Resumo
*O deputado federal Nikolas Ferreira intensificou as críticas ao STF neste domingo (1º), durante ato da direita na Avenida Paulista, em São Paulo. Em discurso, afirmou que o “destino final” do ministro Alexandre de Moraes “é a cadeia” e declarou que “o Brasil não tem medo” do magistrado, usando ofensas diretas. “O destino final do Alexandre de Moraes não é o impeachment não, o destino final do Alexandre de Moraes é cadeia”, disse. Em seguida, completou: “Moraes, escuta isso que eu tenho para dizer agora: o Brasil não tem medo de você, nós não temos medo de você”. Nikolas também afirmou que a eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores não enfraqueceria o movimento. “Achou que ia colocar o Bolsonaro na cadeia e ia nos parar, achou que ia colocar milhares de pessoas na cadeia e ia nos parar. Ô, seu pateta. Eu sou crente, eu não posso xingar. Ô, seu panaca. Governos levantam, governos caem, mas o povo brasileiro permanece de pé”, declarou. O deputado ainda ameaçou ministros da Corte ao dizer que, se um sofrer impeachment, “cai todo mundo”, citando também Dias Toffoli. Ele mencionou suposto envolvimento dos magistrados com o Banco Master, investigado por fraudes. As manifestações ocorreram em mais de 20 cidades e defenderam, entre outras pautas, o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do STF, além do apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.
*O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 1º de março, que o país destruiu nove navios da marinha iraniana, alguns dos quais eram “relativamente grandes e importantes.” A afirmação foi feita na conta de Trump na rede Truth Social. “Nós vamos atrás do resto – eles logo estarão flutuando no fundo do mar”, diz Trump, na publicação. “Em outro ataque, nós destruímos a maior parte do quartel-general naval deles. Fora isso, a marinha deles está indo muito bem!” O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) desmentiu a afirmação da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) de que o porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) teria sido atingido por mísseis balísticos. Em uma publicação oficial feita no X, neste domingo, o comando militar norte-americano classificou a alegação de Teerã como uma “mentira” e afirmou que os mísseis disparados pelas forças iranianas sequer chegaram perto da embarcação. De acordo com o CENTCOM, o porta-aviões permanece plenamente operacional e continua lançando aeronaves em apoio à campanha militar para eliminar ameaças provenientes do regime iraniano. A reação ocorre poucas horas após a agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, divulgar que quatro mísseis balísticos teriam alcançado o USS Abraham Lincoln. Em seu sétimo comunicado oficial sobre a operação, a IRGC afirmou que o ataque representaria uma “nova fase” do combate, ameaçando transformar a região em um “cemitério para agressores”. Caso tivesse sido confirmado, o incidente seria o primeiro ataque direto contra um porta-aviões dos Estados Unidos em décadas, elevando drasticamente a escala da guerra iniciada no último sábado.
*A Polícia Civil de Minas Gerais informou que as buscas por vítimas das chuvas em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, estão encerradas. O corpo do último desaparecido, o menino Pietro, de 9 anos, foi localizado na noite de sábado (28), no bairro Paineiras. O número de mortos em decorrência das chuvas chegou a 72 na manhã deste domingo (1º), segundo atualização da Polícia Civil do estado. Ao todo, 72 corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), sendo 65 de Juiz de Fora e sete de Ubá. Uma pessoa continua desaparecida em Ubá, onde as buscas serão intensificadas. A equipe da Agência Brasil esteve em Juiz de Fora na última sexta-feira (27). No bairro Paineiras, área de classe média com casarões antigos e prédios residenciais, moradores seguiam fora de casa após o deslizamento de terra que atingiu imóveis na noite de segunda-feira (23). A Defesa Civil orientou a retirada das famílias diante do risco de novos desmoronamentos, especialmente pela instabilidade na encosta do Morro do Cristo. O engenheiro civil Guilherme Belini Golver, atualmente desempregado, mora em um casarão na rua atingida, onde vive com os pais. Ele não estava em casa no momento do deslizamento, mas percebeu a gravidade da situação ainda durante o temporal : “Quando eu saí, já havia muita água, parecia um rio, de cor assim, amarronzada. Tava igualzinho um rio”, relatou. Guilherme saiu por volta das 22h10 para buscar a filha na faculdade. Cerca de 20 minutos depois, recebeu a ligação de um vizinho: “Quando ele chegou aqui fora, já estava essa tragédia toda. A terra invadindo a casa, dentro do portão, da garagem.” Desde então, a família não pôde permanecer no imóvel. “A Defesa Civil pediu para a gente sair porque não se sabe a gravidade, né? Não sabe se pode vir mais alguma coisa lá do Morro do Cristo.”
*Em uma carta escrita à mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que veio a público neste domingo (1°), o líder conservador lamentou críticas direcionadas pela própria direita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a alguns aliados políticos. No conteúdo, Bolsonaro também disse ter pedido à esposa que só se envolva mais diretamente na política após março deste ano. De acordo com Bolsonaro, o pedido feito à ex-primeira-dama está relacionado aos cuidados que ela está precisando ter com a filha do casal, Laura, de 15 anos, que está recém-operada, além da assistência necessária a ele, que está preso na Papudinha, em Brasília, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na correspondência, o líder conservador ainda enviou um recado aos correligionários, apontando que “numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”. Por fim, Bolsonaro disse que, da união da direita, depende o futuro do Brasil.
*Durante o movimento “Acorda Brasil!”, realizado neste domingo (1) na Avenida Paulista, em São Paulo, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez duras críticas ao PT e direcionou ataques ao presidente Lula e a família do petista. Em discurso a apoiadores, Flávio afirmou que tem sido alvo de críticas por sua origem familiar e respondeu associando sua trajetória ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai. O senador também mencionou acusações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do petista, sem o citar indiretamente, afirmando que ele estaria sendo investigado por suposto recebimento de valores ligados a gatunagem no INSS. “Para as pessoas que tentam me atacar, porque eu aprendi honestidade em casa, eu sou filho de Bolsonaro. Não sou filho do Lula, porque se fosse filho do Lula, eu agora ia estar sendo acusado de receber mesada de 300 mil reais de roubo aos aposentados do INSS”, declarou. E prosseguiu: “Você que é aposentado, sabe esse dinheiro que está faltando agora para você comprar um arroz, um feijão, uma carne? O seu dinheiro aposentado do INSS pode estar na conta do filho do Lula lá na Suíça”. Ao final da fala, o parlamentar afirmou que “ninguém aguenta mais quatro anos de PT” e declarou que a população irá “tirar essa corja de Brasília”.

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