TJRN conclui investigação sobre roubo nos precatórios
A sindicância que apura o valor de dinheiro público roubado da Divisão
do Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça do RN encerrou seus
trabalhos e deverá apresentar na tarde desta segunda-feira (28) à
presidente da Corte, Judite Nunes, o relatório conclusivo da inspeção
iniciada em janeiro deste ano.
A expectativa é que os valores
finais sejam conflitantes. Em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, a
operadora do esquema fraudulento, Carla Ubarana, declarou um desvio em
torno de R$ 20 milhões. Até a semana passada, todavia, conforme o
Nominuto apurara, as cifras chegavam à casa dos R$ 15 milhões.
Nesse
meio tempo, a sindicância aguardou documentação do Banco do Brasil para
chegar ao valor final. Os documentos foram remetidos ao TJRN ao fim da
semana passada. Como vem tratando o assunto como de inegável interesse
público, o mais provável é que a desembargadora Judite Nunes torne
público o relatório final sobre as fraudes praticadas no Judiciário.
A
sindicância do Tribunal de Justiça foi o último trabalho de seu
presidente, Caio Alencar, na corte do RN. Ele deverá se despedir na
sessão do pleno a ser realizada na próxima quarta-feira, a partir das
8h30.
Implicações
A espoliação de milhões
de reais do Judiciário levou seis à prisão e ao afastamento dos
desembargadores Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz, acusados por Carla
Ubarana de autorizarem e se beneficiarem do saque criminoso do qual
Ubarana confirmou autoria.
No Conselho Nacional de Justiça, um
Procedimento de Ação Disciplinar (PAD) foi aberto contra os
desembargadores. Ao CNJ caberá a decisão de punir administrativamente.
Se reputado o dolo aos togados sob suspeita, eles deverão ser
“condenados” à aposentadoria compulsória.
Sinal Fechado
Quem
também enfrente PAD no CNJ são os desembargadores Expedito Ferreira de
Souza e Saraiva Sobrinho, além de um quinto integrante cujas iniciais
são J. R. Por se tratar de investigação sigilosa, os nomes não são
expostos. Especula-se que J. R. seja o também desembargador João
Rebouças, apesar de o CNJ afirmar que pode se tratar de qualquer
magistrado e não necessariamente um desembargador.
Os três
magistrados se complicaram após delação premiada de Alcides Fernandes,
empresário de São Paulo que acusou os desembargadores de conduta
leniente com o grupo acusado pelo Ministério Público de solapar a
estrutura financeira do Estado através de espoliações ao Detran/RN.
No Minuto


3 comentários:
cade os defensores do desembargador deste blog? kkkkkkkkk. A vaca vai tussir, kkkkkk
SILÊCIO SEPUCRAL!.
PARA CONHECIMENTO DO ANÔNIMO ACIMA, SEGUNDO O SÁBIO CHINÊS BILÉ BIU, QUEM RI POR ÚLTIMO RI MELHOR.
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