TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA, ou "Direita" e "Esquerda".
* Artigo, por Ricardo Sobral, advogado e observador da cena política.
No ato da prisão - dizem, sei por ouvir dizer -, o brasileiro é compelido a optar: facção "a" ou "b".
Se misturar, já viu!
Quando solto - convenhamos que não há vaga para todos -, entre "direita" ou "esquerda", embora não saiba minimamente o que seja uma coisa nem outra.
E não sabe somente em razão de analfabetismo funcional, pois parcela significativa tem até pós graduação.
É que, no Brasil pós ditadura de 64, hoje lulopetista e bolsonarista, "direita" não é direita e "esquerda" não é esquerda.
A maioria que assim se declara escuta o galo cantar, mas não sabe onde, não tem Norte.
Até se assemelham: quando no governo, faz aquilo que condenara na oposição.
"Direita" e "esquerda" são um atoleiro. O tempo, senhor da razão, revelou que nenhuma das duas posições tem respostas aos problemas brasileiros. Uma é politicamente inábil e desunida; outra, não tem projeto, senão de poder.
Populismo, culto à personalidade, torcida política inconsequente, qualquer que seja seu viés, tem sido o garroteamento do desenvolvimento na América Latina.
O Brasil precisa sair desse atoleiro, buscar alternativas à altura de sua grandeza.
Por enquanto, só resta parafrasear o genial Lima Barreto: triste fim do povo brasileiro.

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