14/09/2026

CEARÁ-MIRIM: NO BOM VIZINHO É ASSIM TODO DIA É DIA DE ECONOMIZAR - OFERTAS DE 11 A 18/09/2026

 

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*Uma reportagem publicada neste domingo (13) pelo jornal britânico Financial Times aponta que a crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) pode ter impacto decisivo na eleição presidencial do próximo mês. O jornal descreve o embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça como uma “disputa acirrada” que aumenta a incerteza na corrida entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Embora o presidente não seja acusado no caso Banco Master, o Financial Times avalia que a crise atinge uma vulnerabilidade histórica do petista, ao relembrar sua prisão por corrupção em processos posteriormente anulados. Do outro lado, Flávio tenta transformar o desgaste do STF em combustível eleitoral. O senador reforçou os pedidos de impeachment de Moraes, responsável pela condenação de Jair Bolsonaro, e disparou durante agenda com apoiadores: “Um voto em Lula é um voto em Moraes”. O jornal lembra, porém, que Flávio também foi citado no inquérito sobre o Banco Master. Revelações divulgadas em maio apontaram que ele pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. A defesa afirmou que a operação foi legal. Segundo o Financial Times, Flávio encurtou a distância nas pesquisas e alcançou empate técnico com Lula, que tenta conquistar um quarto mandato não consecutivo.


*O subprocurador André de Carvalho Ramos, escolhido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para atuar nas ações do Caso Master na PGR, mantém relação profissional com o ministro Alexandre de Moraes na Universidade de São Paulo (USP). De acordo com apuração do jornalista Igor Gadelha do Metrópole, Ramos e Moraes são professores responsáveis pela disciplina “Direito Digital: Novos desafios da Democracia, Constituição, Direitos e Desenvolvimento”, criada na USP em maio de 2026 e com 120 horas-aula. A matéria também tem como responsável o ministro do TSE André Ramos Tavares. Ramos foi designado na sexta-feira (11) para atuar, ao lado de Gonet e do vice-PGR Hindenburgo Chateaubriand, nos processos relacionados ao Caso Master, que envolvem o banco de Daniel Vorcaro e citam Moraes. O STF deve decidir nesta terça-feira (15/9) se autoriza a abertura de uma investigação formal sobre a relação entre Moraes e Vorcaro.


*A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, foi vaiada por moradores de prédios próximos à Boca Maldita, local onde ocorreu um comício do presidente Lula da Silva neste sábado (12), no centro de Curitiba. Eles estavam acompanhados do governador e candidato à reeleição, Requião Filho (PDT). Janja falava com apoiadores sobre uma plataforma comparativa entre os governos de Lula e Jair Bolsonaro quando foi interrompida pelo som que vinha de prédios vizinhos ao espaço no calçadão da Rua XV de Novembro. Ao perceber as vaias, Janja interrompeu o raciocínio e reclamou do gesto dos opositores. — Que foi? Para, coisa chata! Liga não, gente, liga não, vamos seguir aqui. Deixa lá eles falarem do ódio deles, porque aqui é só amor. Deixa esse povo destilando ódio. (…) Nós vamos vencer eles é no voto — declarou. Durante o evento, Lula também falou sobre os desdobramentos do caso Master. Ele usou a estratégia de conectar o adversário Flávio Bolsonaro (PL) a Daniel Vorcaro. — Eles criaram um banqueiro e nós prendemos esse banqueiro. Ele tinha um banco e nós fechamos esse banco. E ele deu um golpe de R$ 60 bilhões nesse país que envolve muita gente — declarou, fazendo referência ao governo de Jair Bolsonaro.


*Um relatório da Polícia Federal (PF) apontou que membros da chamada “Turma do Vorcaro” – braço armado ligado ao escândalo do Banco Master – pediu apoio do Primeiro Comando da Capital (PCC) para o empresário Daniel Vorcaro na prisão. A mensagem foi escrita por Luiz Phillipi Mourão, mais conhecido como Sicário, e enviada a um líder regional da facção por intermédio do bicheiro Manoel Mendes Rodrigues, Manolo Dom, que também participava da “Turma”. – Nós da Tiradentes estamos enviando esse breve, para pedir um apoio para o companheiro Daniel Bueno Vorcaro, que se encontra no R.O. da unidade, ele é amigo nosso e apoia a nossa quadrilha e a nossa regional em diversos sentidos. Pedimos para os irmão orientar o mesmo, e apoiar no que for preciso, instruindo no dia a dia da unidade – pede a mensagem redigida por Sicário à época da primeira prisão de Vorcaro. A ideia partiu de Manolo, que expressou preocupação com a possibilidade de Vorcaro não conseguir se adaptar à cadeia, já que não está acostumado com “esse mundo”. – Eu tava olhando aqui, negócio de medo dele né, que ele deu chilique e o car@***… Isso é normal porque, p*****, moleque não é do teu mundo né, não é do meu mundo. O negócio dele é ver estrela p**** – disse Manolo.


