04/06/2026

PRIMEIRA CNH: EXAME TOXICOLÓGICO PASSA A SER OBRIGATÓRIO

Exame toxicológico passa a ser obrigatório para primeira CNH

Os candidatos que iniciarem o processo para tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B precisarão realizar exame toxicológico obrigatório. A medida amplia uma exigência que antes valia apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E e passa a incluir todos os novos condutores do país.

A nova regra vale para qualquer cidadão que abrir o processo de primeira habilitação de carro ou moto a partir de junho. Também passa a ser exigida em casos de reabilitação da Permissão para Dirigir (PPD). Já quem iniciou ou contratou o processo na autoescola até o fim de maio segue as regras anteriores e fica isento da exigência.

O candidato poderá seguir normalmente com as aulas teóricas e práticas ao longo do processo. No entanto, o resultado negativo do exame toxicológico deverá estar obrigatoriamente inserido no sistema antes da emissão da Permissão para Dirigir. Sem o laudo, a CNH provisória não será liberada.

Segundo o responsável técnico do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, Marcos Kozlowski, a principal dúvida dos candidatos costuma ser sobre como o exame funciona e o que pode interferir no resultado. “O exame toxicológico exigido para a CNH é do tipo larga janela de detecção, capaz de identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período aproximado de 90 dias. Diferente de exames de sangue ou urina, ele permite uma análise retrospectiva mais ampla”, explica.

A coleta é feita por meio de amostras de cabelo, pelos do corpo ou unhas. Entre as substâncias rastreadas estão derivados da cocaína, maconha, anfetaminas, incluindo rebites e ecstasy, e opióides. O álcool e o tabaco não fazem parte da análise.

Outra dúvida frequente envolve medicamentos de uso contínuo. Segundo Kozlowski, alguns compostos podem interferir na interpretação técnica do exame, por isso é importante informar corretamente qualquer medicação utilizada. “O ideal é que o candidato apresente receitas e relate o uso de medicamentos no momento da coleta. Toda análise leva em consideração esse contexto técnico”, afirma.

O especialista também esclarece que não é necessário jejum nem preparo específico antes da coleta. “É um exame simples e rápido. A orientação principal é apenas que o candidato apresente um documento oficial e informe corretamente seus dados e histórico de medicações”, diz. Caso o resultado seja positivo, o candidato fica impedido de emitir a CNH por até 90 dias, podendo solicitar contraprova com a segunda amostra coletada. O resultado sai em até 7 dias.

Band

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