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04/02/2026

AÍ TEM 'COISA'...

Justiça libera nova perícia sobre queda de avião que matou Eduardo Campos

Exame judicial vai reavaliar acidente aéreo ocorrido em 2014, durante campanha presidencial

A Justiça Federal autorizou a realização de uma perícia judicial para investigar novamente as circunstâncias do acidente aéreo que resultou na morte de Eduardo Campos, em 2014. A decisão foi tomada no âmbito de uma ação de produção antecipada de provas que tramita na 4ª Vara Federal de Santos, no litoral paulista. A informação foi divulgada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, nesta segunda-feira, 2.

O juiz responsável pelo caso designou o perito Silvio Venturini Neto para conduzir o exame técnico. Ele deverá apresentar, no prazo de 15 dias, uma proposta com estimativa de honorários e um plano detalhado dos trabalhos, incluindo a metodologia que será adotada. A perícia terá como foco a queda do jato que transportava o então candidato à Presidência da República, que havia partido do Rio de Janeiro com destino ao litoral de São Paulo.
Contestação aos laudos oficiais

A ação judicial foi proposta pelo advogado Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos, em conjunto com Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco. Ambos questionam o laudo elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), além do relatório da Polícia Federal, que não apresentou conclusão definitiva sobre as causas do acidente.

Durante o andamento do processo, a União argumentou que a apuração de acidentes aéreos seria atribuição exclusiva do Cenipa e da Polícia Federal. Esse entendimento, porém, foi afastado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que reconheceu a possibilidade de ações judiciais específicas para produção de provas em casos desse tipo.

Fabricante da aeronave foi notificada

A tramitação do processo incluiu ainda a notificação da Textron, holding sediada nos Estados Unidos e controladora da fabricante das aeronaves Cessna Citation. O procedimento internacional demandou cerca de um ano para ser concluído, em razão dos trâmites legais necessários para comunicação formal da empresa.

Um parecer técnico apresentado pelo assistente dos autores da ação, o comandante Carlos Camacho, apontou indícios de possível falha no profundor do compensador. Esse componente é responsável por orientar o leme da aeronave para cima ou para baixo. Segundo o documento, o eventual defeito poderia ter sido causado de forma intencional ou não, hipótese que motivou o pedido de nova perícia.

Relembre a morte de Eduardo Campos

Eduardo Campos morreu na manhã de 13 de agosto de 2014, aos 49 anos, após a queda do jato particular em que viajava em um bairro residencial de Santos. O acidente ocorreu por volta das 10h, durante uma tentativa de pouso em meio a chuva intensa, conforme informações divulgadas à época pela Aeronáutica.

A aeronave, um Cessna 560XL, havia decolado do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarujá. Diante das condições meteorológicas adversas, o piloto realizou uma arremetida. Pouco depois, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o avião, que caiu no quintal de uma residência no bairro do Boqueirão.

Moradores relataram ter visto uma bola de fogo no céu no momento da queda. Os destroços atingiram imóveis vizinhos e provocaram ferimentos leves em dez pessoas, todas atendidas e liberadas posteriormente.
Vítimas e repercussão nacional

Sete pessoas estavam a bordo da aeronave, incluindo cinco passageiros e dois tripulantes. Nenhum sobreviveu. Além de Eduardo Campos, morreram o fotógrafo Alexandre Severo e Silva; o assessor Carlos Augusto Leal Filho; o assessor e ex-deputado federal Pedro Valadares Neto; o cinegrafista Marcelo de Oliveira Lyra; e os pilotos Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins.

Após o acidente, a Polícia Federal instaurou inquérito e enviou peritos a Santos. A Aeronáutica e a Polícia Civil também participaram das investigações. A análise da caixa-preta foi realizada pelo Cenipa, em Brasília.

Na ocasião, a então presidente Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias. Candidatos adversários na disputa eleitoral, como Aécio Neves, cancelaram compromissos de campanha. Eduardo Campos havia deixado o governo de Pernambuco em abril de 2014 para concorrer à Presidência, tendo Marina Silva como vice. Ela terminou a eleição em terceiro lugar, com 21,32% dos votos válidos, o equivalente a cerca de 22 milhões de votos.

SUPOSTO LOBBY ENTRE MORAES E VORCARO TEM PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO FEITO POR CARLOS JORDY

Caso Master 'deixa a Lava Jato no chinelo', diz Jordy

Ao anunciar o recorde de assinaturas para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o escândalo da instituição financeira é superior ao caso de corrupção da Operação Lava Jato.

De acordo com o congressista, a fraude do banco de Daniel Vorcaro “deixa a Lava Jato no chinelo”. Para o deputado, trata-se do “caso mais escandaloso de corrupção” da história do Brasil.


   


O político citou o envolvimento de familiares dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), com instituições ligadas ao Banco Master. Segundo ele, há “gente muito poderosa” tentando impedir que as investigações acerca do caso avancem.