*A Polícia Federal cumpre, na manhã desta segunda-feira (14), dois mandados de busca e apreensão referentes a Operação Sem Lastro, que investiga um possível caixa dois eleitoral. Os mandados foram cumpridos em Natal, por determinação da Justiça Eleitoral. De acordo com a PF, foram apreendidos celulares, documentos, equipamentos eletrônicos e mais de 1,5 milhão de reais em espécie. As investigações identificaram saques em espécie realizados por um servidor do Rio Grande do Norte, em circunstâncias que indicam possível incompatibilidade entre os recursos movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. A Polícia Federal informou que os nomes dos alvos da operação estão sob sigilo. O crime de caixa dois é tipificado por qualquer quantia de dinheiro que sai de uma empresa ou de uma campanha eleitoral sem ser devidamente declarada aos órgãos oficiais de fiscalização, como se fosse um "caixa oculto". No caso do caixa dois eleitoral, o crime geralmente ocorre quando um candidato ou partido recebe doações de campanha e gastam esses valores sem prestar contas junto à Justiça Eleitoral.

LULA DEBOCHADO NUNCA SUPEROU CURITIBA

Lula nunca superou Curitiba!

Depois de ter sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, a recordação que Lula decidiu compartilhar foi a falta de um frigobar na sala onde ficou preso.

Para completar, Lula debochou de Gabriela Hardt, juíza que o condenou no caso do sítio de Atibaia, decisão confirmada por unanimidade na segunda instância antes de ser anulada pelo STF.

Hoje, Lula voltou à Presidência, enquanto Gabriela Hardt foi punida com uma suspensão dois anos pelo CNJ.

Esse é o retrato de um país em que quem enfrenta os poderosos acaba pagando um preço, enquanto os corruptos voltam à cena do crime.

Se você também apoia Gabriela Hardt, compartilhe este vídeo.

POR ATAQUE, JUSTIÇA CONDENA ALLYSON E DÁ DIREITO DE RESPOSTA A ÁLVARO

Justiça condena Allyson por ataques a Álvaro e garante direito de resposta na TV e no rádio

A Justiça Eleitoral julgou parcialmente procedente a ação movida por Álvaro Dias contra Allyson Bezerra e determinou a concessão de direito de resposta no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão após considerar falsas acusações feitas contra o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte. A decisão final foi proferida pelo desembargador eleitoral João Afonso Morais Pordeus.

A decisão mantém suspensa a propaganda intitulada “Trem da Alegria”, veiculada pela campanha de Allyson, e proíbe a repetição da imputação pessoal de nepotismo a Álvaro, além de impedir que a acusação seja atribuída ao Ministério Público.

Ao analisar o caso, a Justiça foi taxativa ao concluir que a acusação de nepotismo contra Álvaro “não corresponde à realidade probatória dos autos”. Segundo a decisão, os enquadramentos questionados decorreram de deliberações colegiadas da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa ao longo de quatro gestões distintas, entre 1995 e 2014, e não de ato pessoal de Álvaro para beneficiar parentes.

O magistrado também destacou que nem a ação do Ministério Público Estadual nem a manifestação da Procuradoria-Geral da República perante o STF atribuíram a Álvaro a prática de nepotismo. A própria defesa de Allyson reconheceu no processo que a acusação “não foi atribuída ao Ministério Público”.

Para a Justiça Eleitoral, houve utilização indevida do Ministério Público para dar respaldo à acusação. Na decisão, o desembargador afirma que “a liberdade de expressão protege o juízo de valor sobre fatos verdadeiros; não protege a invocação de uma autoridade pública para chancelar afirmação que essa autoridade nunca fez”.

