31/08/2010

ETERNAS SAUDADES

ISAUTINA DO OUTRO LADO DO CAMINHO


Arte – Óleo sobre tela de Alice Brandão

A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do caminho. O que eu era para vocês continuarei sendo. Me dêem o nome que sempre me deram, falem comigo como vocês sempre falavam. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Pensem em mim. Rezem por mim. Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho. (Santo Agostinho)

Estou novamente diante de uma folha virgem, que me pede para ser violada. Mas a libido escrevinhadora está reprimida pela emoção, um sentimento arrebatador, transcendente, traduzido numa palavra que é somente nossa, duplamente nossa, os de língua brasílica e os que a experimentam em solidão: saudade.

Tentei inúmeras vezes transpor para o papel um relato sobre a ausência de Isautina, a minha sogra, amiga solidária e sempre presente, mas não pude. Não sabia por onde começar, nem como refrear essa caudalosa torrente de lembranças e de afetos que nos leva para muito distante da margem de onde melhor poderíamos apreciar os horizontes a que nos propomos desvendar.

Quase sempre eu era arrastado pela enchente do rio da memória, que transbordava as margens e cada vez mais me afastava da visão do horizonte.

Agora eu sei por onde começar: pela revelação mais contundente, porque fora do comum. A da “sogra amiga”, partindo-se da constatação de que essa associação é inconciliável, na opinião popular generalizada. No mundo inteiro as sogras são levadas à fogueira inquisitorial como verdadeiras bruxas, e queimadas em fogo brando para arderem mais lentamente, e experimentarem dores e sofrimentos inimagináveis.

De fato, fomos, no sentido pejorativo tradicional, genro e sogra. Batemos de frente inúmeras vezes até nos fazermos entender e respeitar pelo outro, delimitando os nossos territórios. Daí pra frente, deixamos essa condição parenteral(*) e nos convertemos em amigos. Uma amizade construída a partir dos dissensos, das nossas diferenças superadas e, portanto, amadurecida, duradoura.

Amávamos a mesma pessoa. Jailza era a sua única filha e companheira. Amiga incondicional, confidente, consoladora, parceira de “buraco” e de infortúnios, alma sexuadamente gêmea, e por isso capaz de compreender os gemidos, a importância das minimalistas rusgas existenciais cotidianas, como o ato de envelhecer, por exemplo, de se sentir só no meio da multidão e uma vontade leviana de chorar.

As duas eram cúmplices e co-habitantes de um universo só delas que eu nunca quis nem mesmo trafegar, para não quebrar o encanto de um esconderijo, um refúgio, um santuário exclusivo onde se desarmavam e se convertiam nelas mesmas. Em que eram ao mesmo tempo arrimo uma da outra, numa troca permanente de afeição.

Contentei-me em ser a sombra ou a ausência, quando as duas estavam juntas, porque moravam em cidades diferentes e pouco se viam, embora se telefonassem diariamente.

Ela-Isautina percebeu a manobra através de uma das pontes mais sólidas que construímos entre nós – o sentir intuído, sem necessidade de palavras ou explicações. Era uma pessoa de muita sensibilidade e um grau de percepção incomum, beirando o extra-sensorial. Salvo quando se recusava a acreditar no que intuía, como nas questões de família que a infelicitavam. Aí se tornava uma pessoa comum, debilitada e vulnerável.

Nesses momentos, sofria um processo acelerado de um envelhecimento sobrenatural, surpreendente. As rugas aprofundavam-se, os cabelos mais se encaneciam, as costas se curvavam sob peso imaginário insuportável, os olhos se embaciavam. E a voz adquiria um tono mais brando e mais grave. Como se mastigasse o fel para torná-lo mais digestível.

Li que em certas culturas primitivas e isoladas – os esquimós, por exemplo – os mais novos mastigavam os alimentos sólidos, tornando-os pastosos, para facilitar a alimentação dos muito idosos, desdentados. Era manifestação de carinho e de dedicação aos que se haviam devotado á família.

Provavelmente dava-se algo semelhante com Isautina, de modo inverso. Mastigava as fibras, os nervos e os músculos cozidos no sal e no fel do sofrimento, para transferi-los amaciados para os que a consolavam.