“É o caso mais escandaloso de corrupção da nossa história”, disse o parlamentar. “Deixa a Lava Jato no chinelo. Temos mulher de ministro com contrato milionário, de R$ 129 milhões, sem ter nenhum registro da sua atuação. Nós temos irmãos de ministros que são donos de resort ligado a um fundo ligado ao Banco Master — e ao PCC também —, e depois a gente descobre que na verdade esses irmãos são ‘laranjas’ do ministro.”

CPMI do Banco Master já tem 280 assinaturas

Jordy é autor do requerimento de instalação de uma CPMI do Banco Master. A proposta, de acordo com ele, já recebeu a assinatura de 280 congressistas, sendo 228 deputados e 42 senadores.

Para instalar uma CPMI, é preciso reunir 198 assinaturas — 171 deputados e 27 senadores —, o equivalente a um terço dos integrantes de cada Casa. As 280 assinaturas recolhidas para a CPMI do Banco Master representam um recorde na história do Legislativo, superando a CPMI dos Correios, em 2005.

O autor do requerimento ressaltou que, ao contrário de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a instalação da CPMI é automática, e deve ser realizada na primeira sessão conjunta do Congresso Nacional depois de o pedido ser protocolado.

“A CPMI, ao contrário da CPI, é automática”, afirmou Jordy. “É discricionária a instalação de CPIs em cada Casa, e existem 15 pedidos de CPI na frente da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados.”

Segundo o parlamentar, a não instalação do colegiado na próxima sessão conjunta pode resultar na imputação de crime de responsabilidade contra o presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP).

revistaoeste

03/02/2026

DEPUTADOS DÃO TAPA NA CARA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS

Deputados elevam salários e dias de folga extras

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (3), duas propostas que reajustam os salários básicos dos servidores da Casa e do Senado. Os textos também reformulam gratificações e criam um benefício inédito: licença por dias trabalhados, com possibilidade de indenização fora do teto do funcionalismo.

O projeto que atualiza os vencimentos da Câmara estabelece novos pisos salariais para cargos de analista e técnico legislativo. Com o fim da Gratificação por Representação (GR), que chegava a cerca de R$ 16 mil, o salário fixo de um analista legislativo no nível inicial saltará de R$ 5.739,22 para R$ 14.008,22.

Se aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Lula (PT), o reajuste passará a valer imediatamente, sem escalonamento.

Além do salário básico, os servidores terão direito a outras gratificações, como a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que poderá equivaler a até 100% do maior vencimento do cargo. A Câmara também manterá a Gratificação de Atividade Legislativa e atualizará os vencimentos de cargos especiais.

No Senado, o reajuste salarial será escalonado entre 2026 e 2029 e abrangerá cargos como consultor legislativo, advogado, analista, técnico e auxiliar legislativo. Na carreira inicial de auxiliar legislativo, o salário passará de R$ 2.603,27 para R$ 5.863,09 em 2029. No nível mais alto de consultor legislativo, a remuneração fixa subirá de R$ 10.736,64 para R$ 24.181,07.

A Gratificação de Desempenho (GD) será substituída pela GDAE. Segundo a direção do Senado, os reajustes serão cobertos pelo orçamento deste ano e buscam equilibrar salários com a Câmara e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Licenças por dias trabalhados

Os projetos também criam uma licença compensatória por dias trabalhados. No Senado, o benefício será concedido a servidores em funções relevantes ou com acúmulo de atividades extraordinárias, principalmente cargos comissionados e de assessoramento superior. A regra prevê:
  • mínimo de um dia de folga a cada dez dias trabalhados;
  • máximo de um dia de folga a cada três dias trabalhados.
A folga poderá ser convertida em indenização, sem limite do teto do funcionalismo.

Na Câmara, a licença valerá para servidores efetivos em funções comissionadas FC-4 ou superiores, com direito a até um dia de folga a cada três dias trabalhados, limitado a dez dias por mês. A compensação financeira também não terá restrição pelo teto salarial, e as regras detalhadas serão definidas por ato do presidente da Casa.

DP

JÁ EXISTE, LULA QUER COMPLICAR' - DIZ NIKOLAS AO VOTAR CONTRA MP DO GÁS

Nikolas vota contra Gás do Povo: “Já existe, Lula quer complicar”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) votou contra a Medida Provisória 1313/25, aprovada pela Câmara nesta segunda-feira (2), que altera o programa de ajuda para compra do gás de cozinha e cria a retirada gratuita do botijão em postos de revendas credenciados pelo governo.

A MP muda o formato do benefício. Antes, o vale-gás era pago a cada dois meses diretamente na conta dos beneficiários do Bolsa Família, que podiam comprar o botijão onde quisessem. Com o novo programa, o valor deixa de ser depositado e o cidadão passa a retirar o gás gratuitamente apenas em pontos cadastrados.

Para Nikolas, a mudança torna o acesso mais burocrático e reduz a autonomia das famílias, que deixam de escolher onde comprar o produto.