Com a sentença, Álvaro terá um minuto de direito de resposta por veiculação, no mesmo espaço do horário eleitoral em que os ataques foram exibidos e em número equivalente de inserções, com cumprimento determinado em até 48 horas.

A decisão ainda mantém multa de R$ 5 mil por dia em caso de descumprimento das determinações judiciais e ordena a notificação das emissoras de rádio e televisão do Rio Grande do Norte.

INVESTIGAÇÃO REVELA LIGAÇÃO DE MISSIONÁRIA COM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Da pregação nos presídios ao envolvimento com o crime organizado: investigação revela suposta vida dupla de missionária

Missionária suspeita de envolvimento
com crime organizado mantinha relacionamento
 com criminosos, diz polícia
Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso revelou a suposta atuação de uma família de missionários religiosos em um esquema ligado ao Comando Vermelho. Segundo os investigadores, Rhavenna Barcelos de Almeida e seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda de Almeida, usavam o acesso a presídios para manter contato com integrantes da facção, movimentar recursos financeiros e fortalecer vínculos com criminosos.

De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a família fazia parte de um grupo autorizado pelo governo de Mato Grosso a prestar assistência religiosa em unidades prisionais. A investigação começou após uma denúncia que apontava a ligação dos três com membros da organização criminosa.

Acesso a presídios sob suspeita

Os investigadores afirmam que os suspeitos se aproveitaram da atividade religiosa para se aproximar de lideranças do crime organizado que cumpriam pena na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá. Segundo a polícia, eles transmitiam recados, emprestavam contas bancárias para movimentação de dinheiro e ajudavam a ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.

Materiais obtidos durante a investigação, com autorização judicial, incluem mensagens, fotos, vídeos e áudios que, segundo a polícia, demonstram a proximidade de Rhavenna Barcelos de Almeida com integrantes da facção. Entre os registros analisados, há imagens da investigada exibindo armas, grandes quantias em dinheiro, joias e veículos de luxo.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa: 

ESTADÃO AFIRMA: STF NÃO PODE USAR CHICANAS PARA BLINDAR MORAES

STF não pode usar chicanas para blindar Moraes, afirma Estadão

O jornal O Estado de S. Paulo defendeu a abertura imediata de uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro Alexandre de Moraes. Em editorial publicado nesta segunda-feira, 14, o veículo classificou como “inaceitáveis” eventuais manobras jurídicas para enterrar as suspeitas de ligação do magistrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O texto destaca as evidências no caso Banco Master. O escritório da mulher de Moraes fechou um contrato de R$ 131 milhões com a instituição financeira. O celular do empresário revela mensagens com o ministro dois dias antes da prisão de Vorcaro. O banqueiro perguntou a Moraes se deveria ficar “fora” do país.

Manobras e o precedente de Toffoli

O jornal criticou a tentativa de Moraes de arrastar o relator André Mendonça para o mesmo julgamento. O presidente Edson Fachin rejeitou a manobra, desenhada para criar “tumulto processual”. O editorial lembrou a sessão secreta de fevereiro sobre o ministro Dias Toffoli, quando o STF abafou indícios graves da Polícia Federal (PF).

O veículo cobrou postura do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por não declarar impedimento no caso. Eventuais falhas formais não apagam a gravidade dos fatos expostos pela Polícia Federal.

Transparência real no plenário

A transmissão ao vivo pela TV Justiça não garante a integridade da decisão. O jornal alertou contra um debate focado apenas em jargões técnicos para livrar Moraes de punição.

O texto reprova a utilização de pedidos de vista para paralisar o processo. O regimento concede até 90 dias de travamento, mas a paralisação do julgamento maduro configuraria prevaricação moral por parte dos ministros.

INVESTIGAÇÃO QUE ENVOLVE CIRO NOGUEIRA E VORCARO - SUPLENTE DE ZENAIDE ENTRA NO RADAR

Suplente de Zenaide entra no radar da PF em investigação que envolve Ciro Nogueira e Vorcaro

Nitinho, Ciro e Vorcaro
A escolha do empresário paraibano Netinho Lins como primeiro suplente da senadora Zenaide Maia (PSD) ganhou um novo elemento durante a campanha eleitoral de 2026. O nome do empresário passou a aparecer em documentos e operações investigadas pela Polícia Federal que têm como um dos principais personagens o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado na Operação Compliance Zero por suspeitas relacionadas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Uma das frentes da investigação da PF apura a venda de uma aeronave de Ciro Nogueira para Netinho Lins. A negociação entrou no radar dos investigadores no contexto das apurações sobre as relações do senador com Vorcaro. O avião, avaliado em cerca de R$ 10 milhões, chegou a ser bloqueado por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso ganhou relevância porque Netinho não é apenas um empresário citado na investigação. Desde julho, ele é o primeiro suplente de Zenaide Maia na disputa por uma das duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado. A eleição está em curso e a composição da chapa coloca o empresário diretamente no cenário político potiguar.

