Resumo
*O presidente do Potiguar de Mossoró, Jerônimo Jales, foi denunciado ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/RN) e será julgado por ter criticado a arbitragem após a eliminação para o América, no último domingo (15), na semifinal do Campeonato Potiguar. O caso será apreciado pela 3ª Comissão Disciplinar do Tribunal, com julgamento marcado para a próxima terça-feira (24), às 18h30. Jerônimo Jales foi denunciado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata sobre conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. Ele foi enquadrado no segundo inciso, parágrafo II: desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões. Se a denúncia for acolhida, ele pode pegar suspensão de 15 a 180 dias. O mandatário do Potiguar foi denunciado por ter criticado o árbitro Tarcísio Flores da Silva (CBF) após o empate em 1 a 1 com o América, que culminou na eliminação da sua equipe da competição. “Eu saio daqui hoje muito triste pelo que nós vimos. A arbitragem colocou em xeque todo um trabalho de um ano que nós vínhamos fazendo. O América é grande e gigante, e não precisa disso […] Não se faz isso com um bocado de pai de família. O que fizemos durante o ano lá em Mossoró, Tarcísio hoje colocou uma pá de cal em cima. Isso é lamentável”, relatou o presidente em entrevista pós-jogo. Na súmula, o árbitro registrou que o presidente do Potiguar de Mossoró disse a ele na passagem da zona mista: “Tarcísio, você prejudicou vários pais de família”. Disse também que foi xingado por outras pessoas, com camisas do clube, de “seu ladrão”, “bandido” e “safado”.
*Sem consenso entre parlamentares, a análise dos vetos do presidente Lula (PT) ao chamado PL da Dosimetria deve ser adiada para depois das eleições de 2026. A tentativa de acordo entre integrantes do Centrão e parlamentares ligados ao bolsonarismo não avançou, segundo relatos de bastidores. De acordo com parlamentares ouvidos pela imprensa, lideranças do Centrão tentaram costurar um entendimento para votar os vetos em troca da redução da pressão pela instalação de uma CPI relacionada ao caso Banco Master. A proposta, no entanto, não teve adesão suficiente. Um dos envolvidos nas articulações foi o deputado Paulinho da Força, que relatou o projeto na Câmara. Segundo apuração, ele teria dialogado com lideranças como Valdemar Costa Neto e o senador Rogério Marinho, além de mencionar o nome do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nas negociações. Ainda segundo interlocutores, a proposta não avançou após resistência de integrantes do PL, que teriam apontado dificuldades em controlar a posição da bancada sobre investigações envolvendo o caso. Diante do impasse, a avaliação é de que o tema deve permanecer sem deliberação no Congresso. Em declaração pública no Senado, Alcolumbre negou qualquer participação em negociação desse tipo. “Nunca tratei com o presidente Valdemar da Costa Neto sobre votação de vetos ou CPI”, afirmou, durante sessão na última quarta-feira (18), conforme registro oficial.
*O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (20) que ainda não recebeu resposta dos governadores sobre a proposta do governo federal de reduzir o ICMS sobre combustíveis. Segundo ele, a não adesão à medida seria “uma lástima” e indicaria “falta de compromisso” com a população. Segundo Durigan, a proposta foi apresentada aos secretários estaduais da Fazenda ao longo da semana. Ele afirmou que cabe agora aos governadores avaliar o modelo sugerido pelo governo federal para tentar reduzir o impacto dos preços dos combustíveis, conforme o Metrópoles. Ainda segundo ele, apenas o governo do Piauí sinalizou, até o momento, que pode aderir à iniciativa. A proposta prevê zerar o ICMS sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação parcial das perdas de arrecadação por parte da União. O ministro também afirmou que o governo federal avalia outras medidas para conter a alta dos combustíveis, a depender do cenário internacional. Segundo ele, fatores externos, como conflitos no Oriente Médio, podem influenciar diretamente os preços. De acordo com o governo federal, um pacote já foi anunciado, incluindo subsídio ao diesel, redução de tributos federais e possibilidade de taxação sobre a exportação de petróleo. As medidas, segundo a equipe econômica, buscam conter a alta no curto prazo, embora especialistas apontem incertezas sobre o impacto real ao consumidor final.
*O apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, utilizou suas redes sociais para comemorar o recorde de audiência alcançado por seu programa na noite desta quinta-feira (19). O Ratinho Livre registrou 5,7 pontos na Grande São Paulo. Segundo dados da Kantar IBOPE, o índice representa cerca de 78.781 televisores ligados no canal, atingindo um público estimado em 1.137.908 espectadores, a maior marca do SBT em 2026. O êxito nos números ocorre em um período polêmico envolvendo o apresentador e a deputada federal trans Erika Hilton (PSOL-SP), eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. No último dia 11 de março, Ratinho criticou publicamente a escolha da parlamentar para o cargo, argumentando que, por ser uma mulher trans, ela não compartilharia das vivências e “dores das mulheres biológicas”. Cinco dias após as declarações iniciais, o apresentador reafirmou sua posição ao vivo, alegando ser alvo de perseguição ideológica. — Nos tempos atuais, quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e lacração, o que no meu tempo não tinha. Não vou mudar o meu jeito de ser para agradar quem quer que seja. Fica o recado — declarou.
*O relator da CPMI que investiga gatunagem INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou nesta sexta-feira (20) que o relatório final da comissão deve ultrapassar 5 mil páginas e incluir uma lista com mais de 200 indiciados. O parlamentar destacou que os trabalhos entram na fase final, embora ainda haja expectativa de prorrogação das atividades. Segundo Gaspar, a equipe segue reunida na elaboração do documento, que, de acordo com ele, será baseado em provas e dados técnicos. “Estamos fazendo um relatório técnico, baseado em fatos, dados e provas. Sem paixões políticas, sem narrativa, mas contando a verdade”, afirmou nas redes sociais. Na quarta-feira (18), o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou em coletiva de imprensa que o relatório final poderá ser lido e votado já na próxima semana, caso as testemunhas convocadas não compareçam. O prazo para encerramento das investigações é 28 de março. A CPMI investiga fraudes e irregularidades envolvendo benefícios previdenciários, que, para o relator, teriam prejudicado aposentados e pensionistas em todo o país. O deputado disse ainda que o material reunido apresenta “provas concretas e robustas” e defendeu que as autoridades judiciais adotem as medidas cabíveis.

Nenhum comentário:
Postar um comentário