados por entidades populares.
A manifestação interditou um trecho da BR-101 e reuniu integrantes do movimento, que exibiram cartazes e realizaram discursos com críticas ao governo federal e à política habitacional adotada pela gestão petista.
Durante uma das falas, representantes do MLB afirmaram que o governo estaria priorizando interesses de empresários, latifundiários e do mercado imobiliário em detrimento das famílias de baixa renda.
O movimento também declarou que o Planalto estaria “de joelhos” para esses setores e cobrou a reversão dos cortes apontados.
Segundo os organizadores, a redução dos recursos destinados ao Minha Casa, Minha Vida Entidades compromete uma modalidade do programa voltada a famílias organizadas por movimentos sociais e entidades de moradia.
O grupo defende a manutenção integral dos investimentos e a ampliação das políticas públicas de habitação popular.
Ao longo do ato, integrantes do MLB afirmaram que trabalhadores seguem enfrentando dificuldades para arcar com o custo do aluguel e conquistar a casa própria.
Nas falas, também criticaram a destinação do orçamento público e defenderam que mais recursos sejam direcionados para programas sociais e habitacionais.
Os manifestantes afirmaram ainda que a mobilização faz parte de uma série de atos realizados em diferentes cidades do país para pressionar o governo federal a rever as medidas denunciadas pelo movimento.
Além da pauta da moradia, os participantes associaram o protesto a outras reivindicações defendidas por movimentos sociais, como melhores condições de trabalho, ampliação de direitos para trabalhadores de baixa renda e redução do custo de vida para a população mais pobre.

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