R$ 1 milhão de empresa ligada a Vorcaro

A relação entre Netinho e o grupo empresarial de Daniel Vorcaro é outro ponto que aparece nas apurações.

Segundo documentos financeiros obtidos durante as investigações, a Entre Investimentos, empresa ligada a Vorcaro, transferiu R$ 1 milhão para a Dubem Business, empresa de Netinho Lins.

Os pagamentos foram realizados em 2024. De acordo com informações divulgadas pelo UOL, a empresa do empresário afirma que os recursos correspondem a uma relação comercial para prestação de serviços relacionados a um projeto de evento que acabou não sendo realizado.

A existência da transferência, por si só, não demonstra que o pagamento tenha sido ilegal. A empresa de Netinho nega irregularidades e sustenta que se tratou de uma operação comercial.

O interesse da PF está no contexto em que a operação ocorreu e nas relações financeiras que estão sendo reconstruídas a partir das apurações envolvendo Vorcaro.

O avião de Ciro

É nesse mesmo contexto que aparece a negociação da aeronave.

A Polícia Federal investiga a venda de um avião que pertencia a Ciro Nogueira para Netinho Lins. A apuração integra o conjunto de medidas relacionadas à Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas envolvendo Vorcaro e pessoas de seu círculo político e empresarial.

A aeronave foi posteriormente alcançada por uma decisão judicial de bloqueio. Em setembro, Ciro Nogueira tenta recuperar o avião e outros bens bloqueados pela Justiça. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (14) pela Folha de S.Paulo, o senador apresentou um terreno como garantia para tentar liberar, entre outros ativos, o jatinho e cerca de R$ 10 milhões bloqueados. A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a proposta.

A defesa de Ciro sustenta que houve excesso nos bloqueios patrimoniais.

Nome de Netinho aparece em documento apreendido na casa de Ciro

A conexão ganhou um novo capítulo neste fim de semana.

Durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, realizada em maio, a Polícia Federal apreendeu na residência de Ciro Nogueira, em Brasília, um manuscrito com o título “Câmara”. O documento contém nomes de políticos acompanhados de possíveis valores.

Entre os nomes registrados aparece “Netinho”.

O papel foi encontrado dentro de uma churrasqueira, junto a dinheiro em moedas estrangeiras e outros objetos apreendidos pela PF. Segundo depoimento de uma funcionária da residência, Ciro teria pedido que o documento fosse queimado.

A Polícia Federal, no entanto, ressalta que o conteúdo do manuscrito ainda precisa ser esclarecido. A presença de um nome no documento não permite, isoladamente, concluir que a pessoa tenha cometido crime ou participado de qualquer esquema investigado.

A divulgação do documento ocorreu depois que o conteúdo de investigações da Compliance Zero passou a ser tornado público por decisões judiciais.

Ciro e a investigação sobre o Banco Master

O contexto em que essas informações aparecem é a investigação sobre as relações de Ciro Nogueira com Daniel Vorcaro.

O senador passou a ser alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em maio. A investigação apura suspeitas de que Ciro teria recebido vantagens indevidas e utilizado sua atuação política em benefício de interesses relacionados ao empresário Daniel Vorcaro.

Entre os elementos apreendidos pela PF estão documentos, dinheiro em espécie, veículos, celulares e relógios de luxo. Também foi localizado na casa do senador o manuscrito com nomes de parlamentares e possíveis valores.

Ciro nega as acusações.

A conexão política chega ao RN

É nesse cenário que o nome de Netinho Lins aparece na eleição potiguar.

Empresário do setor de entretenimento, o paraibano foi escolhido pelo Republicanos para ocupar a primeira suplência de Zenaide Maia. A indicação ocorreu dentro da composição partidária que sustenta a candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Estado.

