Trump pede que forças do Irã deponham armas ou enfrentem “morte certa”
O presidente dos EUA, Donald Trump (foto), reiterou neste domingo, 1º, seu apelo para que as forças de segurança do Irã deponham suas armas em troca de imunidade total, “ou enfrentem a morte certa”.
Trump conclamou os “patriotas iranianos que anseiam por liberdade a aproveitarem este momento, a serem corajosos, ousados, heroicos e a retomarem seu país”.
No sábado, ele havia instruído os iranianos a permanecerem em suas casas até que as bombas parassem de cair.
Em vídeo divulgado neste domingo, presidente americano afirmou que membros da Guarda Revolucionária do Irã que depuserem suas armas terão “imunidade total”.
“Entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa. Será morte certa. Não será bonito.”
Trump disse ainda que a campanha militar dos EUA no Irã vai continuar até que todos os objetivos sejam atingidos e prometeu vingar a morte de três militares durante retaliação iraniana.
“As operações de combate continuam neste momento com força total, e continuarão até que todos os nossos objetivos sejam alcançados. Temos objetivos muito fortes.”
O presidente também comentou sobre negociações nucleares e disse estar aberto a mais conversas com os iranianos, mas não detalhou quando elas ocorreriam.
“Eles querem conversar, mas eu disse que deveríamos ter conversado na semana passada, não nesta semana”, disse mais cedo à revista The Atlantic.
Transição no Irã
Após a morte do líder supremo Ali Khamenei, um conselho interino assumiu o poder, segundo a mídia estatal iraniana.
O grupo é formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, e pelo aiatolá Alireza Arafi, integrante do Conselho dos Guardiões.
Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, Pezeshkian afirmou que as Forças Armadas “deixarão os inimigos sem esperança”.
O conselho exercerá as funções até que a Assembleia dos Peritos escolha um sucessor.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã está aberta a “esforços sérios” para reduzir a tensão. Omã tem atuado como mediador nas negociações nucleares entre os dois países.
O Antagonista

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