

Fátima defende mobilização social em torno dos 10% para a educação
Em debate sobre o PNE (Plano Nacional de Educação) promovido pela Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), em Brasília, a presidenta da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra, elogiou a mobilização da entidade representativa dos estudantes de ensino médio pela destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação. “Esse é um debate central, se quisermos que o PNE 2011-2020 alcance todas as suas metas é preciso que seja assegurado o financiamento”, argumentou.
A deputada reconhece que o projeto enviado pelo governo ao Congresso Nacional é bom, pois reflete as deliberações da Conae (Conferência Nacional de Educação), mas nem todas as propostas foram acatadas pelo executivo, como a proposta de 10% do PIB para a educação. “Essa é uma proposta que temos de avaliar com muito carinho se quisermos um PNE que seja, além de ousado, efetivamente implementado” argumentou.
Professores
Fátima Bezerra também convocou os estudantes e abraçarem, no debate do PNE, a causa da valorização dos professores. “Não podemos mais perder essa década q está começando e deixar de resolver tripé: carreira, formação e salário. “Ou seja, consolidar uma política pública de valorização salarial e profissional para os profissionais da educação”, frisou.
Na abertura do debate, o presidente da Ubes, Ian xxx, adiantou que o PNE será a pauta prioritária da entidade este anos. “Todas as nossas atividades estarão voltadas para o PNE. Será uma luta muito grande e nós vamos precisar do número maior possível de apoios”, afirmou.
Na sua fala, a deputada Fátima Bezerra afirmou ser preciso refletir sobre por que o PNE passado não deu certo. “Temos de fazer essa reflexão para não repetirmos os erros do passado”, aconselhou.
A deputada mostrou dados do Conselho Nacional de Educação, segundo o qual mais de 80% das metas do PNE anterior não foram cumpridas. Para Fátima, a desarticulação entre o PNE e os planos de governo federal, estaduais e municipais; a focalização no ensino fundamental; a pouca divulgação do PNE; a ausência de mecanismos de acompanhamento e de indicadores e, por fim, o veto que o então presidente Fernando Henrique Cardoso fez ao artigo que garantia 7% do PIB para a educação. “Este, com certeza, foi o fator que mais contribuiu para que o PNE não alcançasse as metas propostas”, afirmou.
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