Netinho não possui trajetória política construída no Rio Grande do Norte. Sua projeção pública está associada principalmente ao setor de entretenimento e às relações que estabeleceu com empresários, artistas e políticos de expressão nacional.

Entre seus interlocutores estão figuras como Hugo Motta (Republicanos-PB) e Ciro Nogueira.

A relação com Hugo Motta já havia colocado Netinho no noticiário nacional. Em 2025, o empresário viajou em uma aeronave oficial da Força Aérea Brasileira acompanhando o então presidente da Câmara em um deslocamento para São Paulo.

Agora, durante a campanha eleitoral, seu nome volta ao noticiário por outra razão: a proximidade empresarial com personagens centrais de uma investigação que envolve um senador com quem Netinho também realizou uma negociação de alto valor.

O que a investigação ainda não diz

As informações disponíveis não permitem afirmar que Netinho Lins tenha cometido crime ou que os negócios mencionados sejam ilícitos.

A transferência de R$ 1 milhão para a empresa do empresário é apresentada por sua defesa como uma prestação de serviços. A venda da aeronave de Ciro Nogueira para Netinho também é objeto de investigação, mas a apuração não significa, por si só, que a operação tenha sido criminosa.

Da mesma forma, o fato de o nome “Netinho” aparecer no manuscrito encontrado na casa de Ciro não esclarece quem escreveu o documento, a que pessoa o nome se refere ou qual seria a natureza de eventual valor associado a ele. A própria PF aponta a necessidade de aprofundar a análise do material.

O que já está documentado é a existência de uma série de conexões: uma aeronave negociada entre Ciro e Netinho, uma transferência de R$ 1 milhão de uma empresa ligada a Vorcaro para uma empresa do suplente de Zenaide e, agora, a presença do nome “Netinho” em um documento apreendido no âmbito da investigação que tem Ciro como alvo.

É essa sequência de fatos, ainda em apuração, que coloca o primeiro suplente da candidata ao Senado pelo Rio Grande do Norte no radar de uma das principais investigações envolvendo o poder político e econômico do país em 2026.

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QUEM NÃO TE CONHECE...: ELA NÃO CEDE A PRESSÃO PRINCIPALMENTE SE FOR CONTRA MORAES

Os sinais de Cármen Lúcia sobre inquérito para investigar Alexandre de Moraes

Com o Supremo Tribunal Federal conflagrado a respeito da sessão que vai decidir sobre a abertura de um inquérito para investigar a relação de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, um voto em especial se tornou alvo de um cabo de guerra: o da ministra Cármen Lucia. Considerada peça-chave na definição do resultado do julgamento, ela vem sofrendo pressão de todos os lados.

Nos últimos dias, a ministra foi procurada tanto por integrantes do do grupo de Moraes como de aliados de Mendonça, além de advogados e juristas ligados à oposição e alguns ex-ministros do Supremo – todos tentando saber o que ela pretende fazer e influenciar sua decisão.

Naturalmente reservada, a ministra tem evitado atender telefonemas. Mas, segundo a equipe da coluna apurou com algumas pessoas com quem ela conversou nos últimos dias, Cármen Lúcia tem dito que vai 'fazer a coisa certa' e que não vai ceder a pressões.

Essas pessoas dizem que ela passou o final de semana estudando o processo e construindo um argumento técnico para justificar seu voto.

No mapeamento dos ministros, Cármen aparece como fiel da balança. Caso Moraes e Dias Toffoli não votem – o que é esperado, uma vez que um é objeto da investigação e o outro tem se declarado impedido –, o placar ficaria em 4 a 3 pela abertura do inquérito.

ABREVIAR OU DEIXAR RECADO(!?)

Fachin avalia antecipar voto sobre Moraes para abreviar sessão

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, avalia antecipar seu voto sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes com o objetivo de abreviar a sessão de terça-feira (15), segundo apurou a CNN.

No linguajar jurídico, o ato se chama julgamento ou decisão ad referendum e ocorre quando o juiz toma uma decisão que precisa ser confirmada posteriormente pelo colegiado.

Na prática, ao invés de abrir previamente espaço para a discussão de questões processuais levantadas nos últimos dias, Fachin pediria que os demais ministros se manifestassem diretamente sobre seu voto. A decisão antecipada, portanto, não encerraria o julgamento, visto que ainda precisaria ser submetida ao plenário.

