Resumo
*A Justiça condenou o cantor Amado Batista ao pagamento de mais de R$ 450 mil em indenização aos pais de uma criança de 3 anos que morreu afogada em maio de 2022 na piscina de uma fazenda do artista, em Goianápolis (GO). A família trabalhava como caseira na propriedade. De acordo com a sentença, a piscina não possuía medidas de proteção no momento do acidente. O menino desapareceu enquanto brincava na fazenda e foi encontrado desacordado pela mãe poucos minutos depois. O juiz Leonardo de Camargos Martins determinou o pagamento de R$ 226.940 para cada um dos pais, além de uma pensão mensal. O benefício deverá começar quando a vítima completaria 14 anos e seguirá até os 25 anos. Após esse período, o valor será reduzido gradualmente, conforme a expectativa de vida calculada pelo IBGE. Na decisão, o magistrado afirmou que a falta de itens básicos de segurança tornava o risco previsível e que o acidente poderia ter sido evitado com medidas simples, como a instalação de barreiras de proteção ao redor da piscina. O juiz também entendeu que, ao contratar uma família com crianças pequenas para morar e trabalhar na fazenda, o proprietário assume responsabilidade pelas condições do ambiente oferecido aos trabalhadores. A sentença reconheceu, porém, a existência de culpa compartilhada. Segundo o entendimento da Justiça, os pais também tinham o dever de supervisionar a criança no momento do acidente. No processo, a família declarou que havia solicitado a instalação de proteção na piscina antes da tragédia, mas o pedido não teria sido atendido. Os pais também relataram dificuldades para conseguir socorro após o afogamento. Já a defesa do cantor sustentou que houve falha dos pais na vigilância da criança. A decisão destaca ainda o sofrimento causado pela perda do filho e classifica o episódio como uma das situações mais dolorosas que uma família pode enfrentar.
*O jornalista esportivo Rodrigo Mandarini levantou questionamentos sobre a influência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ao comentar a recente polêmica envolvendo o uniforme da Seleção Brasileira, Mandarini afirmou não acreditar que determinadas decisões tomadas pela entidade sejam “mera coincidência”. Mandarini citou declarações do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho sobre a escolha do atual presidente da CBF, Samir Xaud. Segundo o comentarista, Garotinho afirmou em entrevista ao programa Geral Pod (apresentado por Mandarini) que o dirigente teria chegado ao comando da CBF com apoio de Gilmar Mendes. – Garotinho deu uma entrevista aqui no Geral Pod que repercutiu no Brasil inteiro, onde ele fala claramente que o presidente da CBF, Samir Xaud, foi colocado lá pelo Gilmar Mendes. Então tudo isso é uma grande coincidência? Eu não acredito – declarou no programa Pleno Time desta terça-feira (23). Ao comentar a decisão da CBF de alterar a cor do uniforme dos goleiros da Seleção para o amistoso entre Brasil e Escócia nesta quarta (24), Mandarini afirmou que a mudança foi acertada. Inicialmente, a equipe utilizaria a cor vermelha, mas a FIFA anunciou a alteração para o verde após pedido da própria CBF. Embora tenha reconhecido que uniformes vermelhos já foram utilizados anteriormente pela Seleção, o jornalista destacou que o contexto atual gera maior repercussão. – Quando foi utilizado não deu muita sorte, né? Em 2014 o Brasil tomou sete na Copa. Então assim, é melhor evitar. Eu particularmente evito o vermelho ao máximo – disse. Para Mandarini, a principal questão não é o uso da cor em si, mas o fato de o modelo ter sido produzido e aprovado pela entidade. – Hoje a CBF, embora seja uma entidade particular, é uma entidade com muito poder – destacou.
