Resumo

*A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) criticou como eleitoreira e ineficaz a iniciativa do presidente Lula (PT) de usar uma Medida Provisória para acabar de imediato, nesta sexta-feira (25), com a atuação de bets que exploravam legalmente apostas online no Brasil. A ANJL destaca que a MP joga mais de 30 milhões de apostadores nas mãos de milhares de sites ilegais. Além de evidenciar que a decisão do petista renuncia a uma arrecadação anual estimada em R$ 12 bilhões de impostos federais que financiam políticas públicas. A entidade criada em março de 2023 promete ir à Justiça contra o fim das bets decretado por Lula como medida contra o adoecimento e endividamento de apostadores. E aponta que o ato tem como consequências a eliminação de milhares de empregos, em um retrocesso ao cenário de 2018, agravado pela manutenção do pleno funcionamento de milhares de sites clandestinos. “Em um movimento jamais visto internacionalmente pela indústria, objetivando tão somente um suposto ganho eleitoral na corrida à Presidência da República, o país aniquila princípios constitucionais, como a livre iniciativa e a dignidade da pessoa humana, essa última em função da facilitação à migração dos apostadores para o mercado ilegal”, alerta a entidade, por meio de sua assessoria. A ANJL ressalta que a medida ocorre menos de dois anos após o maior avanço no mercado de apostas visto no país. As consequências da extinção são classificadas como nefastas, por retroceder o Brasil ao patamar desregulado de 2018. Além de enviar a investidores internacionais uma mensagem de total insegurança jurídica, com desrespeito a uma série de investimentos realizados e ao cumprimento, pelas bets, de todas as contrapartidas fixadas pela legislação, como o pagamento de outorgas de R$ 30 milhões por empresas, pelo direito a explorar o mercado legal de apostas por cinco anos.
*Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro ingressaram com um novo pedido de revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de anular sua pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e garantir sua soltura. A nova ação afirma que houve falhas na coleta e no armazenamento das provas digitais, o que anularia sua validade. Também critica a postura do ministro Alexandre de Moraes, apontando que ele e o procurador-geral, Paulo Gonet, usaram argumentos no caso Master que contradizem as decisões tomadas para condenar Bolsonaro. Segundo os advogados de defesa, Moraes agiu por conta própria e continuou investigando Bolsonaro mesmo quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o encerramento das apurações. No entanto, agora no caso Master, defende-se que uma investigação contra o próprio ministro só pode existir se tiver a autorização expressa da PGR. A defesa também critica a diferença no tempo dado para examinar os arquivos: enquanto os advogados de Bolsonaro não tiveram mais tempo para analisar um volume gigante de dados (70 terabytes), o ministro defendeu que era preciso um prazo razoável para checar o celular do ex-banqueiro Vorcaro. – Por poucas palavras: situações idênticas com posições totalmente diversas. A relação de contrariedade apresentou-se nas questões referentes à possibilidade de o magistrado atuar nas investigações durante a fase de inquérito, o que pública e recorrentemente o referido ministro fez e, passados poucos meses, agora afirma ilegal no Caso Master – argumentou a defesa. O pedido foi feito após o ex-presidente trocar de advogados e a desistência de uma solicitação anterior enviada ao ministro Kassio Nunes Marques, fazendo com que a condução do processo retornasse aos advogados que atuaram originalmente na ação penal.
*Nesta sexta-feira (25), o cantor Zezé de Camargo sinalizou que espera que o Brasil esteja do lado direito. A declaração foi dada durante um show em Frutal (MG). O sertanejo falou sobre o cantor Rick, da dupla com Renner, que morreu na última segunda-feira (21), aos 59 anos de idade. Usuários das redes sociais divulgaram um vídeo que mostra a homenagem. – Que Deus o tenha bem do lado direito. É do lado direito que ficam as coisas boas. (…) Apesar de o Brasil estar do lado esquerdo.. Quando você fala que uma pessoa é do bem, o que você fala? Que ela é uma pessoa direita. O Rick está do lado direito de Deus. Eu espero que o Brasil, logo, logo, também esteja totalmente do lado direito – falou Zezé.