Via-a chorar apenas duas vezes e nunca mais desejei vê-la assim. Era uma explosão de dor comprimida, uma expressão magoada de desespero antigo sempre recorrente. Um grito gemido, se é que me entendem. Como o silvo de uma chaleira de água fervente, resultante de uma pressão muito poderosa reprimida sob controle.

Foi quando morreu o seu filho mais velho, Jailson . E quando se sentiu impotente para corrigir uma questão familiar. Jailza me informou que ela muito chorou, também, na morte do ex-marido, em trágico acidente numa rodovia em Mossoró; que, nessa ocasião ela literalmente desabou, pela primeira vez na vida.

É evidente que deve ter chorado muitas vezes sozinha, quando podia dar vazão, sem constrangimento, á sua tristeza que vinha de muito longe, coisa muito antiga e peregrina.

De alegria, lembro-me que chorou quando a filha casou-se comigo. E quando vieram os netos.

Como dizia um outro velho amigo, Jomar Elpidio de Oliveira, referindo-se á sua própria resistência às lágrimas, morava muito longe o “chorador” de Isautina

Porque, apesar de tudo, a alegria era o seu chão. Mercadejava sempre que podia numa feira de trocas, em que a tristeza era moeda corrente para a compra do riso fácil e do desfrute da bem-aventurança da alegria. Feliz não era, mas fazia força para arrancar de dentro de si as raízes da tristeza anciã e andeja, como já foi dito.

Gostava de serestas puxadas a cerveja. Amava a vida. Era generosa e conselheira. Tomava a si os problemas dos amigos e também dos quase amigos e, mesmo sem ter sido convocada, distribuía conselhos e “carões”. Não tinha papas na língua. Na hora de dizer verdades não poupava ninguém, nem mesmo os superiores nem as autoridades em geral. Era uma dessas paraibanas do brejo, retas, transparentes, diretas, solícitas, mas arrelientas, que dão um pão para não entrar numa briga, mas, se provocadas, não saem nem com a oferta de uma padaria.

Respeitava as pessoas e se fazia respeitar por elas. Principalmente pelos homens - que eles não se metessem a besta que ela lhes punha no lugar. Era mulher valente, de pelo na venta. Havia sido Delegada da Mulher e daí em diante, responsável pela coordenação do Juizado da Infância e da adolescência da comarca de Ceará-Mirim.

Na condição de Delegada da Mulher, prendeu muitos agressores do sexo feminino e por isso, deu força às mulheres e pôs cabresto nos ímpetos dos costumeiros torturadores de esposas e de mulheres da rua. Como espécie de Inspetora dos meninos e adolescentes, chamou muitos pais à responsabilidade e coibiu o liberalismo estimulante da paternidade machista daqueles que prendiam as suas “cabras”, mas soltavam e eram excessivamente tolerantes com os seus “bodes”.

Nesse trabalho, sempre contou com o apoio decidido da Juiza responsável pela vara especializada e pelos delegados da cidade.

Era um ser humano transitório, como as flores que só desabrocham em épocas determinadas. Nossa sorte é que ela era mais de uma dezena de espécies e por isso estava sempre florescendo. Era também instável, porque navegava entre o oceano em fúria e o mar em repouso e por isso o seu barco perdia-se entre tempestades e calmarias. Sua vida imitou a arte, fornecendo argumento para um folhetim dramático.

Quando nasceu a mãe trabalhava no cabo da enxada. Enquanto tinha leite para amamentá-la e alguém para ter a menina sob cuidados, ela foi ficando. Quando abandonou o aleitamento materno e o estômago passou a reclamar farinha, feijão e carne, a mãe entregou-a a um casal de conhecidos, para criá-la e depois ser serventia da casa, ate quando arrumasse emprego decente para sustentá-la. Em seguida, trocou a paraibana Araruna pelo solo potiguar.

A menina cresceu e começou a sofrer maus tratos. Era suficiente uma cara feia para justificar uma surra além dos limites do tolerável, que a deixava inativa no dia seguinte. Um dia, a mãe foi viver com um ex-combatente, velho conhecido, e lhe contou o infortúnio da filha. Foi o suficiente para que o companheiro, revoltado com o relato de maus tratos, fosse resgatar a menina e a trouxesse para Natal.

