Advogado de Trump à AGU, sobre Moraes: 'Se seguiu a lei, compareça e diga'
O advogado Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma Rumble, cobrou publicamente a Advocacia-Geral da União (AGU) pela ausência de defesa formal do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A fala ocorre no âmbito da ação movida pelas empresas nos Estados Unidos.
Segundo ele, autoridades brasileiras afirmam há mais de um ano que defenderiam o magistrado. Contudo, ainda não compareceram ao tribunal norte-americano.
O advogado publicou nesta terça-feira, 26, mensagens na rede X (antigo Twitter). Nelas, relatou que, desde fevereiro de 2025, autoridades brasileiras afirmam que estão prontas para defender Moraes no processo. Mas, em 460 dias, ninguém do Brasil compareceu ao tribunal.
De Luca ainda disse que a AGU teria informado à imprensa que estava coordenando a defesa do ministro com assessores jurídicos norte-americanos e elaborando a documentação necessária.
Impasses e críticas sobre a defesa de Moraes
Segundo De Luca, ao invés de encaminhar a defesa, autoridades brasileiras teriam tentado impedir a citação formal de Moraes via Convenção de Haia. Ele ressaltou que, depois de a Justiça Federal da Flórida autorizar o envio da notificação por e-mail, autoridades do Brasil passaram a tratar o caso como crise diplomática. “Por que foi preciso chegar a esse ponto?”, questionou o advogado.
Em publicações, De Luca mencionou reportagens brasileiras sobre articulação entre STF, AGU e Ministério da Justiça. A intenção seria encontrar uma solução jurídica depois da notificação de Moraes.
“Se a posição do Brasil é de que o ministro Moraes agiu dentro da lei, em conformidade com suas atribuições e com as leis norte-americanas e brasileiras, bem como com tratados internacionais, o caminho seria simplesmente comparecer ao tribunal norte-americano e afirmar isso”, argumentou o advogado.
De Luca encerrou a mensagem com a afirmação: “O que é mais difícil de explicar é: ‘por que anunciar durante 15 meses que o Brasil defenderia Moraes, depois recusar-se a comparecer quando a defesa era de fato necessária e agora tratar uma intimação judicial como um incidente diplomático internacional?’”.

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