*O que era para ser um simples almoço se tornou um episódio extraordinário na vida da personal trainer Carina Lisboa em Cananéia, de 41 anos. Na ocasião, ela foi surpreendida ao encontrar uma pérola ao comer uma ostra no restaurante Ponto das Ostras, no litoral de São Paulo, no último domingo (20). – Dei uma mordida e senti uma coisa dura. Eu falei: “Nossa, acho que quebrei o meu dente, deve ter um pedaço de ostra aqui dentro”. Aí comecei a mexer e vi que tinha uma bolinha, que não tinha sido dente – contou a personal. Ao anunciar na mesa que achava que tinha encontrado uma pérola, as pessoas deram risada em um primeiro momento, achando tratar-se de uma brincadeira. – Eu peguei a bolinha e falei: “Gente, eu acho que achei uma pérola”. Aí todo mundo começou a rir na mesa – relembrou. O achado surpreendeu até mesmo a dona do estabelecimento, Paula Monteiro, que afirmou ser a primeira vez que isso acontece em 18 anos de funcionamento. Ela ressaltou ainda que nem seu pai, que trabalha com o molusco desde a infância, testemunhou algo assim. A iguaria fazia parte do 1º Festival GastroMangue, evento criado para incentivar o consumo da ostra exótica Saccostrea cucullata, espécie invasora vinda da Ásia que tem ocupado o espaço das nativas na região. Após o ocorrido, Carina afirmou considerar que a experiência foi um presente da parte de Deus para ela: – Foi engraçado e foi um presente. Fiquei bem feliz porque eu sou muito da natureza, então eu creio que isso foi um presente de Deus para mim – adicionou.
*A frota brasileira de carros eletrificados atingiu a marca de um milhão de unidades em circulação no país. O volume contabiliza os emplacamentos acumulados entre janeiro de 2012 e setembro de 2026, consolidando uma transição energética que deixou o nicho para representar um volume comercial prático. A confirmação da cifra ocorreu durante um evento da associação do setor em São Paulo. O levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) considera modelos estritamente elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos plenos convencionais ou flex (HEV). O critério da entidade exclui do balanço os modelos equipados com sistema híbrido leve (MHEV), no qual a eletricidade apenas atua como assistente e não é capaz de movimentar o carro sozinha. A marca histórica foi antecipada pela forte aceleração dos emplacamentos ao longo de 2026. Impulsionado pela chegada massiva de novas marcas asiáticas e pela guerra de preços nas faixas de entrada e intermediária, o setor ganhou tração. De janeiro a agosto deste ano, foram comercializados 328.477 veículos com algum nível de eletrificação pesada. Esse montante representa um crescimento de 160,5% sobre o mesmo período de 2025. Os oito primeiros meses de 2026 já superam em 47% o resultado total do ano passado, quando 223.912 unidades ganharam as ruas. Apenas no mês de agosto, os 57.386 eletrificados vendidos representaram 22% do mercado nacional de automóveis leves. Os carros que dependem de recarga externa comandam a preferência atual. Em agosto, os veículos elétricos responderam por 27.166 unidades, enquanto os híbridos plug-in somaram 20.535 vendas. Juntos, os dois sistemas compuseram 83,1% dos eletrificados emplacados, deixando a menor parcela para os híbridos plenos e flex. A mudança no perfil da frota traz desafios operacionais imediatos. Com praticamente um em cada cinco carros novos demandando eletricidade, a infraestrutura de recarga sofre pressão constante. O aumento no número de eletropostos públicos e privados ainda não acompanha o ritmo de vendas, gerando filas e gargalos logísticos em rodovias. A expansão da eletromobilidade também altera a dinâmica de pós-venda. O mercado de reposição agora lida com a necessidade de oficinas independentes capacitadas para operar sistemas de alta tensão. Além disso, a precificação de apólices de seguro e a disponibilidade de peças nas concessionárias continuam sendo obstáculos práticos para o consumidor. Historicamente, os primeiros anos desse mercado eram dominados por fabricantes de alto custo. Hoje, a tecnologia está pulverizada entre hatches compactos e utilitários esportivos variados, alterando o cálculo de custo total de propriedade do comprador médio.