A menina cresceu num lar tranqüilo, com pai adotivo severo, estudou no Colégio das Neves e no Atheneu. E concluído o curso secundário foi levada pelo “padrinho” a alfabetizar os recrutas do então 16º Regimento de Infantaria, na Salgado Filho, onde o pai adotiva servia. Lá, conheceu o “Galego”, rapaz de Serra Negra, analfabeto, bonito e jeitoso, que era ordenança do padrasto. De olho em olho, toque de mãos, proximidade cheirosa, terminou em atração recíproca. Ela, uma morena bonita, de corpo roliço bem feito.

Casou-se com o ordenança, que dera baixa do quartel e agora era caminhoneiro, e foi viver em Mossoró. O marido tinha um espírito aventureiro, não conseguia esquentar lugar. Foi comerciante, dono de frigorífico, motorista particular e assentou-se mesmo havia começado, como caminhoneiro, piloto de sua própria liberdade.

Os filhos foram nascendo: um, dois, três, quatro bocas para alimentar. E o marido no mundo, deixando um dinheirinho que se acabava no meio do mês. Ela foi trabalhar. Depois, decidiu que iria para a Universidade. E foi. Graduou-se em Serviço Social e passou num concurso do estado, para lotar-se em Ceará-Mirim. O marido enfezou-se, mas, diante do inevitável, acompanhou a família, sempre com um pé na casa e outro na estrada.

Um dia o marido a põe contra a parede: ou ele ou o emprego. Preferiu o emprego, a estabilidade, a possibilidade de alimentar e de orientar os filhos na vida. Decisão que lhe custou o marido, a incompreensão de alguns filhos que a culparam pela ruptura da família e a silenciosa censura da sociedade, ainda preconceituosa, da cidade que a acolhera. E particularmente inepta por ocupar um cargo de conselheira social, vale dizer familiar – que autoridade poderia ter para apaziguar casais e orientar a educação dos filhos, com o casamento desfeito, a unidade familiar comprometida, e por decisão dela?

Impôs-se pelo trabalho, dedicação e competência. Recebeu seguidas promoções e preitos de reconhecimento profissional.

O coração era o seu órgão de choque, a caixa de ressonância dos seus embates com as desventuras que o mundo lhe impunha. Os filhos a censuravam por não cuidar-se e era mesmo que nada. O trabalho era sempre mais importante – embora fosse refúgio para não perder o juízo com tantos desencontros. Achava-se forte e portanto capaz de “tirar de letra” qualquer dificuldade. Deus a proveria, a sua fé a manteria sempre protegida.

Certa madrugada sentiu fortes dores no coração e foi levada ao hospital Dr. Percilio. O médico que a atendeu, em face da gravidade do seu estado, recomendou-lhe que viesse a Natal. Providenciou uma ambulância e a conduzimos ao Hospital Antonio Prudente, único autorizado pelo seu plano de saúde, Hapvida.

Aí começou um verdadeiro inferno. Posta numa dependência de primeiro atendimento, foi medicada segundo os padrões regulares do suposto diagnóstico de infarto. O clínico que a atendeu, fez a recomendação de encaminhamento à UTI e a possibilidade de intervenção cirúrgica. Nesse meio tempo, a matriz da empresa responsável pelo plano de saúde, a Hapvida, localizada em Fortaleza, informou que o seu prazo de Ca recomendadao, não havia sido ultrapassado. E, de fato, a carência já fora superada. Em seguida, que a recomendação do clinico não poderia ser atendida, porque não havia provisão no seu contrato. E havia.

Mesmo que não houvesse, a lei determinava o atendimento em caráter compulsório, em situações semelhantes, porque ela corria risco de vida. Esses trâmites consumiram mais de quatro horas, tempo precioso perdido em detrimento das suas chances de sobrevivência. Finalmente, desesperados, requisitamos uma UTI móvel da SAMU e, depois de mais uma hora de atendimento a procedimentos burocráticos, a dita ambulância e a respectiva equipe chegaram ela foi transportada ao Hospital do Coração.

