Trump diz que Netanyahu "não dá as cartas" e terá de aceitar acordo com Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (7) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá de aceitar qualquer acordo que os EUA venham a fechar com o Irã. Ele destacou que Netanyahu “não é quem dá as cartas”.
“Quem dá as cartas sou eu. Eu dou todas as cartas. Ele (Netanyahu) não dá as cartas”, disse Trump ao Financial Times. “Ele não terá escolha”, acrescentou o presidente.
Trump insistiu que o ataque com mísseis lançado pelo Irã contra Israel na noite de domingo “não terá nenhum impacto no acordo”.
“Vamos ver como isso termina. Mas foram ataques que não tiveram efeito algum. É uma daquelas coisas que vêm acontecendo há 3 mil anos, ou há 47 anos, dependendo de como você conta”, afirmou.
As declarações de Trump sobre o líder israelense vêm depois de o presidente americano ter dito, na semana passada, que estava “incomodado” com Netanyahu por causa dos planos de Israel para operações militares no Líbano, enquanto os Estados Unidos trabalhavam para alcançar um acordo de paz com o Irã.
Netanyahu foi um crítico contundente do acordo nuclear com o Irã firmado durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Em 2015, ele declarou na ONU que o acordo apenas recompensava o “mau comportamento” do Irã.
Ataques contra o Líbano
Mais cedo neste domingo, os militares israelenses disseram que atingiram alvos ligados ao Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute depois que o grupo armado libanês disparou contra o norte de Israel, provocando temores de uma nova escalada na guerra.
O ataque foi o primeiro a atingir a capital libanesa desde o novo cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos na semana passada.
Em resposta, o Irã disparou salvas de mísseis contra Israel. Os projéteis foram interceptados pelas forças israelenses e não há informações sobre vítimas.
Após o ataque, Donald Trump conversou com Netanyahu. Ele disse que pressionaria Israel a não retaliar e afirmou que não estava feliz com os ataques ao Líbano.
CNN Brasil

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