A estratégia teria como objetivo levar o mérito da questão rapidamente à análise dos ministros e evitar que a sessão seja consumida, logo no início, por discussões sobre a condução do processo por André Mendonça. Ao antecipar o voto e colher imediatamente as posições dos outros magistrados, Fachin também poderia formar uma maioria já no começo da sessão, caso haja votos suficientes pela investigação.

Além de abreviar o julgamento, Fachin aumentria ainda o risco político de um eventual pedido de vista por parte dos aliados de Moraes.

Em um julgamento no plenário do STF cabe ao presidente abrir a sessão e organizar os trabalhos, inclusive moderando a distribuição da palavra e permitindo que sejam apresentadas questões preliminares antes da análise do mérito. No caso do julgamento sobre Moraes, porém, Fachin acumula a presidência da Corte com a relatoria do processo. Como relator, seu voto já é, pela regra, o primeiro a ser apresentado — embora qualquer ministro possa antecipar seu voto.

A diferença, neste caso, é que Fachin também controla a condução da sessão e, portanto, pode organizar a ordem das manifestações de forma a apresentar seu voto logo no início, antes que eventuais discussões processuais se prolonguem.
Abertura de investigação

A aposta entre aliados de Fachin é de que deverá haver maioria para pedir a abertura de investigação contra Moraes, o que explicaria a intensidade com que os aliados do ministro têm atuado na Corte desde que a sessão foi marcada.

Fachin também tende a propor que, caso o pedido de abertura de investigação seja aprovado, Moraes seja afastado da Corte enquanto durarem as investigações sobre as relações do ministro com Daniel Vorcaro.

CNN

SACANAGEM: ANTES DA BOMBA EXPLODIR NINGUÉM PEDIA DERRUBADA DE NADA

Moraes pede para Fachin derrubar sigilo de outro processo referente ao Master

O ministro Alexandre de Moraes pediu, neste domingo, 13, para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, derrubar o sigilo de uma ação referente ao caso Master.

Em ofício, Moraes destaca que sua solicitação é voltada à Petição 15.645. O processo tem como relator o ministro André Mendonça.

De acordo com Moraes, a petição em questão “possui elementos essenciais” para a sessão da próxima terça-feira, 15. O magistrado pede ainda que os autos sejam compartilhados com todos os integrantes do STF.

Justamente por estar sob sigilo, o conteúdo referente à Petição 15.645 não é de conhecimento público.

Moraes na mira do STF

Moraes é personagem central da sessão que ele menciona. Na ocasião, por convocação de Fachin, o plenário do STF definirá se haverá abertura de investigação contra o ministro por causa de relação com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do antigo Banco Master.

Em outro processo que conta com relatoria de Mendonça, a Polícia Federal (PF) identificou séries de interações entre Moraes e Vorcaro. Ao todo, a corporação cita 52 mensagens.

Conforme a PF, o então dono do Master chegou a perguntar ao ministro se deveria fugir do Brasil. A indagação se deu na semana anterior à primeira prisão do empresário, que ocorreu em 17 de novembro do ano passado.

Há mensagens que sugerem Moraes como interlocutor de Vorcaro a eventuais proteções por parte do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Agentes da Polícia Federal também identificaram que Moraes editou o contrato firmado pelo Master com o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci. O valor do negócio foi de R$ 131 milhões.

Até o momento, Moraes não se manifestou a respeito das trocas de mensagens com Vorcaro.

revistaoeste

FATURANDO R$ 26 BILHÕES COM 420 SUPERMERCADOS E 50 MIL FUNCIONÁRIOS - ESSE É O DONO DO CRUZEIRO

Dono do Cruzeiro tem 420 supermercados, 50 mil funcionários e fatura R$ 26 bilhões

O varejo alimentar brasileiro movimentou mais de 1,1 trilhão de reais em 2025, o equivalente a 9% do PIB. É o setor mais pulverizado do comércio do país: das 156 empresas supermercadistas que aparecem no ranking das 300 maiores varejistas, a maior parte opera em um único estado e tem menos de 50 lojas.

Minas Gerais é o caso mais extremo dessa lógica. O Supermercados BH fechou 2025 com 25,7 bilhões de reais em vendas e 420 lojas, quase todas em território mineiro.

A rede é a maior varejista de Minas Gerais e a nona maior do varejo brasileiro, segundo o TOP 300 do Varejo Brasileiro, levantamento do Instituto Retail Think Tank (IRTT), divulgado na última semana.