– Óbvio que votei contra o projeto “Gás do Povo”, do Lula, porque sou a favor do “Gás dos Brasileiros”, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade. Que no final, deixará seu gás mais caro e com a finalidade de manter as pessoas presas pra ter o voto dela nas eleições. E o povo sabe disso. E não custa perguntar: Se a pobreza caiu como o Lula diz, por que 50 milhões de brasileiros ainda dependem de gás “gratuito” pra cozinhar? – escreveu o parlamentar na rede social X.

O deputado também respondeu às críticas feitas por partidos de esquerda após a votação.

– Ontem, PT, PSOL e cia criticaram nosso voto contra o projeto populista do Lula, dizendo que estávamos contra o povo. Hoje, esses mesmos partidos votaram a favor do aumento da desigualdade, ou seja, aumentaram salários e benefícios de servidores do legislativo federal. Salários que podem furar o teto e chegar até R$ 77 reais – declarou.

A MP aprovada altera o nome do programa Gás dos Brasileiros para Gás do Povo e prevê o fim definitivo da ajuda em dinheiro até 2027. Pela regra, a família não poderá acumular o recebimento em dinheiro e a retirada gratuita do botijão.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), e ainda precisa ser analisado pelo Senado. Além do gás gratuito, o programa cria uma modalidade voltada à instalação de sistemas de baixa emissão de carbono, como biodigestores para geração de gás a partir de resíduos.

Segundo o governo, o novo modelo deve atender mais de 15 milhões de famílias, alcançando cerca de 50 milhões de pessoas, com a promessa de garantir que o benefício seja usado exclusivamente para a compra do gás de cozinha.

COMO GOVERNO LULA E MINISTROS ALIADOS DO STF ORBITAM O MESMO ESCÂNDALO DO CASO MASTER

O Caso Master e a captura do Estado: como governo Lula e ministros aliados do STF orbitam o mesmo escândalo


O caso do Banco Master deixou de ser um caso de fraude privada para se tornar um escândalo político-institucional de grandes proporções. Reportagens, investigações e decisões atípicas revelam uma proximidade preocupante entre integrantes do governo Lula, aliados políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal justamente no momento em que o banco entrava em colapso. Encontros fora da agenda, contratos milionários e tentativas posteriores de dissociação expõem um padrão de pacidade e promiscuidade que compromete a credibilidade das instituições e a separação entre o público e o privado.

O colapso do Banco Master deixou de ser um episódio isolado de má gestão financeira para se tornar um escândalo político-institucional de grandes proporções. O que as investigações da Polícia Federal, as reportagens de veículos nacionais e a imprensa internacional vêm revelando é um padrão inquietante de proximidade, proteção cruzada e opacidade envolvendo integrantes centrais do governo Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal alinhados ao Planalto.

Não se trata de uma coincidência. Tampouco de episódios desconexos. O que emerge é uma teia de relações pessoais, contratuais e políticas que atravessa o Executivo, o Judiciário e o sistema financeiro — justamente no momento em que o banco entrava em colapso e passava a ser investigado.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:  

https://bit.ly/4aaisPD

EM CASO DE PERDAS DE PATENTES, BOLSONARO E GENERAIS PODERIAM IR PARA PRESÍDIO COMUM

Bolsonaro e generais poderiam ir para presídio comum em caso de perdas de patentes das Forças Armadas

Com o início da análise no Superior Tribunal Militar (STM) dos pedidos de perda de postos e patentes de Jair Bolsonaro e outros quatro condenados pelo STF na trama golpista, surge a possibilidade de mudança no local de prisão dos réus. A informação é da Julia Duailibi, no g1.

Bolsonaro, hoje no 19º Batalhão da PM do DF, e os generais Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Oliveira estão detidos em instalações militares por conta de seus vínculos com as Forças Armadas. Caso sejam expulsos, em tese, deixariam de ter direito a esse tipo de custódia.

A decisão caberá ao ministro relator, que deve considerar o peso político e institucional do caso. Diante do contexto de pressão sobre o STF e para evitar novos atritos, a tendência apontada é manter Bolsonaro e os demais réus em instalações militares.

A eventual expulsão também pode implicar perda de salários. Nas Forças Armadas, a exclusão gera a chamada “morte ficta”, que encerra o vínculo do militar, mas preserva o direito de esposas e filhos à pensão — tema ainda em debate na reforma administrativa no Congresso.

ENCONTRO ENTRE LULA E VORCARO É CONFIRMADO POR RUI 'RESPIRADOR'

Rui Costa confirma encontro entre Lula e Vorcaro

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira (2), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pode ser “inviabilizado” por ter se reunido com o dono do Banco Master. Segundo o ministro, é preciso que Lula escute diversos setores da sociedade, inclusive representantes de instituições financeiras.

– Se um presidente quer governar de forma democrática, ele tem que estar aberto à sua agenda e ouvir representantes dos diversos segmentos, financeiros, produtivos, de representação de classe, de movimentos sociais. A agenda do presidente é recheada desses encontros. Se algum ator que, ao longo do tempo, representa algum segmento, vier a cometer erros, isso não inviabiliza o presidente – disse Rui Costa, no Congresso Nacional.

