28/03/2026

SINDICALISTA DIZ; 'SALÁRIO DE R$ 46,3 MIL NÃO É SUPORTÁVEL' - E QUEM GANHA SALÁRIO MÍNIMO E TRABALHA MAIS QUE VOCÊ?

Dirigente sindical diz que salário de R$ 46,3 mil “não é suportável”

O presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), Alisson Souza, criticou o atual teto do funcionalismo público, hoje em R$ 46,3 mil, e defendeu mudanças na política salarial da categoria. Segundo ele, o limite não acompanha a inflação, já não atende às carreiras e “não é suportável”.

– Eu fui enfático na defesa de que não é mais suportável, pelas carreiras, a não recomposição inflacionária [reajuste] ao teto remuneratório – disse em reunião com servidores na última terça-feira (24).

Souza também propôs que funções de confiança – adicionais pagos por cargos de chefia ou assessoramento – fiquem fora do teto. A sugestão foi apresentada ao grupo de trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF), que recentemente endureceu as regras sobre os chamados penduricalhos, limitando esses extras a até 35% do teto.

Para ele, o problema central é a defasagem:

– Se o teto tivesse sido reajustado pela inflação, não reclamaríamos do teto. Não fomos nós que chegamos ao teto, foi o teto que chegou até nós.

O presidente do Sindilegis ainda defendeu salários mais altos para funções de maior complexidade e comparou com a iniciativa privada: “um advogado na iniciativa privada, por exemplo, se for mediano, ganha muito mais de R$ 40 mil por mês”.

Por fim, afirmou que remunerações elevadas também ajudam a reduzir riscos de corrupção.

– Eu desejo que um auditor [do TCU] que vai fazer uma auditoria na Petrobras seja um profissional com um salário que o torne independente, menos corruptível, menos capturado. Porque, senão, isso é o quê para o país? Um atraso de vida. Esse cara vai, na verdade, começar a fazer o quê? Acordos por fora para poder ganhar dinheiro – declarou.

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