No ranking específico do varejo alimentar, da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), a companhia aparece em quarto lugar no país, atrás apenas de Carrefour, Assaí e Grupo Mateus.

O dono é Pedro Lourenço de Oliveira, o mesmo empresário que comprou 90% da SAF do Cruzeiro, a Sociedade Anônima de Futebol, o modelo que transformou clubes em empresas, por 600 milhões de reais.

A rede completa 30 anos em 2026 no momento em que deixa de ser apenas mineira.

Em abril, o BH assinou o acordo para comprar a DMA Distribuidora, dona das bandeiras Epa Supermercados e Mineirão Atacarejo.

A DMA é a quarta colocada do ranking mineiro, com 8,9 bilhões de reais. Se o negócio for concluído, o grupo passa a somar aproximadamente 35 bilhões de reais e cerca de 600 lojas em quatro estados: Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco.

O próximo capítulo depende do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o órgão antitruste brasileiro.

O regulador já liberou uma parcela da operação — 40 lojas, três postos de combustíveis e dois centros de distribuição — e a companhia informou que aguarda as demais etapas formais. O ponto de atenção é Minas Gerais, onde as duas redes já se sobrepõem. O estado é o terceiro maior mercado supermercadista do país e movimenta 80,6 bilhões de reais só entre as dez maiores redes.

Quais são as 10 maiores varejistas de Minas Gerais

Minas tem 23 empresas no TOP 300 do IRTT, somando 106,4 bilhões de reais — 8% do faturamento das 300 maiores varejistas do país em 2025. Dessas 23, 17 atuam em supermercados, hipermercados ou atacarejo. É a lista estadual mais concentrada no varejo de alimentos.

Supermercados BH: R$ 25,7 bilhões
Mart Minas: R$ 12,6 bilhões
Martins (Rede Smart Supermercados): R$ 11,8 bilhões
DMA Distribuidora (Epa Supermercados): R$ 8,9 bilhões
Azzas 2154: R$ 7,6 bilhões
Grupo ABC: R$ 5,5 bilhões
Drogaria Araújo: R$ 5,2 bilhões
Grupo Supernosso: R$ 5,1 bilhões
Supermercado Bahamas: R$ 4,5 bilhões
Villefort: R$ 3,6 bilhões

O líder fatura o dobro do segundo colocado. E a distância aumenta: o crescimento do BH em 2025 foi de 21%, contra 8,6% na média das 227 companhias do TOP 300 que têm números comparáveis nos dois últimos anos. Descontada a inflação, o avanço do conjunto foi de 4,3%, o mais fraco desde 2021.

Para os autores do estudo, essa geografia dispersa resiste. "Não é correto dizer que o varejo brasileiro está se tornando concentrado. O que temos é um movimento de mais empresas crescendo e atingindo relevância, mas a diversidade regional permanece", diz o consultor Alberto Serrentino, sócio do IRTT.

Qual é a história de Pedro Lourenço

Pedro Lourenço nasceu em Paineiras, cidade a 250 quilômetros de Belo Horizonte, em outubro de 1955. Os pais eram lavradores. Ele estudou até o oitavo ano do ensino fundamental e, aos 18, foi para a capital procurar trabalho.

O primeiro emprego foi como descarregador de caminhão nas Casas da Banha, rede varejista que não existe mais. Dentro da empresa, passou por estoque, reposição e vendas. Depois saiu para ser representante comercial de um atacadista de arroz.

Em maio de 1996, abriu uma mercearia no bairro São Benedito, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. Era um ponto comercial só. Ele comprava, atendia o balcão e pagava as contas.

A rede se expandiu comprando lojas em dificuldade na periferia de Belo Horizonte e em cidades pequenas do interior que não tinham supermercado. Era um público de renda baixa, sem concorrência instalada e com custo de ponto comercial muito abaixo do praticado nos bairros centrais.

O movimento exigiu caixa. Em 2004, Pedro Lourenço vendeu 40% da operação para levantar dinheiro e continuar comprando unidades. A escolha do formato acompanhou o público: lojas de 1.000 a 2.000 metros quadrados, sortimento enxuto e preço como argumento principal.

Como a empresa expande

O salto recente tem nome e data. Em fevereiro de 2025, o BH assinou a compra de todas as operações da bandeira Bretas em Minas Gerais: 54 supermercados, oito postos de combustíveis, um centro de distribuição e outros ativos, por 716 milhões de reais. A vendedora foi a chilena Cencosud, que havia adquirido o Bretas em 2010 por 1,35 bilhão de reais nos valores da época.