Nessa unidade de saúde, ela foi conveniente e competentemente tratada, submetendo-se a duas cirurgias que, no entanto, dado ao agravamento do seu estado de saúde em razão da demora na tomada de providências, veio de falecer.

Morreu por negligência e omissão criminosa da dupla Hospital Antonio Prudente/ Hapvida, useiros e vezeiros deste tipo de expediente doloso, e que, nada obstante, ainda não foi suficientemente sancionado. Permanecem impunes, operando os seus negócios comerciais de modo criminoso.

Mas, sem que a ocorrência trouxesse nenhum consolo ou compensação pela perda da nossa querida amiga, as duas instituições criminosas foram condenadas, por sentença com trânsito em julgado, que reconheceu o direito à indenização dos seus herdeiros por perdas morais e materiais, reconhecendo, por conseqüência, a omissão e a negligência desses fabricantes de viúvos e viúvas.

Entre a indignação, a raiva e o sentimento de perda, prevaleceu a saudade, o sentimento de havermos sofrido a amputação de parte de nós, uma mutilação que nos deformou e cuja marca não pode ser enxertada. Uma cicatriz indelével, uma fratura exposta que nos denuncia sempre a origem: a falta do sorriso brejeiro de Isautina, do seu andar arrastado de quem padece de “esporões” nos pés, a voz roufenha pelo vício do cigarro, os vestidos de estamparias alegres, a maquiagem caprichosa, as suas mãos de fada no preparo das refeições triviais e extraordinárias, os seus resmungos cavilosos e os “carões” desconcertantes, mas tolerados.

Ficou-me uma última imagem, de uma foto tirada no São Pedro de 2008, dois meses antes de sua morte. Ela encarou a máquina com um sorriso meio debochado, cheio de brejeirice, que acentuou a falha nos dentes frontais mais expostos – uma marca pessoal. Trajava um vestido de florzinhas roceiras, bem a propósito da festa, e uma flor vermelha (uma papoula?) presa nos cabelos. A maquiagem lembrava a pintura das roceiras de antigamente.

Quando conclui a fotografia, disse-lhe que estava parecendo uma donzela do pastoril.

Ela olhou-me, zombeteira e provocadora, dizendo o seu bordão preferido:

- Você gosta de mexer, não é? Macaco não olha pro rabo...

Ainda nos vimos, e não sabíamos que seria a penúltima vez, quando veio para o velório de uma amiga, Chica, a irmã da nossa amiga Ana “Balaio”. Depois, pela derradeira Vaz, no hospital, sofrendo anginas insuportáveis mas encontrando tempo para mais um chiste: Gente ruim não morre fácil...É verdade. São os bons que Deus convoca para auxiliá-lo.

PEDRO SIMÕES – Professor de Direito (aposentado) Escritor e Advogado

OUTROS ARES

Rindo a toa

O ex-secretário de saúde de Ceará-Mirim, Júnior Rêgo, estar prestando os seus relevantes serviços a saúde da cidade de Macaiba. Na foto o Deputado Ezequiel Ferreira, a Prefeita marluce e Júnior Rêgo

AGENDA DOS CANDIDATOS

AGENDA SANDRO PIMENTEL - 50 - PSOL

31/08: TERÇA - FEIRA

08h às 10h - Realiza agitação e panfletagem na Praça Gentil Ferreira, no Alecrim;

14h30 às 17h - Realiza encontro com estudantes da UFRN;

19h às 22h - Participa de pós-graduação em Qualidade de Vida e Saúde no Trabalho, na UFRN.


Coordenação de campanha do PSOL/RN




AGENDA DE SIMONE DUTRA - PSTU

Dia - 31/08 - Terça-feira

9h - reunião com assessores de campanha

14h - acompanha assembleia de trabalhadores da educação em São Gonçalo.

ARSENAL ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

João Paulo da Silva - Jornalista

DRT/RN - 1541

TELEFONE: 084-8842-8197

E-MAIL: arsenalasscom@hotmail.com e joaodasilva74@yahoo.com.br

OPINIÃO DO LEITOR

Nome*:Emerson
E-mail*:mersinhoferreira@yahoo.com.br
Assunto*:Prefeito da terra
Mensagem*:João André,

Excelente trabalho vc vem fazendo no blog Ceara Mirim livre... Parabéns.

