Resumo
*O Partido Liberal definiu os nomes que irão compor sua nominata para deputado federal nas eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. A legenda confirmou nove nomes para disputar as vagas. A meta do grupo é eleger quatro deputados federais, o que representaria metade da bancada do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados. A definição ocorreu durante um jantar na casa do deputado estadual José Dias, com a presença das principais lideranças do partido no estado, segundo apuração da jornalista Anna Ruth Dantas e do comentarista Saulo Spinelly, divulgada na 98 FM Natal nesta segunda-feira (9). Veja a lista: Nina Souza, secretária de Trabalho e Assistência Social - Coronel Brilhante - Sargento Gonçalves, deputado federal - General Girão, deputado federal - Juninho Alves, ex-prefeito de Caraúbas - Carla Dickson, deputada federal - Gabriela Trajano, ex-candidata a prefeita de São Gonçalo do Amarante - Ludmilla Oliveira, ex-reitora da Universidade Federal Rural do Semiárido - Pedro Filho, liderança evangélica e vereador de Assú.
*A tutora do pitbull que matou o trabalhador conhecido como Paulo Montanha, na tarde de sábado (7), chegou para passar por audiência de custódia sob protesto de familiares e amigos da vítima. Eles gritavam por ‘justiça’ e seguravam faixas e cartazes. Um dos manifestantes chega a dar tapas na viatura da Polícia Civil. A mulher foi detida no mesmo dia do ataque por agressão a um policial, mas foi liberada. Ainda no sábado (7), após tomar conhecimento de novas informações, a Polícia Civil pediu um mandado de prisão temporária contra ela à Justiça. De acordo com a corporação, os novos elementos surgiram a partir do contato de uma testemunha com a Polícia Civil, que encaminhou fotos, áudios e capturas de tela de conversas. Segundo a polícia, os indícios são de que “a investigada teria provocado a morte da vítima”. Além disso, os elementos indicam que a investigada pode ter retardado deliberadamente o acionamento do socorro médico, circunstância que pode ter contribuído para o agravamento das lesões sofridas pela vítima do ataque do animal.
*A Polícia Federal apura a existência de supostos crimes financeiros envolvendo fundos ligados ao resort Tayayá, do qual familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli foram sócios por meio da empresa Maridt. A investigação pretende rastrear possíveis irregularidades a partir da quebra de sigilo de fundos com conexão com o Banco Master e, ainda que de forma indireta, com o Tayayá. A apuração também deve incluir pedidos de Relatórios de Inteligência Financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), para verificar eventuais movimentações atípicas. O principal fundo sob investigação é o Arleen, apontado como um dos utilizados pelo Banco Master nas fraudes descobertas e como comprador da participação de familiares de Toffoli no resort. O fundo Arleen tem como cotista o fundo Leal, que, por sua vez, tem como cotista o advogado Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, preso na última quarta-feira (4) e apontado nas investigações como operador do esquema. Por ocupar uma cadeira no STF, Dias Toffoli não pode ser investigado diretamente pela Polícia Federal. Caso a corporação encontre indícios de irregularidades que exijam aprofundamento, deverá encaminhar um documento com os achados ao ministro André Mendonça, relator dos inquéritos que envolvem o Banco Master no Supremo.