O ministro afirmou ainda que Lula recebe “todos os atores econômicos” para tratar sobre assuntos institucionais. Segundo Rui Costa, não há diferença entre banqueiros como bancários e representantes de movimentos sociais na agenda do petista.

– Um presidente da República recebe, institucionalmente, todos os atores econômicos. O presidente recebeu vários presidentes de bancos, tantos que para tratar de assuntos institucionais, ele recebeu como empresário do setor industrial, como empresários da agricultura, como representantes de entidades, como do MST e outros – afirmou.

Em dezembro de 2024, Lula e o atual presidente do Banco Central (BC), e à época diretor de Política Monetária da autarquia, Gabriel Galípolo, tiveram um encontro fora da agenda com Vorcaro. Na reunião, o dono do Master reclamou para Lula sobre a concentração bancária no país. O presidente então disse que esse era um tema a ser tratado pelo BC.

Rui Costa não quis fazer uma avaliação sobre a forma que o BC lida com a crise do Master. O ministro se limitou a dizer que o Banco Central é composto por técnicos experientes e que não poderia fazer um julgamento sem ter detalhes de como foi feita a condução do caso.

– Ali tem gente concursada e muito experiente que avalia, cotidianamente, a situação financeira de todas as instituições financeiras. Seria leviano fazer um julgamento sem ter os elementos fundamentais – apontou.

O ministro ainda afirmou que o Planalto não deve interferir na decisão de se instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as fraudes do Banco Master no Congresso. Segundo Rui, o Executivo optou por investigar os envolvidos no escândalo através do BC e de polícias investigativas, como a Polícia Federal (PF).

– Eu não acho que o Executivo tenha que interferir na definição [da CPI], se monta ou não monta. Cabe aos parlamentares, deputados e senadores escolherem qual é o melhor caminho. O Executivo já escolheu qual caminho, que é da apuração de responsabilidades; repito, administrativas, através do Banco Central, polícias investigativas e através da Polícia Federal – declarou Rui Costa.

AE

SERÁ QUE ELA PENSAVA QUE ESTAVA NO BRASIL?

Mulher de Henrique, da dupla com Juliano, é presa nos EUA após fugir de abordagem policial

A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, esposa do cantor sertanejo Henrique, da dupla Henrique & Juliano, foi presa em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos, após ser flagrada dirigindo com a carteira de habilitação vencida e fugir de uma abordagem policial.

Ela foi detida nesta segunda-feira (2). Os registros públicos consultados não indicavam se houve pagamento de fiança ou se a Justiça da Flórida determinou a liberação de Amanda.

Segundo o registro oficial do Gabinete do Xerife do Condado de Orange, a brasileira responde a duas acusações. A principal está relacionada à fuga de uma abordagem policial.

Além disso, as autoridades registraram uma contravenção de segundo grau por conduzir veículo motorizado sem habilitação válida, já que a documentação apresentada estaria fora do prazo de validade.

TN

ESSE VÍDEO ROLA PELAS REDES SOCIAIS. SE NÃO FOR FAKE, A REPÚBLICA PODE IMPLODIR, E A VIDA DESTE CIDADÃO CORRE SÉRIO RISCO!

Assistam e tirem sua conclusões




Eu pensei que era doido, mas depois desse vídeo percebi que não sou nada disso! Evidentemente que no caso do vídeo ser FATO!

PATROCINADOR QUE TENTOU COMPRAR O MASTER É DISPENSADO PELO PALMEIRAS

Palmeiras rompe com patrocinador que tentou comprar o Master

O Palmeiras decidiu rescindir o contrato de patrocínio com o Grupo Fictor depois de a empresa entrar com pedido de recuperação judicial. A medida foi unilateral. O clube decidiu exercer o direito contratual que previa o rompimento em caso de inadimplência ou incapacidade financeira do parceiro comercial.

Com valor de R$ 30 milhões por ano, o acordo existe desde o início de 2025. Previa a exposição da marca Fictor nos uniformes do time profissional, assim como ações de marketing junto às categorias de base. A parceria, no entanto, sofreu interrupção diante sobretudo do agravamento financeiro do grupo empresarial.

Palmeiras: medida preventiva

Em nota, o Palmeiras afirmou que a decisão visa preservar principalmente a sua saúde financeira. Além disso, objetiva reduzir riscos jurídicos e comerciais. Do mesmo modo, a diretoria avalia medidas legais para tentar recuperar valores pendentes desde o início das dificuldades da patrocinadora.


O rompimento ocorre em um momento de atenção redobrada à gestão de receitas. Embora o clube mantenha uma posição sólida no cenário esportivo e financeiro, a perda de um patrocinador relevante abre uma lacuna no orçamento, especialmente em um calendário marcado por disputas nacionais e internacionais.

