Zema chama crise com Flávio Bolsonaro de “página virada”
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou neste sábado, 16, que considera “página virada” o episódio em que criticou o senador Flávio Bolsonaro pelas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A declaração foi feita dias após Zema classificar como “imperdoável” a cobrança de recursos feita por Flávio ao empresário para o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Durante evento partidário em Belo Horizonte, o pré-candidato à Presidência disse ter ficado “muito decepcionado” com os áudios revelados pelo site Intercept Brasil.
“Fiquei muito decepcionado, mas eu agi de acordo com meus princípios e valores. E, para mim, é uma página virada”, disse.
Zema também negou rompimento entre nomes da oposição para a eleição de 2026 e afirmou que todos devem se unir em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT).
“Não houve nenhuma ruptura. Houve uma manifestação dura da minha parte, que fiquei decepcionado, mas o cenário continua o mesmo”, acrescentou.
Os áudios mostram Flávio Bolsonaro cobrando novos aportes de Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse”.
Em uma das mensagens, o senador afirma que o projeto enfrentava dificuldades financeiras e que havia tensão entre os envolvidos na produção.
A reação inicial de Zema provocou desgaste com aliados bolsonaristas. Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o senador Rogério Marinho criticaram o mineiro nas redes sociais e o acusaram de oportunismo político.
O vídeo de Zema
Após o vazamento dos áudios enviados por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, Romeu Zema gravou um vídeo dizendo:
“Flávio, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa.”
Zema também afirmou que políticos que desejam disputar o comando do país precisam demonstrar coerência entre discurso e prática.
“É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, concluiu.
Desde então, diretórios estaduais do Novo tentam salvar suas alianças regionais com o PL de Flávio Bolsonaro.
O Antagonista
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