A integração começou em maio de 2025.

Em 9 de julho daquele ano, o Cade autorizou sem restrições a transferência de uma parcela de 22 lojas, distribuídas por dez municípios mineiros: Juiz de Fora, Curvelo, Janaúba, Matozinhos, Montes Claros, Pedro Leopoldo, Pirapora, Sete Lagoas, Unaí e Varginha. O parecer identificou sobreposição de atividades em todas as cidades, mas concluiu que a presença de Bahamas, Assaí, Atacadão e Mart Minas mantinha a concorrência viável.

Uma semana depois do acordo do Bretas, o BH comprou o Canguru Supermercados, três lojas na Serra, no Espírito Santo. A família Dall'Orto Dalvi, dona da rede desde 1978, vendeu apenas a operação e manteve os imóveis, que passaram a ser alugados para o grupo mineiro.

O BH deixou de ser uma empresa de um estado só antes das compras de 2025. Em julho de 2023, assumiu 34 lojas das bandeiras Epa e Mineirão Atacarejo no Espírito Santo — 21 no varejo e 13 no atacado —, todas convertidas para a fachada amarela da rede ao longo daquele mês. Foi a primeira operação fora de Minas.

Com o Canguru, o grupo chegou a 41 lojas em 11 municípios capixabas, incluindo Vitória, Serra e Guarapari.

O crescimento do BH combina duas frentes. A primeira é a compra de concorrentes. A segunda é a inauguração de lojas próprias e a conversão de unidades adquiridas.

O faturamento acompanhou. A rede saiu de 17,4 bilhões de reais em 2023 para 21,3 bilhões em 2024 e 25,7 bilhões em 2025 — alta de 48% em dois anos.

Se a compra da DMA se confirmar, a receita combinada vai a aproximadamente 34,6 bilhões de reais, o que reduz a distância em relação ao terceiro colocado nacional, o Grupo Mateus, com 43,5 bilhões, e amplia a folga sobre o Grupo Pão de Açúcar, que registrou 20,6 bilhões.

Quanto faturou o Supermercados BH em 2025?

O Supermercados BH faturou R$ 25,7 bilhões em 2025 e encerrou o ano com 420 lojas. Segundo o TOP 300 do Instituto Retail Think Tank, a companhia é a maior varejista de Minas Gerais e a nona maior do Brasil.

Quem é o dono do Supermercados BH?

O Supermercados BH pertence a Pedro Lourenço de Oliveira, empresário que também comprou 90% da SAF do Cruzeiro por R$ 600 milhões. A Forbes estima a fortuna de Pedro Lourenço em cerca de R$ 7,5 bilhões.

Quando Pedro Lourenço fundou o Supermercados BH?

Pedro Lourenço abriu a primeira mercearia da rede em maio de 1996, no bairro São Benedito, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. O negócio cresceu inicialmente por meio da compra de lojas em dificuldade na periferia da capital e em cidades pequenas do interior.

O Supermercados BH comprou o Epa e o Mineirão Atacarejo?

O Supermercados BH assinou em abril um acordo para comprar a DMA Distribuidora, dona das bandeiras Epa Supermercados e Mineirão Atacarejo, mas a conclusão depende das etapas formais do Cade. O órgão já liberou uma parcela da operação composta por 40 lojas, três postos de combustíveis e dois centros de distribuição.

Qual será o tamanho do Supermercados BH após a compra da DMA?

Se a compra da DMA for concluída, o grupo terá receita combinada de aproximadamente R$ 35 bilhões e cerca de 600 lojas em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco. A operação reduzirá a distância para o Grupo Mateus, terceiro colocado nacional com faturamento de R$ 43,5 bilhões.

Quais são as maiores varejistas de Minas Gerais?

Segundo o TOP 300 do IRTT, as dez maiores varejistas mineiras são Supermercados BH, Mart Minas, Martins, DMA Distribuidora, Azzas 2154, Grupo ABC, Drogaria Araújo, Grupo Supernosso, Supermercado Bahamas e Villefort. O Supermercados BH lidera com R$ 25,7 bilhões, mais que o dobro dos R$ 12,6 bilhões registrados pelo Mart Minas.

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