Carta aberta
Aos heróicos “homens de bem” do Ceará – Mirim
“Ha!
Se Deus nos desse outro povo!”
Será
preciso pedir a Deus que nos dê outro povo? Para que agente pudesse cogitar uma
candidatura “Sui
generis”, alimentar o sonho de uma candidatura com tendência socialista
progressista puro sangue. Uma proposição
com frescor virginal, cujos nomes envolvidos, não tivessem nem compromisso,
nem o desgaste das más companhias dos caciques de outrora, nem tampouco vícios
comuns aos já manjados lobos tradicionais que compõem as sórdidas “matilhas
partidárias”, na maioria forasteiros aventureiros com dois “cifrões nos olhos e
uma vagina na cabeça”, ávidos capitalistas, aves de rapinas, incontestáveis
almas pequenas, usurpadores sanguinolentos do povo sofrido.
Talvez quando Deus nos der outro povo,
ou que os “homens de bem” do vale em
parceria com o próprio onipotente, transformasse esse povo, julgado pela
crítica e pela história como: Amoral, miserável, alienado, e mercenário
integrante de um círculo vicioso que não terá fim, em cidadãos: Independentes,
honrados e politizados. Com esta parceria, acredito piamente, que esta
idealização deixará de ser utopia para
se tornar uma realidade. Desta
maneira, com este milagre supremo, um grupo político de Ceará- mirim de bolsos
vazios, “sem bala”, mas de coração
recheado de sentimentos nobres, um grupo composto por “homens de bem”, poderia disputar um pleito com grandes chances de
vitória, e quem sabe, conquistasse o Palácio Antunes e o sacro-santo legislativo,
com as moedas: da dignidade, da coerência e da ética. Mas onde estão os homens
de bem?
Onde estão com os “homens de
bem do Vale?”
Onde estão com os “homens de bem do Vale”, sem histórico Geraldista,
nem Peixotista, e nenhum “ista” ligado ou que já foi abotoado ao vil capital
que arruinou a nossa terrinha e ainda martiriza a nossa gente?
Onde estão os “homens de bem”,
com fé em Deus e no seu próprio talento revolucionário, e que tem ainda, a hombridade de sair de
sua zona de conforto, e que também, se apresentem como candidatos ou
colaboradores de um projeto político, na tentativa de mudar a nossa fisionomia
político-municipal?
Permitam-me tentar responder:
Alguns, desencantados e desmotivados pela teimosia, alienação e
amoralidade de um povo que escolheram fazer triunfar a desonra. Outros destes
passivos “homens de bem”, escolheram ser diletantes numa sociedade que precisa
da ação emergente dos homens de boa fé, com alto senso de responsabilidade. Em
minha opinião, é preciso que os homens dotados de
inteligência, moralidade e sabedoria, exerçam a cidadania não só por gosto e
eventualmente, como amador, e sim por ofício e obrigação, até por uma questão
de “autoproteção”, e para poder de fato transformar para melhor o espaço social
em que mora.
Faço um apelo aos “homens de bem” do
nosso tão sofrido vale: Saiam das poltronas de suas casas, das esquinas, dos
mercados, e dos folclóricos “senadinhos” da Seara Pequena, e marchem em busca
de espaço nas tribunas das câmaras, procurem os espaços nas instituições
representativas do nosso povo, exerçam as suas lideranças e provoquem o bom
debate. Sejam a luz dos que vivem na obscuridade, sejam a voz dos que não tem
vozes. Ajudem ao nosso povo a se organizar, se educar, e principalmente, a se moralizar. É preciso redefinir os
valores desta gente que vive desnorteada dos bons princípios éticos, melhorar o
seu equivocado sistema de avaliação, para que ele, o nosso povo, não seja mais
presa fácil dos “lobos vorazes de posturas tramenheiras da politicalha ceará-mirinense
e Brasileira. De outra forma, optando pela omissão e distanciamento, meus caros
“homens de bem”, os senhores não
terão o direito de reclamarem, nem de criticarem ao povo da tão ultrajada
terrinha fertilizada a mel, obrigado pela realidade patente a assumir uma
postura mais pragmática, ou por pura falta de opção, ou até mesmo, por uma
questão de alienação, aliançando-se com os “menos maus”, com nomes que se dizem arrependidos, seduzidos e
traídos, ou decepcionados com as velhas e mal fadadas escolhas do passado,
figuras que se julgam vocacionados
políticos representantes de significantes fatias sociais, com disposição de
luta, e com intuitos de ocuparem e mostrarem que podem com os seus projetos,
movidos pelo o “amor a terra”, transformar a dura realidade num conto de fadas,
e fazer de fato a diferença. Nomes que querem mostrar a todo custo, que não são
“paus que nascem tortos e morrem tortos”, e que pode muito bem se regenerarem e
se redimirem, desvinculando-se dos tradicionais e execráveis grupos políticos,
dos quais foram aliados no passado, “bem próximo”, grupos que fizeram e ainda
fazem tanto mal a nossa gente, assumindo agora, posturas de infantes “salvadores da pátria”.
“É melhor um pecador arrependido, querendo provar com boas ações a sua
regeneração, do que um santo omisso, de braços cruzados e indiferentes diante
da cruel realidade”.
Crésio Torres