17/01/2026

ESSE QUANTO MAIS SE MEXE MAIS SE ATOLA

Dias Toffoli prorroga inquérito, mas amplia atrito com PF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Polícia Federal e prorrogou por mais 60 dias o prazo para a conclusão das investigações sobre o Banco Master que tramitam na Corte.

Na decisão, o magistrado afirmou que as razões apresentadas pela autoridade policial justificam a extensão do prazo. Pelo regimento interno do STF, a PF dispõe inicialmente de 60 dias para reunir os elementos necessários à conclusão de um inquérito, podendo haver prorrogação mediante pedido fundamentado da corporação ou da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Como o caso corre sob sigilo, não foram divulgados os argumentos utilizados pela PF.

A corporação ainda precisa realizar depoimentos de investigados neste mês e acompanhar a extração e a análise do material apreendido na fase mais recente da Operação Compliance Zero. Apesar da prorrogação, a relação entre Toffoli e a Polícia Federal segue marcada por desgaste.

Recentemente, o ministro reduziu de seis para dois dias o prazo para a realização das oitivas, que estavam previstas para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro, determinando a apresentação de um novo cronograma com dois dias consecutivos de depoimentos.

De acordo com a CNN, a mudança impôs dificuldades operacionais e reforçou a percepção de desconfiança do ministro em relação à atuação da PF no caso. Outro ponto envolve a perícia do material apreendido. Toffoli definiu que o trabalho será conduzido pela PGR, com acompanhamento da Polícia Federal, e designou quatro peritos da corporação para a tarefa. A escolha, no entanto, foi feita diretamente pelo ministro, com base em recomendações encaminhadas a seu gabinete, sem consulta à cúpula da PF.

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