Internamente, a avaliação é de que o episódio reforça a necessidade de critérios mais rígidos na análise de parceiros comerciais. O Fictor é uma holding financeira. Em novembro de 2025, a empresa anunciou um acordo para comprar o também liquidado Banco Master. O negócio envolveria um consórcio de investidores e um aporte planejado de R$ 3 bilhões.

Dirigentes do Palmeiras reconhecem que contratos de grande valor exigem monitoramento constante da situação econômica das empresas envolvidas, para evitar exposição desnecessária a crises externas. Com o fim do vínculo, o departamento de marketing do clube iniciou conversas com potenciais interessados em ocupar o espaço deixado pelo Fictor.

Para o clube, o episódio é tratado como um revés pontual, sem impacto direto no planejamento esportivo. A prioridade, segundo a diretoria, é manter a estabilidade financeira e assegurar que parcerias futuras estejam alinhadas com a solidez institucional que o Palmeiras busca projetar.

Estima-se que o balanço final de 2025 apresente uma receita acumulada de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Os valores incluem arrecadação com ingressos, patrocínios, premiações, direitos de transmissão e participação nas vendas de direitos econômicos de atletas.

revistaoeste

02/02/2026

EX-CHANCELER DO PERU, PRESO EM 2025, MORRE EM HOSPITAL PENAL NO RJ

Preso em 2025, ex-chanceler do Peru morre em hospital penal no Rio

O ex-chanceler do Peru Augusto Blacker Miller, 80 anos, morreu no Hospital Penal Hamilton Agostinho, no complexo penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro. A morte ocorreu em 23 de janeiro, depois de uma parada cardiorrespiratória, mas a informação foi confirmada à agência de notícias Reuters somente nesta 2ª feira (2.fev.2026), pela pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado.

Miller havia sido preso em 11 de dezembro de 2025 pela PF (Polícia Federal) na zona sul do Rio. Ele estava foragido há 7 anos da Justiça da Albânia, onde foi condenado por fraude financeira.

O ex-ministro ocupou o cargo de ministro das Relações Exteriores do Peru em 1991, durante o governo de Alberto Fujimori. Em 2002, mudou-se para Miami com a mulher e os filhos. Em novembro de 2007, a Suprema Corte do Peru condenou 10 ex-ministros do governo Fujimori –a penas que variavam de 4 a 10 anos de prisão–, entre eles, Miller.

Em 2009, ele foi detido na Flórida por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos, mas foi liberado e seguiu para a Albânia onde foi preso novamente pela Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) em 2013, mas foi liberado no dia seguinte. Em 2017, Miller foi novamente condenado. Desta vez, a uma pena de 8 anos de prisão, por irregularidades na construção de um incinerador para geração de energia na Albânia. Segundo as investigações, ele teria prometido um investimento que não conseguiu cumprir.

Desde 2018, estava foragido. A prisão no Brasil se deu em uma operação do Núcleo de Cooperação Internacional da PF no Rio, com apoio do setor de Capturas Internacionais da PF em Brasília.

Poder360

'CUECÃO DE DÓLAR' É CONTRA CPI DO MASTER

Deputado protocola CPI do Master na Câmara; líder de Lula é contra

O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) informou que protocolou, nesta segunda-feira (2), o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes financeiras ocorridas na relação entre o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB).

O parlamentar chegou a dizer que o pedido contava com 199 assinaturas, mas, de acordo com informações da assessoria de imprensa de Rollemberg divulgadas às 12h17, a solicitação já alcançou com 201 assinaturas.

Na justificativa do requerimento, o parlamentar diz que a instauração da CPI “se faz urgente e necessária para apurar as responsabilidades e os desdobramentos de um dos maiores e mais sofisticados esquemas de fraude financeira da história recente do país”.

O parlamentar diz querer investigar “a fabricação de fundos fraudulentos, a falsificação de contratos, a montagem de ativos inexistentes e um prejuízo que, segundo apurações preliminares da Polícia Federal, supera o montante de R$ 12,2 bilhões”.

O autor da proposta diz ainda que as investigações preliminares apontam fraude bilionária, risco e dano ao patrimônio público, impacto em fundos previdenciários e servidores, e participação e conexão político-financeira.

Caso instalada, a CPI será composta por 27 deputados titulares e igual número de suplentes, para realizar as apurações em até 120 dias. Rollemberg também falou sobre a CPI em sua rede social na plataforma X.

– Não existe espera. Não existe desculpa. Essa é uma das pautas mais urgentes para o país neste momento. A instalação precisa ser imediata – escreveu.

O deputado também mencionou o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, como alvo da investigação.

– O Brasil tem o direito de saber agora como Vorcaro chegou onde chegou, quem abriu as portas, quem fechou os olhos e quem lucrou enquanto o risco recaía sobre a população. Estamos falando de bilhões, de possível dano ao interesse público e de responsabilidade direta de quem tinha o dever de fiscalizar – declarou.