Com relação a essa pesquisa sobre os possiveis candidatos a prefeito em nossa cidade, gostaria que vc colocasse o nome do nobre cabaleleiro conhecido como: VASCAÍNO. o mesmo já falou diversas vezes que vai encarar o desafio como filho da terra.

Abçs




Nome*:evilasio lima
E-mail*:vavalima1@yahoo.com.br
Assunto*:penitenciaria ou cadeia publica
Mensagem*:nao importa, quinta feira as 9,00 horas da manha audiencia publica de protesto na camara municipal de Ceara-Mirim, para sensibilizar as autoridades municipal e estadual para transferir para outro local a cadeia publica ou penitenciaria em defesa do nosso municipio, presisamos unir toda a sociedade de Ceara-Mirim em um só objetivo, a nao construçao de uma penitenciaria em area urbana na nossa cidade, contamos com a presença de todos para contribuirem com sua presença, participaçao e opinioes.

LIGEIRINHAS


- Um abraço para o meu amigo Dr. Raynier Venâncio. Gente do bem.

- FATAL: Acidente violento com morte hoje em frente ao Frigoias de Igapó. O Blogueiro viu o estrago e a vítima sob um pneu de um caminhão. Cena forte e triste. Senhor Deus, tome conta daquela alma.

- AUTORIDADE: O Prefeito Antonio Peixoto exige que todos os cargos comissionados vão as ruas trabalharem o nome de João Maia para a eleição de outubro próximo. É mais difícil do as funções que eles exercem.


- FUTEBOL: O América precisa vencer hoje em casa para pensar em fugir do rebaixamento. América x Asa -AL é jogo da vida do time de Japecanga.

- IMPECÍLIO: Segundo uma fonte de 220 w, o Secretário de serviços de Ceará-Mirim, meu amigo Mário Pinheiro da Silva estaria com dificuldades para executar seus serviços. É uma doença crônica na Prefeitura.

30/08/2010

COLÍRIO

COLÍRIO DOS MEUS OLHOS
ESSA GATA CHAMA-SE RAPHAELA COELHO



ENTRETENIMENTO


- Dizem que mulher satisfeita não trai. Mas alguém já viu mulher satisfeita ?

- Se você está se sentindo sozinho, achando que ninguém liga para
você, atrase um pagamento!!!

- Sexo é como vestibular, não importa a posição, o importante é
entrar.

- Mulher bonita é igual a tsunami: Quando chega vem cheia de onda e
ninguém enxerga o perigo. Quando vai embora leva o carro, a casa e tudo mais que estiver ao seu alcance.

- Homem é como vassoura: sem o pau, não serve pra nada.


- Marido é igual à menstruação: Quando chega, incomoda; quando
atrasa, preocupa.

- A calcinha não é a melhor coisa do mundo, mas está bem perto


- A mulher está sempre ao lado do homem, para o que der e vier; já o
homem, está sempre ao lado da mulher que vier e der.

ENQUETE - RESULTADO

Qual desses nomes você votaria para Prefeito de Ceará-Mirim em 2012?
Ana Célia - PSTU
30,65%
Clécio Santos
34,06%
Candidato do PT
6,04%
Marcelo Rocha
7,59%
Saly
21,67%

Total: 646 respostas.
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PAPO 10 - ENTREVISTA GLÁUCIO - 30/08/10

PAPO 10

Entrevista: Gláucio Tavares


01 - Quem é o candidato a deputado estadual Gláucio Tavares?


G. T. - É um candidato a deputado estadual de Ceará Mirim, filho de Dudu da Mercearia e Amélia Tavares, que quer uma oportunidade de trabalhar com zelo e dedicação em prol de nosso Município e Região do Mato Grande. Farmacêutico formado pela UFRN e Bacharel em Direito formado pela UERN, com experiência tanto na área de saúde pública, como farmacêutico concursado da Prefeitura de Taipú, quanto na seara jurídica, como servidor concursado da Justiça estadual. É um candidato ficha limpíssima porque não é réu em nenhum processo penal, cível ou administrativo. Além disso, defende a idéia que as pessoas que convivem em Ceará Mirim e região votem em candidato a deputado da nossa terra, tendo em vista que os outros municípios do RN, do porte de Ceará Mirim, elegem seus deputados, só Ceará Mirim não. Isto é muito prejudicial para a defesa dos interesses da nossa região na Assembléia Legislativa e para o desenvolvimento da nossa comunidade.