*O vereador de São Paulo Adrilles Jorge (União Brasil) afirmou considerar o senador Jaques Wagner (PT-BA) um elo entre o governo Lula e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o vereador, a importância de Jaques no episódio vai além de sua condição de líder do governo no Senado. – Eu acho o Jaques Wagner fundamental para a percepção e compreensão de que o governo Lula é também o governo Vorcaro – declarou no Pleno Time, nesta terça-feira (23). Adrilles definiu o senador como “o elo central que une de maneira inextricável a corrupção do Banco Master, o Vorcaro, os escândalos e o governo Lula”. O parlamentar também criticou declarações recentes de Jaques Wagner em defesa de Lula e classificou como uma espécie de pressão política a solidariedade manifestada pelo senador ao presidente. – Isso é chantagem. Isso é a mais absoluta e translúcida chantagem. E é um tipo de chantagem de mafioso. Eu sei o que você fez no verão passado – disse. O vereador também especulou sobre possíveis consequências políticas caso Jaques Wagner deixasse o cargo de líder do governo. – Ele pode desmantelar o governo, pode dizer tudo o que sabe, ele pode ir para a cadeia, ele pode fazer uma delação premiada. Ou seja, ele pode ser um homem-bomba – declarou, em relação à longevidade do senador no Partido dos Trabalhadores e sua estreita relação com Lula. Na semana passada, Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a suposta participação do senador no esquema. A Polícia Federal suspeita que Jaques Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares.
*A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou esta semana o registro do medicamento Inluriyo® (tosilato de inlunestranto), indicado para adultos com câncer de mama localmente avançado, que não pode ser removido por cirurgia ou que já se espalhou para outras partes do corpo e que foi previamente tratado com terapia endócrina. Em nota, a agência detalhou que esse tipo de tumor apresenta as seguintes características: é positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e tem mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m). “O medicamento, desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., é oral e indicado como monoterapia.” De acordo com a Anvisa, o câncer de mama figura como a neoplasia maligna de maior incidência entre mulheres. No Brasil, dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, no período entre 2023 e 2025, foram registrados 73.610 casos da doença. O número representa 30,1% do total de cânceres em mulheres.
*A Polícia Federal atestou que líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), “exerceu o mandato parlamentar de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master”, a partir de indícios obtidos a partir dos celulares apreendidos, segundo relatório ao ministro do STF André Mendonça. Pior é que a essa atuação não se caracteriza por ato único e isolado, “mas em padrão contínuo, sistemático e documentado de engajamento pessoal” nos negócios liderados por Daniel Vorcaro. Para a PF, Jaques Wagner atuou em favor do conglomerado financeiro sobretudo de 2022 a 2025, na “ascensão da organização criminosa”. A PF aponta reuniões de Wagner para tratar de temas de interesse do Vorcaro, como aumentar cobertura do FGC para beneficiar o Master.Wagner negou relação com Daniel Vorcaro, mas enviou mensagem ao ex-sócio Augusto Lima, indagando “como estão as coisas do banco”. É acusado também de mentir sobre dólares e euros. As diárias pagas pelo Senado totalizam bem menos que os R$600 mil apreendidos. Com Jaques Wagner (PT-BA) sob fritura após ser alvo da Polícia Federal, o Planalto sonda até nomes de outros partidos para suceder ao petista na liderança do governo no Senado, apesar de o baiano ter tudo para continuar no cargo. Três parlamentares do PT estão cotados, mas cada um com abacaxi para resolver. Randolfe Rodrigues (PT-AC) ocupa o posto de líder no Congresso e é lembrado, mas precisa renovar seu mandato, situação semelhante à do colega Rogério Carvalho (PT-SE). Sobra Camilo Santana (PT-CE), que não precisa renovar o mandato, tem boa interlocução com os colegas, mas tem problema local para resolver. Camilo é o plano B do PT caso Elmano de Freitas não desencante nas pesquisas para se reeleger governador do Ceará. Sobram na lista senadores do MDB, bancada com o mesmo número do PT (9); PSB, que faz bloco com PSD; e PDT, integrante do bloco petista. A demora de Lula (PT) em dispensar Jaques Wagner da Liderança do Governo tem explicação: ela não pensou nisso. Foi ideia de jornalistas governistas para evitar a “contaminação” da campanha do PT com esse escândalo. Insistiram tanto que, como sempre, Lula gostou da sugestão. Jaques Wagner pode não ser flor que se cheire, como se diz na oposição, mas ele jamais seria desleal a Lula. O senador nada faria sem ordem ou concordância de Lula. São mais de 45 anos de intimidade.

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