Na semana passada, o líder da bancada do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disse que a bancada do seu partido discutirá nesta semana a possibilidade de atuar em favor da CPI. Já o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), disse à CNN Brasil que é contrário à instalação da comissão.

Após uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Guimarães também afirmou a jornalistas que o regimento não permite o cancelamento da tramitação dos pedidos de CPIs que foram protocolados anteriormente.

Além da CPI de Rollemberg, a oposição também pressiona o Congresso pela abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que teria a participação de senadores, para apurar sobre as fraudes que envolvem o Banco Master.

AE

CPMI IGNORADA: A RAPOSA VELHA TOMANDO CONTA DO GALINHEIRO

Senado ignora CPMI e dados do WhatsApp de Vorcaro ficam com Alcolumbre

A CPMI do INSS foi esvaziada de informações consideradas centrais para a investigação ao ter ignorado, pela Advocacia do Senado, um pedido formal para acessar dados sigilosos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Com isso, as informações seguem sob controle exclusivo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sem qualquer compartilhamento com o colegiado.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Na prática, Alcolumbre mantém em mãos a quebra dos sigilos telemáticos de Vorcaro enviados pela Meta, que incluem registros de contatos e grupos no WhatsApp, além de dados bancários e financeiros. Conforme já revelado, os documentos apontam movimentações expressivas, com faturas de cartão de crédito que chegam a R$ 2,4 milhões mensais.

A concentração do material ocorreu após decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, em 12 de dezembro, que determinou o envio de todos os dados sigilosos de Vorcaro ao gabinete da presidência do Senado. Desde então, a CPMI perdeu acesso às informações, apesar de ter solicitado formalmente à Advocacia do Senado que peticionasse ao Supremo para reverter a medida — o que nunca foi feito.

A CPMI havia aprovado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro por conta da relação do Banco Master com o INSS, no âmbito da oferta de crédito consignado a aposentados. Diante do impasse, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que solicitou audiência com Dias Toffoli para tratar da devolução do material, enquanto cresce a insatisfação entre parlamentares com o esvaziamento da investigação.

Com informações do Metrópoles

O BANCO MASTER E SEU 'SURUBÃO DE TRANCOSO' - PROMISCUIDADE INSTITUCIONAL

“Surubão de Trancoso”: A promiscuidade deixa de ser privada e passa a ser também institucional

Surge o Banco Master, e com ele Trancoso, elevando o conceito de suruba a outro patamar. A brincadeira deixa de ser mera fofoca e ganha estatura institucional.

Um texto do jornalista Alesandro Lo-Bianco comparando o Surubão de Trancoso com o Surubão de Noronha, demonstra com precisão a imensa promiscuidade. Confira:

“O ‘surubão de Noronha’ sempre ocupou um lugar curioso no imaginário nacional: uma mistura de folclore digital, moralismo seletivo e voyeurismo de rede social. Era o escândalo perfeito para distrair: artistas com corpos perfeitos, arquipélago paradisíaco, segmento conveniente. Um entretenimento moral delicioso porque só entretém. Mas eis que surge o Banco Master, e com ele Trancoso, elevando o conceito a outro patamar

Aqui, a brincadeira perde o tom de fofoca e ganha estatura institucional. Não é mais sobre quem transa com quem: é sobre quem governa enquanto transa. O ‘surubão de Trancoso’, que envolveria políticos e magistrados na mansão de Vorcaro como relatado com naturalidade constrangedora, não disputa protagonismo com Noronha por excesso de luxúria, mas por densidade política.
Não são influenciadores ou atores, mas personagens que, em tese, ditaram os rumos do país. Políticos, magistrados, empresários. Gente que, de dia, assina decisões; à noite, supostamente vira conteúdo sensível.

O escândalo aqui não é a carne, é o conflito de interesses em traje de banho. Há quem acredite que basta chamar de ‘festinha quente’ para dissolver qualquer gravidade institucional. Um deboche que tenta anestesiar o que deveria causar alarme.

Na boa, acho agora que o surubão de Trancoso não substitui o de Noronha: ele o humilha. Porque aqui não estamos falando de moral sexual, mas de ética pública em estado de ressaca permanente. Não é sobre camas desarrumadas, mas sobre cargos bem arrumados demais para quem deveria manter distância de certos sofás, certas piscinas e certas câmeras. O riso, nesse caso, é necessário. Mas não para aliviar, e sim para escancarar o absurdo de um país onde o poder, aparentemente, também é super ‘surubento’.”

Além disso tudo, surge uma história nesse 'surubão', relatada por uma revista esquerdista, sobre um tal "pica das galáxias, uma ilustre figura o Poder Judiciário. Quem seria essa figura?

Confira:


01/02/2026

AFINAL, QUAL A FINALIDADE DE UM PADRE, ATACAR AS PESSOAS OU PREGAR O AMOR ENTRE ELAS COMO JESUS ENSINOU?

Padre ataca Nikolas em plena missa, decreta o fim da neutralidade religiosa e envergonha a igreja

O púlpito deveria ser espaço de fé, reflexão e espiritualidade.
Mas quando se transforma em palanque político, a mensagem perde sua essência.

