09/06/2026

'CRIANÇAS TRANS' PERMANECEM NA PAUTA DA PARADA LGBT DE SÃO PAULO

Parada LGBT de São Paulo insiste em pauta de “crianças trans”

A 30ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, neste domingo (7), um grupo desfilou com cartazes militando sobre “crianças e atletas” trans. O ato ocorre em meio a projetos que tramitam pelo país para proibir menores de idade em eventos do tipo.

O grupo em questão é a organização não governamental (ONG) Minha Criança Trans, fundada em 2022 pela ativista e escritora Thamirys Nunes. Segundo ela, sua filha de 8 anos é uma criança transgênero.

A manifestação durante a Parada Gay na Aveninda Paulista provocou reação de parlamentares da ala conservadora. O deputado estadual Paulo Mansur (PL-SP) questionou a presença de menores no evento, argumentando que esse tipo de ambiente pode expor crianças a conteúdos inadequados para sua idade.

– Eu não sou contra gay. Sou contra criança de 6, 7, 8 anos sendo levada pra evento adulto que ela não tem capacidade de processar – disse o deputado, nas redes sociais.

– Isso não é homofobia. É proteção da infância. Adulto pode escolher o que quer ser. Adulto pode amar quem quiser. Adulto pode ir em manifestação que entende. Eu defendo isso. Mas criança não tem desenvolvimento cognitivo pra processar conteúdo adulto. Isso é ciência, não opinião.

E o que tá acontecendo no Brasil hoje? – prosseguiu.

O parlamentar mencionou propostas apresentadas na Assembleia Legislativa de São Paulo – como o PL 974/2023 – com o objetivo de limitar a participação de menores em paradas LGBT, bem como impedir o uso de recursos públicos em eventos que incluam conteúdos de natureza sexual.

Segundo Mansur, tais iniciativas buscam priorizar a proteção da infância, sem representar discriminação contra adultos. Ele salientou que foi tachado de “homofóbico e extremista” quando protocolou o projeto de lei.

– E eu não vou aceitar isso. Nunca – afirmou.

A ONG Minha Criança trans tem como lema “crianças trans existem”.

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