02 - Gláucio, você entrou nessa disputa com o propósito de vitória, ou quer só ganhar notoriedade para as próximas eleições municipais?


G. T. - Entrei na disputa para ganhar e ser o deputado estadual de nossa Terra, tendo como plano B a segunda hipótese. Contudo, a algo mais especial a ser conquistado. Estamos superando o complexo de inferioridade que impedia um político de Ceará Mirim pensar em defender a nossa Região na Assembléia Legislativa estadual.


03 - O RN sabe das dificuldades que o Prefeito Antonio Peixoto estar encontrando para apresentar os seus candidatos. Você acredita que se o Prefeito apoiasse o seu nome não seria uma boa chance de redimir-se dos seus erros diante do cearamirinense?


G. T. - Na minha óptica, a consciência do eleitor evoluiu muito com o amplo acesso aos meios de comunicação, como exemplo o seu blog. O povo de Ceará Mirim não está à toa, disposto a votar em qualquer candidato porque é o candidato indicado pelo Prefeito ou pelo vereador cicrano ou beltrano. Tem que se explicar porque há de se votar em um determinado candidato a deputado estadual. Nesse passo, verifica-se que a dificuldade para apresentar candidatos alienígenas é de todas as lideranças políticas, não só do Prefeito Peixoto. Por outro lado, observa-se que a vontade do povo de Ceará Mirim é votar em um candidato a deputado estadual do nosso convívio. Isto posto, caso o Prefeito Peixoto, bem como os demais vereadores, viessem a me apoiar, eles entrariam em harmonia com a vontade popular, o que mitigaria o desgaste de todos perante os cearamirinenses.


04 - Seu slogan de campanha é "Deputado Estadual se não for de Ceará-Mirim tô fora". Por que não Deputado Federal, Governador, já que temos representantes na disputa eleitoral de outubro próximo?


G. T. - Bem, o candidato a deputado federal de Ceará Mirim declarou voto em favor de um deputado estadual de outra região. Não há reciprocidade. Não tenho como pedir voto para ele. Além disso, há de se ter em mente, para a escolha do deputado federal, fatores como a proporção do eleitorado local. Ceará Mirim tem voto para eleger, como razoável facilidade, de um a dois deputados estaduais, porém não é suficiente para eleger um deputado federal. De outra banda, também não se pode esquecer que o fator partidário influi. O PRB 10, partido pelo qual sou candidato, não está alinhado com a candidatura de Sandro Pimentel do PSOL, porém tenho imensa simpatia a sua candidatura.


05 - Você poderia apresentar para o eleitor a sua chapa completa?


G. T. - Voto em Dilma, candidata do Presidente Lula, por achar que o Brasil deve seguir no rumo de um governo que preza o social e a distribuição de renda. Para governador, não estou empenhado em nenhuma candidatura. Meu partido apóia Iberê, porém não me sinto a vontade de pedir votos para ele, tendo em vista que ele é defendido por duas grandes lideranças em Ceará Mirim, o Prefeito Peixoto e o ex-senador Geraldo Melo, e não tive oportunidade alguma de combinar com ele qual seria a minha atribuição em sua campanha nesse cenário. Para o Senado, vou votar nos candidatos a senador Joanilson da Paula Rego, por me inspirar honestidade e conduta ilibada, e Hugo Manso. Em relação a deputado federal, vou votar na deputada Fátima Bezerra. Estou apenas aguardando a formalização da nossa aliança.


06 - Você foi um dos soldados que participou junto com Peixoto da sua vitória extraordinária para Prefeito de Ceará-Mirim. Houve o reconhecimento esperado por você por parte do Prefeito? Você estar satisfeito com o tratamento dele em relação a você?


