22/02/2026

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RN registra queda nos casos de gravidez na adolescência em 2025

O Rio Grande do Norte registrou queda nos índices de gravidez na adolescência entre janeiro e agosto de 2025 no comparativo com o mesmo recorte de 2024. Os dados são da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base nas informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Eles apontam que, dentro do período analisado no ano passado, foram 2.555 nascidos vivos de adolescentes com idades entre 15 e 19 anos, o que representa uma queda de 4,5% no comparativo com o acumulado dos meses de janeiro a agosto de 2024, com 2.676 nascidos vivos de mães nessa faixa etária.

As informações sobre todo o ano de 2025 ainda não foram disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Para a pediatra Mariana Grigoletto, mesmo com a redução no recorte, os números seguem altos. Ela chama atenção para o fato de que uma gestação na adolescência está relacionada a um maior risco de mortalidade materna, além de chances mais elevadas de anomalias congênitas, complicações no parto, asfixia e paralisia cerebral. Segundo a especialista, a gravidez nessa fase da vida também está relacionada a uma maior incidência de intercorrências clínicas, como aborto, diabetes gestacional, parto prematuro e depressão pós-parto.

“Além dos impactos à saúde, a gravidez na adolescência pode comprometer a trajetória educacional das jovens, favorecendo a interrupção dos estudos e dificultando a inserção no mercado de trabalho, com reflexos diretos nas condições sociais e econômicas dessas famílias”, destaca a médica, que é membro da ONA, uma entidade não governamental responsável pelo desenvolvimento e gestão de padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde.

Outros fatores frequentemente associados à gravidez precoce incluem a ausência ou interrupção da amamentação, a falta de corresponsabilização do pai biológico ou parceiro, a escassez de rede de apoio, o uso de álcool e outras drogas, situações de violência intrafamiliar e, em alguns casos, a rejeição por parte da própria família. A ginecologista Maria da Guia de Medeiros Garcia avalia que a gravidez na adolescência representa um desafio para a saúde pública, sendo mais comum no contexto de baixa escolaridade, vulnerabilidade socioeconômica, início de vida sexual precoce, além da falta de uso de contraceptivos associada à história familiar de gestação precoce.

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