Foi o que se viu no Santuário de Aparecida, quando o Padre Ferdinando Marcílio, em plena missa, decidiu atacar a Caminhada pela Liberdade e, de forma direta, o deputado Nikolas Ferreira.

Um padre se levanta com suas opiniões pessoais tentando convencer a milhares enquanto milhares apoiam o esforço de apenas um.

A homilia, que deveria inspirar paz e unidade, tornou-se palco de críticas políticas.

O padre, identificado por muitos como de viés “esquerdista”, lançou palavras duras contra a iniciativa pró-vida e contra um parlamentar que representa parcela significativa da juventude conservadora.

O resultado foi desconforto entre fiéis, que esperavam espiritualidade e receberam militância.

CARACTERÍSTICAS DO PADRE FERDINANDO MARCÍLIO

- Formação religiosa sólida, mas marcada por discursos sociais de forte inclinação política.

- Postura combativa, utilizando o espaço litúrgico para emitir opiniões pessoais.

- Alinhamento ideológico percebido como à esquerda, com críticas a pautas conservadoras.

- Capacidade de mobilização, já que fala diante de milhares de fiéis em um dos maiores santuários do país.

O PROBLEMA DA PARCIALIDADE

Assim como instituições como o Judiciário e a saúde devem prezar pela neutralidade, espera-se que ministros da Igreja mantenham o foco na fé. Quando o púlpito se torna palanque, a confiança dos fiéis é abalada.

A Pastoral Presbiteral é o órgão responsável, incentivada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e ela deveria ser mais crítica nessas circunstâncias e não permitir esses abusos para quem simplesmente deve coordenar a fé popular.

Também ignorância e apoio incondicional à esquerda quando tenta “desarmar” o povo sem considerar que ate mesmo a Constituição Americana orienta ao povo a se defender com dignidade.

Nenhum projeto é criticado enquanto o INSS é saqueado ou o Banco Master destrói economicamente a nação.

O contraste é evidente: não há reação quando líderes políticos de esquerda fazem declarações polêmicas, mas há espaço para críticas abertas contra iniciativas conservadoras.

Essa seletividade mina a credibilidade da instituição e reforça a percepção de parcialidade.

O episódio com o Padre Ferdinando Marcílio é mais um alerta: quando a religião se mistura com política de forma desequilibrada, quem perde é a fé.

O púlpito não é palanque. A missa não é comício. E a neutralidade, tão necessária, não pode ser sacrificada em nome de ideologias.

Jayme Rizolli - Jornalista.

jco

O MUNDO ENDOIDOU, OU SÓ O BRASIL MESMO?

Ex-comunista é pré-candidato à Presidência por partido cristão

O ex-ministro Aldo Rebelo lançou, nesta sexta-feira (31), sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC). O anúncio foi feito durante um evento realizado em São Paulo.

Rebelo iniciou a vida política como militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Ao longo dos anos, construiu uma carreira marcada pela atuação no Congresso e pela passagem por diferentes ministérios.

Ele foi deputado federal por São Paulo entre 1991 e 2015. No período, presidiu a Câmara dos Deputados de 2005 a 2007, quando ganhou projeção nacional.

Nos governos Lula e Dilma Rousseff, ocupou os ministérios do Esporte, da Ciência e Tecnologia e da Defesa. Também atuou como secretário da Casa Civil do governo de São Paulo e, mais recentemente, como secretário de Relações Internacionais da Prefeitura da capital paulista.

Nos últimos anos, Aldo Rebelo se afastou da esquerda e passou a adotar posições mais próximas do centro e da direita. Ele tem defendido pautas ligadas à soberania nacional e feito críticas ao ambientalismo internacional.

O ex-ministro também passou a criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), apontando o que considera interferência do Judiciário em atribuições do Executivo e do Legislativo.

O Democracia Cristã é um partido de centro-direita, fundado em 1995, sucessor do antigo PDC. A legenda ficou conhecida nacionalmente por José Maria Eymael e atualmente é presidida por João Caldas.

pleno.news

RN: PROJETO EÓLICO DE FÁBIO FARIA É COMPRADO POR EMPRESA ASSOCIADA AO BANCO MASTER

Empresa associada ao caso do Banco Master comprou projeto eólico de Fábio Faria no RN

Uma negociação empresarial que envolve o ex-ministro das Comunicações e ex-deputado federal potiguar Fábio Faria e uma empresa vinculada ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, veio à tona nesta semana após uma série de reportagens detalhar a transação de um projeto de energia eólica potiguar por aproximadamente R$ 67,5 milhões.

No centro da controvérsia, está a Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE Ltda., uma sociedade de propósito específico (SPE) criada para desenvolver um parque eólico em área pertencente à família de Faria há três gerações, localizada entre Guamaré e Galinhos, na região da Costa Branca do Rio Grande do Norte.

