Os podres salvadores da pátria
A História conta que ao ver uma comitiva de guardas e magistrados levando pequenos ladrões para serem enforcados, Diógenes, filósofo grego da Antiguidade conhecido por sua visão mais arguta do que os homens da sua época, exclamou:
"La vão os grandes ladrões enforcar os pequenos."
Mais de dois mil anos se passaram da constatação de Diógenes e o que vemos é que não há nada de novo sob o Sol, com a História se repetindo num eterno retorno do mesmo.
Por aqui, temos um exemplo claro que exemplifica que o mundo gira, o tempo passa, mas os homens não se modificaram uma vírgula desde então.
Por aqui, mais uma vez a pátria assim tão distraída foi subtraída em tenobrosas transações por aqueles que se denominam os "salvadores da democracia."
A turma é grande, a quadrilha é numerosa, organizada e respaldada por um anteparo de homens que obcecados por desejo extremo por dinheiro e poder tornaram-se imorais.
Por conta da quebra de um Banco aparentemente insignificante para o Sistema Bancário, mas que deixará um rastro de prejuízo de mais de 40 bilhões de reais, ficamos sabendo que a mais alta corte de Justiça está enroscada até o pescoço nessa trama que enlameia por completo as mais altas instituições do país.
Toffolli, por exemplo, o togado incompetente e inconsequente, responsável pelo fim da Operação Lava-jato, proferindo um sem número de decisões monocráticas que anularam provas, processos e muiltas de acordo de leniência, beneficiando diversos investigados e réus, liberando altos valores monetários anteriormente bloqueados judicialmente.
Suspendeu multas de 10 bilhões da J&F, da holding de propriedade dos Irmãos Batista, referentes a acordos de leniência, autorizou a devolução de 26 milhões a um ex-executivo da Petrobrás, anulou todos os atos da Lava-Jato contra João Vaccarri Neto, ex-tesoureiro do PT, em verdadeiro "desmonte" da operação e retrocesso no combate a uma corrupção, que hoje sabemos, ele encarna.
Neste exato momento, Toffoli reaparece em novo escândalo, como provável proprietário de um luxuoso resort no Paraná, em nome de seus dois irmãos, um deles padre, sem as devidas credenciais econômicas para a compra de empreendimento de tamanho vulto.
Com que dinheiro Toffolli comprou o resort, sendo apenas um funcionário federal, com passagem anterior como simples advogado do Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, sem nenhuma credencial que o habilitasse para tanto poder econômico?
Em 2025 o resort passou para as mãos do advogado Paulo Humberto Barbosa. que atua para a JBS dos Irmãos Batista, esses que são uma espécie de sócios minoritários do país, Irmãos Batista esses que visitaram o resort por várias vezes, em datas idênticas às que o togado Toffoli também lá esteve e onde também recebeu o banqueiro André Esteves no seu paradisíaco paraíso paranaense.
Qual a procedência desse dinheiro, continuo a me perguntar?
Não bastasse o resort, o desmonte da Lava-Jato, Toffoli está também envolvido com o escândalo do Banco Master, já que os dois irmãos laranjas do Ministro estiveram envolvidos com transações com o cunhado de Daniel Vorcaro, o proprietário do Banco Master, mas eis que o próprio Toffolli é o relator dos inquéritos sigilosos do banco investigado, impondo sigilo máximo, sentando-se em cima do processo, gerando questionando sobre sua isenção devido às ligações indiretas de seus dois irmãos com o banco.
Pede pra sair, Toffoli!
E o que dizer de Moraes, que a cada dia que passa, mais coberto de lama fica com a descoberta do contrato milionário do escritório da mulher com o Banco Master, de suas visitas à mansão do banqueiro onde fumaram refinados charutos em sala especiamente dotado para esse fim, coisa de quadrilha refinada, com listas de imoralidades que já dobram a esquina, mas, curiosamente, bem ele, dado a pedidos de explicações que não excedem as 48 horas, buscas e apreensões em casa de suspeitos, imposição de tornozeleiras eletrônicas, apreensão de passaportes, sentenças judiciais onde o céu é o limite, bem ele, vejam só, permanece em obsequioso silêncio diante dos insistentes pedidos de explicação por parte da imprensa falada e escrita, que trata com paciência extrema aquele que tratou com crueldade máxima seus perseguidos políticos de estimação.
Eu só observo o manicômio federal em polvorosa, gastando os neurônios tentando entender como foi possível acontecer o que estamos vendo sem acreditar:
Os grandes ladrões, com estratagema digna dos grandes mafiosos, prenderam inocentes de altas patentes, destruíram as vidas da gente humilde e lá de cima, das altas alturas em que arquitetam e executam a rapinagem do Estado brasileiro, riem dos otários que somos todos nós.
Seria muita ingenuidade pedir que recebam aqui e agora o que merecem, na mesma medida de dor que impuseram a muitos inocentes, a tantos, aos milhões que hoje pedem um basta?
Eu peço.
Silvia Gabas. @silgabas
joc

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