G. T. - O Prefeito Peixoto não me convidou para participar do seu governo, nem solicitou minha colaboração para administrar a municipalidade. Na verdade, não conversamos nada a este respeito. De modo que, desde que ele tomou posse, restou prejudicado qualquer reconhecimento. Contudo, é mister esclarecer que não tenho cobranças a fazê-lo, até porque, participei da campanha de 2008, visando abrir uma nova perspectiva política em Ceará Mirim, com alternância de poderes, e não tendo com objetivo cargo ou função, uma vez que meus afazeres não permitiam exercê-los.


07 - Quem vai ter mais votos em Ceará-Mirim, Gláucio Tavares ou os candidatos forasteiros do Prefeito Peixoto, Kelps Lima e Zé Lins?


G. T. - Não tenho dúvida nenhuma que serei o candidato a deputado estadual mais votado de Ceará Mirim. Mesmo com toda a deficiência logística e falta de estrutura material, estamos fazendo campanha com o melhor que há: a verdade e em harmonia com a vontade do povo. É cotidiano encontrar, até entre os eleitores mais desfavorecidos economicamente, a assertiva de que vai receber alguma benesse de um candidato alienígena, mas vai votar no candidato que convive na sua Terra. O sucesso da minha candidatura não dependerá da engrenagem tradicional das campanhas eleitorais, quase sempre sob o manto da ilicitude, porque, nossa luta é legítima por ter suporte ideológico e é caracterizada por um fim político em si e não de promoção ou benefício pessoal.


08 - Gláucio Tavares foi eleito Deputado Estadual. Qual o seu primeiro ato como parlamentar no palácio José Augusto?


G. t. - Vou propor um projeto de lei para unificar a tarifa telefônica como local e transporte intermunicipal da Região Metropolitana de Natal, englobando Ceará Mirim.


09 - Quais os seus projetos para alavancar a econômia falida de Ceará-Mirim?


G. T. - Não obstante o desenvolvimento econômico seja um problema estrutural que o poder legislativo pode apenas propor e cobrar soluções, enquanto que o poder executivo é o responsável pela efetivação de políticas de estruturação econômica e fomento de emprego e renda, observo que cabe a um deputado estadual articular ações frente ao governo e às instituições de capacitação profissional para promover o emprego em sua região. Verificamos que o grande dilema da desestruturação econômica reside na precária escolaridade existente em nossa região. Nesse passo, fazem-se necessárias proposições legislativas no sentido de trazer para Ceará Mirim e região um Campi da UERN, inclusive com cursos direcionados a agroindústria. Noutro bordo, também não pode ser desprezado programas de inclusão digital que preze pela qualidade da instrução. Em síntese, vejo que a maneira mais efetiva de um deputado ajudar a combater o atraso econômico é manter-se vigilante as ações governamentais e chegar primeiro, exigindo e cobrando a implantação dos programas em sua região, além de intermediar a busca de incentivo financeiro em prol dos empreendedores locais. Temas como a criação de uma área de livre comércio e inclusão de Ceará Mirim e região, cabe sobretudo a legislatura federal, tendo um deputado estadual a função de agir supletivamente.


10 - Deixe uma mensagem para o eleitor que ainda não sabe em quem votar para Deputado Estadual.


G. T. - Primeiro, não troque, não venda, nem jogue fora o seu voto. Ele é um instrumento que permite a alternância de poderes e pode retirar os políticos picaretas e descompromissados da política. Reverberando o Movimento contra a Corrupção Eleitoral – Voto não tem preço, tem conseqüência. Em segundo momento, reflita se vale a pena votar em candidatos a deputado estadual que não têem ligação nenhuma com a nossa Terra. Que só aparecem de 04 em 04 anos, levam o voto de nossa Terra, muitas vezes se aproveitando da pobreza de nossa gente, comprando votos, e vão embora; quando têem oportunidade de fazer algo, fazem, é lógico, pelas suas comunidades. Por tudo isso, vote em um candidato a deputado estadual que convive e está preparado para representar nossa comunidade, vote 10.222 – Gláucio Tavares – Nossa Terra em primeiro lugar.

Vanessa da Mata -- Amado

É PRA SONHAR.......