*O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, escreveu em conversas por aplicativo com a namorada, Martha Graeff, que estava “sofrendo uma extorsão bem chata” durante viagem a Brasília (DF). Os diálogos foram interceptados pela Polícia Federal (PF) a partir da quebra de sigilo telemático de Vorcaro. Nas conversas, o banqueiro chegou a dizer para a companheira que era “difícil se abalar” e ficar “pra baixo” com esse tipo de situação, mas que essa extorsão em particular teria sido “f***”. Em mensagem para Martha, Vorcaro escreveu: – Hoje foi um dia péssimo pra mim (sic). Essa foto salvou meu dia. Obrigado. A namorada, então, perguntou o que havia acontecido: – Por quê??? O que aconteceu? – Nada demais. Depois te conto – respondeu o dono do Master. Ao que ela disse: “Ta bom”. Ele continuou: – Sofrendo uma extorsão bem chata. Martha replicou com um emoji de surpresa e questionou: – Amor, mas de quem? Ele prosseguiu: – Difícil me abalar e jogar pra baixo. Mas essa foi f***. Apesar do questionamento da namorada, Vorcaro não revelou quem teria sido o autor da extorsão. Os diálogos ocorreram por volta das 22h do dia 9 de abril de 2024. No dia 11 daquele mês e ano, o banqueiro relatou à companheira que esteve em Brasília nos dois dias anteriores. A Polícia Federal prendeu Vorcaro na última quarta-feira (4), na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco. Essa nova fase investiga a invasão de dispositivos informáticos praticada por uma organização criminosa ligada a Vorcaro e outros aliados dele, conforme a PF. Também estão sob apuração os crimes de ameaça, corrupção e lavagem de dinheiro. A defesa de Vorcaro afirmou que o banqueiro colaborou “de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”. Pessoas com acesso ao caso, que está sob sigilo, atestam que a apuração chegou a mais de uma autoridade com direito a foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da amplitude das descobertas, investigadores não descartam que suspeitos tentem fechar acordos de delação premiada. A legislação sobre a colaboração premiada impede o líder de uma organização criminosa de fechar acordo. No entanto, investigadores colocam em dúvida que Vorcaro tenha essa posição no esquema do Master. Portanto, deixam em aberto a possibilidade de serem procurados pela defesa do banqueiro.
*O vereador Daniel Rendall (Republicanos), relator da comissão que analisa o pedido de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT), afirmou que a condução do processo pela presidente da comissão, a vereadora Samanda Alves (PT), não foi isenta. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da rádio Jovem Pan News Natal (93,5 FM), nesta segunda-feira (9), em meio aos desdobramentos jurídicos que envolvem o procedimento na Câmara Municipal de Natal. Segundo Rendall, houve falhas na condução dos trabalhos da comissão, o que, na avaliação dele, contribuiu para questionamentos judiciais sobre o andamento do processo. O parlamentar afirmou que a presidente do colegiado, por ser do mesmo partido da vereadora investigada, teria atuado de forma parcial durante a tramitação. Durante a entrevista, o relator disse que chegou a afirmar diretamente à presidente da comissão que não houve boa-fé na condução do processo. “Em nenhum momento houve isenção por parte da condução desses trabalhos. A vereadora era do mesmo partido e tinha os mesmos interesses, que era salvar a vereadora Brisa. Era a condução desse processo sendo atropelada e a gente tendo que detectar situações de nulidades, situações na condução que não eram corretas. Eu afirmo e disse na frente da vereadora Samanda Alves: não houve boa fé da senhora na condução desse processo”, declarou. Rendall também afirmou que algumas decisões adotadas ao longo da tramitação teriam criado situações que possibilitaram questionamentos jurídicos posteriores. “Houve um planejamento muito bem executado pra que esse processo terminasse novamente como W.O”, avaliou. Para o vereador, a forma como as etapas foram conduzida acabou servindo de argumento para que a defesa recorresse ao Judiciário. A Justiça determinou a reabertura da fase de instrução justamente para garantir o depoimento da parlamentar. O relator afirmou que o prazo de 90 dias da comissão processante terminou na última quinta-feira (5) e que a continuidade do processo agora depende da interpretação judicial sobre a suspensão ou não desse prazo. Caso a Justiça entenda que o prazo não foi suspenso, o procedimento pode ser encerrado. Segundo Rendall, a comissão chegou a realizar reunião no último dia do prazo e colheu o depoimento da vereadora após a decisão judicial. A defesa agora terá cinco dias úteis para apresentar alegações finais, caso o entendimento judicial permita a continuidade da tramitação.

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