Em fevereiro de 2024, cerca de um ano depois de deixar o Governo Federal, o ex-ministro negociou a venda de 90% das cotas do empreendimento com a Super Empreendimentos e Participações, empresa que teria sido usada para desviar patrimônio do Banco Master em favor de Daniel Vorcaro.

Pelo contrato, a família de Fábio Faria não é mais administradora do empreendimento de energia eólica, mas receberá pagamentos pela produção de energia, com base no contrato firmado, quando o projeto começar.

Como parte da transação, o pagamento incluiu a entrega de um apartamento de alto padrão em São Paulo, avaliado inicialmente em cerca de R$ 50 milhões na região da Avenida Faria Lima, que Fábio Faria teria posteriormente revendido por R$ 54 milhões.

Apesar do acordo assinado entre as partes — através de um “contrato de cessão de quotas sociais” — o registro formal da alteração societária não foi levado adiante na Junta Comercial do Rio Grande do Norte nem na Receita Federal, e a SPE continuava, dois anos depois, figurando oficialmente apenas no nome de Fábio Faria, com capital social simbólico de R$ 1 mil. Na prática, trata-se do tradicional contrato “de gaveta”, sem a transparência exigida em transações de grande vulto.

Questões de compliance e PEP

Ainda que a legislação não proíba transações entre pessoas politicamente expostas (PEP) e investidores privados — Faria permanece classificado como tal por até cinco anos após deixar o ministério —, especialistas destacam que a operação exige maior rigor de compliance e transparência, conforme normas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Além disso, a Super Empreendimentos e Participações era na época da negociação dirigida por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, que chegou a ser preso e solto em janeiro de 2026 durante a segunda fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que mira esquemas de fraude relacionados ao Banco Master, em novembro de 2025.

Viabilidade técnica duvidosa

O projeto eólico da Fazenda São Pedro tinha previsão inicial de gerar 240 megawatts, com expansão para até mais 132 MW, instalado em terreno de quase 10 mil hectares, entre dois parques eólicos já operantes. Contudo, relatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam que a rede de transmissão na região Nordeste enfrenta sobrecarga, sem capacidade de escoar energia adicional no curto prazo — entrave que já havia afastado outros investidores antes da transação com Vorcaro.

Versões conflitantes

Em nota, Fábio Faria afirmou que a negociação foi conduzida depois de sua saída do cargo público, que não houve interação entre ele e a empresa compradora durante o exercício de suas funções políticas, e que todas as obrigações fiscais e regulatórias foram cumpridas. Ele também ressaltou que o valor do projeto foi atestado por auditoria de mercado.

Por sua vez, a defesa de Vorcaro declarou que a relação com a Super Empreendimentos e Participações é estritamente comercial, tratando-se de compra e venda de ativos e contratos de inquilinato, e que a participação do cunhado no quadro societário é de conhecimento público.

Dois anos após a assinatura do acordo, não há registro de que a empresa ligada a Daniel Vorcaro tenha desenvolvido qualquer atividade concreta no projeto eólico, que permanece sem avanços técnicos ou de construção, conforme apurado pelas reportagens recentes.

O caso Master

O caso vem à tona em meio ao avanço das investigações sobre as fraudes envolvendo o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

O Banco Master passou a ser investigado após levantar grandes volumes de dinheiro por meio de CDBs, com suspeitas de que parte dos ativos apresentados como lastro desses investimentos era inexistente, superavaliada ou sem liquidez real. A partir disso, a Polícia Federal passou a apurar se bens e recursos estariam sendo retirados da estrutura formal do banco e redistribuídos por meio de outras empresas, como forma de ocultar patrimônio e dificultar fiscalizações.

Em depoimento à PF, o diretor do BC Ailton Aquino afirmou que o Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa antes de a liquidação extrajudicial ser decretada.

É nesse contexto que entra o negócio com Fábio Faria. A compra do projeto eólico foi feita por uma dessas empresas ligadas a Vorcaro, usando uma estrutura pouco transparente: contrato não registrado oficialmente, pagamento parcial com imóvel de alto valor e ausência de avanço prático do empreendimento mesmo após dois anos. Isoladamente, a venda não prova irregularidade, mas ela chama atenção por repetir o mesmo padrão investigado no Banco Master — uso de empresas paralelas, ativos de difícil comprovação econômica e negócios fora do balanço principal. Por isso, a operação passou a ser vista como parte do mesmo ambiente empresarial que deu origem às investigações.

No caso do Banco Master, são investigados crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

Agora RN

31/01/2026

ÓDIO DO BEM

Presidente do MBL ameaça Flávio Bolsonaro: “Tem que morrer”

Viralizou nas redes sociais um vídeo onde o presidente do MBL, Renan Santos, pré-candidato à Presidência, faz uma série de ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e diz que ele “tem que morrer”, prometendo “destruí-lo”. A gravação é de dezembro e voltou a circular nesta semana.

Na transmissão ao vivo, Renan Santos acusa o senador de corrupção e traição ao movimento. