Segunda Noite da Saudade: uma noite para celebrar a memória, a cultura e a poesia
A Segunda Noite da Saudade foi,
verdadeiramente, um espetáculo de memória, arte e emoção. Na noite da última
sexta-feira, 14 de agosto, a cultura ceará-mirinense se vestiu de festa para
celebrar os 81 anos da Biblioteca Pública Municipal Dr. José Pacheco Dantas,
instituição que, ao longo de décadas, tem sido guardiã dos livros, das
histórias e da memória de um povo. As atividades tiveram início com a palavra
do ilustre convidado Franklin Marinho, que, com sabedoria e sensibilidade,
percorreu a trajetória da Biblioteca Dr. José Pacheco Dantas e, ao mesmo tempo,
lançou luz sobre a vida e a importância de seu patrono. Franklin, que também é
um dos sócios fundadores da Academia Ceará-Mirinense de Letras e Artes (ACLA),
transformou sua fala em uma verdadeira viagem pelo tempo, fazendo reviver
nomes, acontecimentos e lembranças que ajudaram a construir a identidade
cultural de Ceará-Mirim.
Em seguida, fez uso da palavra o diretor da
Biblioteca, Professor Robsom Oliveira, reafirmando a importância daquele espaço
como templo permanente do conhecimento, da leitura e da cultura. Logo depois,
Múcio Vicente conduziu o público ao Salão Nobre, onde aconteceu um dos momentos
mais simbólicos da noite: a inclusão de dois novos nomes na Galeria Popular de
Personalidades Contemporâneas — Múcio José, ainda entre nós, celebrando a vida
e sua contribuição, e o saudoso Nelson Moreira, cuja presença permanece viva na
memória daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
E porque a memória também canta, a música
tomou conta da noite.
Subiram ao palco Múcio José, Eliel Silva Louro
e Lala, netos de Nelson Moreira, trazendo em suas vozes não apenas melodias,
mas também afetos, lembranças e histórias de família. O momento musical ganhou
ainda mais brilho com a participação do ator Conde Múcio, que encerrou as
atrações musicais com sua presença marcante.
O Sarau foi outro capítulo especial dessa
noite de encantamento. As vozes de Francisca Lopes, Vera Barreto, Luciana
Galdino e Francisca Ferreira fizeram da palavra um instrumento de beleza,
sentimento e resistência. O Mulherio das Letras também se fez presente,
reafirmando que a literatura, quando encontra espaço para florescer, transforma-se
em ponte entre gerações e em abrigo para a memória.
Mas a Segunda Noite da Saudade não se fez
apenas de discursos, música e poesia. As ruas e os espaços da Biblioteca foram
tomados pela arte em suas mais diversas formas.
Houve stand para troca e doação de livros,
aproximando leitores e fazendo circular aquilo que jamais deve ficar parado: o
conhecimento. A Rua do Artesão trouxe artistas executando seus trabalhos ao
vivo, permitindo que o público acompanhasse de perto o nascimento de cada peça,
cada detalhe, cada gesto de criação.
No Cantinho dos Poetas, a poesia encontrou
morada. Poemas foram apresentados e declamados, fazendo com que a palavra,
tantas vezes silenciosa nas páginas dos livros, ganhasse voz, corpo e emoção.
E quando parecia que a noite já havia
oferecido tudo o que podia, veio o instante de comunhão.
As atividades foram encerradas com uma ciranda ao som do Hino de Ceará-Mirim, unindo pessoas, vozes e gerações em uma só roda. Foi como se a cidade inteira coubesse naquele círculo: passado, presente e futuro de mãos dadas, celebrando aquilo que nos pertence e que ninguém pode nos tirar — a nossa história.
A Segunda Noite da Saudade foi mais que uma comemoração. Foi um reencontro com nossas raízes. Uma noite em que a Biblioteca deixou de ser apenas um lugar de livros para se transformar em palco de memórias, casa de poetas, oficina de artistas, templo de histórias e coração pulsante da cultura ceará-mirinense.
“Porque há
lugares que guardam livros.
E há lugares que guardam almas, vozes, sonhos e lembranças”.
A Biblioteca Pública Municipal Dr. José Pacheco Dantas pertence a essa segunda categoria.
Que venham muitos outros aniversários, muitas outras noites de saudade e, sobretudo, muitas outras noites de poesia.
antigos, como se a cultura, a literatura e a
memória se encontrassem à mesa para brindar à vida.
A Segunda Noite da Saudade foi mais que uma comemoração. Foi um reencontro com nossas raízes. Uma noite em que a Biblioteca deixou de ser apenas um lugar de livros para se transformar em palco de memórias, casa de poetas, oficina de artistas, templo de histórias e coração pulsante da cultura ceará-mirinense.
“Porque há
lugares que guardam livros.
E há lugares que guardam almas, vozes, sonhos e lembranças”.
A Biblioteca Pública Municipal Dr. José Pacheco Dantas pertence a essa segunda categoria.
Que venham muitos outros aniversários, muitas outras noites de saudade e, sobretudo, muitas outras noites de poesia.
Conde Múcio

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