Em um desdobramento que muitos analistas já classificam como a maior crise institucional do Brasil desde a redemocratização, ou talvez desde a Proclamação da República em 1889, dezoito governadores de estados conservadores deflagraram uma rebelião aberta contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Através de uma carta conjunta histórica, os líderes estaduais declararam “desobediência cívica”, anunciando que não cumprirão mais decisões da Corte até que o tribunal seja “completamente saneado”.
O movimento, que eclodiu com força total nas últimas horas, representa uma ruptura federativa sem precedentes. Juntos, esses 18 estados — que incluem gigantes como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás — abrigam 153 milhões de brasileiros, o que corresponde a 73% da população nacional. Mais impressionante ainda é o peso econômico da coalizão: eles controlam 81% do PIB brasileiro.
O Estopim e as Exigências
O anúncio foi coordenado e ocorreu simultaneamente nas 18 capitais. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas liderou o pronunciamento oficial, lendo um documento de 12 páginas que lista o que os governadores classificam como 57 decisões ilegais e inconstitucionais proferidas pelo STF. Tarcísio enfatizou que o estado de São Paulo não reconhece mais a autoridade do STF como está constituído no momento, garantindo que as forças de segurança estaduais não realizarão prisões, bloqueios de contas ou censura baseados em ordens vindas de Brasília.

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