POLÍTICA "NEWS FLASH"


# Recado do Blogueiro para um doente mental, sem amor, sem amigos, sem família, sem caráter, sem saúde e sem vergonha. Digníssimo, o senhor é uma verdadeira gilete porque literalmente corta dos dois lados. Infelizmente, existe alguém em Ceará-Mirim que lhe dar atenção, mas não pense o senhor que é por causa do seu prestígio, até porque você não tem. Você é o que existe de pior entre os seres humanos, que também tenho minhas dúvidas se você é realmente humano. Não precisa pesquisar para descobrir quem é o político que me paga para usar o meu nome, e escrever no Blog Ceará-Mirim Livre. Te convido verme, a passar um dia comigo para se certificares de quem realmente escreve este destemido Blog. Já que você sabe que eu sei quem é você, se topares o convite entra em contato comigo.

# INPESPE. Nunca ouvi falar neste Instituto de pesquisas, mas para quem acredita nelas, saiu uma feita por este Instituto a pedido da Reis Magos FM. Pelos resultados divulgados, Dilma, Rosalba, Garibaldi e José Agripino, estão aptos a comprarem roupa nova para assumirem em primeiro de janeiro de 2011 mais um mandato ou mais um novo cargo. Não acredito em reviravolta, já é fato consumado esse resultado. Enquanto Iberê e Wilma fazem das "tripas coração" para mudarem o quadro para melhor, os candidatos da sua coligação se estranham nos palanques e abrem a boca quando seria mais rentável mantê-las fechadas. Posso estar enganado, afinal é só uma opinião de quem acompanha de longe todo o desenrolar destes imbróglios.

# Um leitor do Blog chamou a atenção num comentário, e o Blogueiro achou interessante o seu raciocínio. A campanha estar deflagrada a todo vapor, cada voto do RN nunca foi tão valorizado numa eleição para Governador, os candidatos majoritários já vasculharam quase todo RN, mas estão menosprezando os quase 50 mil votos dos cearamirinenses. Por que Rosalba Cirline que tem conta favorável a sua eleição ainda não deu as caras (Político tem mais de uma) na terra dos verdes canaviais? Por que o Governador Iberê Ferreira, que precisa diminuir a diferença para causar um eventual segundo turno, também não deu a miníma a terrinha de Madalena Antunes? Segredos de estado que só eles e suas coordenações sabem explicar.

PIADA DO DIA


Argentinos?

Obama e Gordon Brown estão num jantar na Casa Branca. Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta-lhes:

- De que é que estão conversando de forma tão animada?

- Estamos fazendo planos para a terceira Guerra Mundial, diz Obama.

- Uiaa!’, exclama o convidado. E quais são esses planos?

- Vamos matar 14 milhões de argentinos e um dentista, responde Obama.
O convidado parece confuso e pergunta:
- Um… dentista? Porque é que vão matar um dentista?

Brown dá uma palmada nas costas de Obama e exclama:

- Não te disse? Ninguém vai perguntar pelos argentinos!

É ASSIM MESMO

CONVERSA DE MULHER

- Oi, me conta como foi o encontro de ontem a noite ?
- Horrível, não sei o que aconteceu…
- Mas por que ? Não te deu nem um beijo ?
- Sim… beijar, me beijou. Mas me beijou tão forte que meu dente postiço da frente caiu e as lentes de contato verdes saltaram dos meus olhos ….
- Não me diga que terminou por aí .
- Não, claro. Depois pegou no meu rosto entre suas mãos, até que tive que pedir que não o fizesse mais, porque estava achatando o botox e me mordia os lábios como se fossem de plástico… ia explodir o meu implante
de colágeno e quase sai o mega hair!!!!
- E… não tentou mais nada ?
- Sim, começou a acariciar minhas pernas e eu o detive, porque lembrei que não tive tempo para me depilar. E além do mais, me arrebatou com uma luxúria e estava me abraçando tão forte que quase ficou com minhas próteses da bunda nas suas mãos e estourou meu silicone do peito…
- E depois, que aconteceu ?
- Aí então, começou a tomar champagne no meu sapato…
- Ai, que romântico…!!!
- Romântico o cacete ! Ele quase morreu!!!
- E por quê?
- Engoliu meu corretor de joanete com a palmilha do salto…
- Nossa, que ele fez ?
- Você acredita que ele broxou e foi embora? Acho que ele é viado .
- Só pode!

(Luís Fernando Veríssimo)