
Locadoras de filme sem final feliz. Pirataria é a bola da vêz.
O ramo de locadoras de vídeo vem passando por uma intensa crise ao longo desta década em Natal, provocada por fatores como o aumento da quantidade de salas de cinema, maior acesso à internet e, apesar de os proprietários não admitirem, é fácil perceber o quanto esses empreendimentos também têm sentido a concorrência desleal dos produtos confeccionados ilegalmente, também conhecidos como alternativos ou genéricos.. A dificuldade de sobrevivência dos estabelecimentos fica evidente ao fazer uma comparação entre o número de locadoras em atividade na capital do estado no início da década e atualmente. Enquanto 2001, a cidade contabilizava pouco mais de 140 locadoras de vídeo, hoje esse é de apenas 5.
Empresários do ramo atribuem a intensa queda no movimento, sentida mais fortemente desde 2001, a fatores como um acesso mais fácil a canais por assinatura e, principalmente, à internet. De acordo com eles, antes de a rede mundial de computadores ter grande alcance entre a população natalense, algumas das principais atividades de lazer eram assistir a programação dos poucos canais abertos de televisão, ir ao cinema e alugar filmes.
Com a escassez de clientes, o número de funcionários foi reduzido em aproximadamente um terço, mas o preço cobrado pelo aluguel dos filmes permanece o mesmo há cerca de dez anos. Para sobreviver no mercado, os empresários foram obrigados a diversificar a atividade ou mudar o ramo de atuação. Dessa forma, enquanto alguns estabelecimentos implementaram uma sessão voltada a comercializar salgadinhos e sorvete, por exemplo, outros substituiram a atividade principal por uma lanchonete ou deram espaço a outro segmento em que nada lembra o inicial, como a venda de móveis para escritório.
PIRATARIA
A pirataria tomou força com a popularização dos aparelhos de DVD e a sua prática nesse setor ficou tão banalizada, ao ponto de a maior parte da população considerar normal a aquisição de um filme ou show vendido por camelôs e sem qualquer garantia de qualidade.
É o caso da telefonista Rose Santana, que admite ter o hábito de comprar DVDs pirateados e conta que há mais 10 anos não busca um filme em uma locadora. “Compro os mais diferentes estilos de filme, inclusive infantis, e o que me atrai é mesmo o preço, bem inferior ao pago pelo DVD original”, afirma.
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