Hotel de atentado contra Trump é onde Reagan foi baleado em 1981
O Washington Hilton, hotel onde tiros foram registrados durante um jantar com a presença do presidente Donald Trump neste sábado (25), já esteve ligado a outro episódio marcante da história norte-americana: foi ali que Ronald Reagan sofreu um atentado em 1981.
Inaugurado em 1965 e tradicional palco do jantar dos correspondentes da Casa Branca, o hotel foi projetado para receber grandes autoridades com discrição. Mesmo assim, o local carrega o histórico do ataque contra Reagan, baleado na saída do edifício após um discurso para sindicalistas.
O autor, John Hinckley Jr., disparou várias vezes e feriu também integrantes da comitiva, incluindo o porta-voz James Brady e um agente do Serviço Secreto.
Reagan estava havia pouco mais de dois meses no cargo quando foi atingido por um tiro que perfurou seu pulmão, mas sobreviveu após atendimento médico.
O caso ganhou grande repercussão não só pela gravidade, mas também pela motivação: Hinckley alegou agir para chamar a atenção da atriz Jodie Foster. O episódio marcou a política norte-americana e reforçou protocolos de segurança presidencial.
Décadas depois, o hotel voltou ao noticiário após um novo incidente. Durante o jantar anual com mais de 2 mil convidados, tiros foram ouvidos do lado de fora, levando à retirada imediata de Trump.
Segundo o presidente, um homem tentou romper a segurança, houve troca de tiros e um agente foi atingido, protegido pelo colete à prova de balas. Em declaração posterior na Casa Branca, Trump afirmou que o suspeito carregava diversas armas, foi contido rapidamente e o descreveu como um “lobo solitário” e “doente”. Ele também disse que o agente ferido passa bem.
Atualmente, o Washington Hilton pertence a um grupo de investimentos ligado à Clearview Hotel Capital, em parceria com a Blackstone, e segue sendo administrado pela rede Hilton.

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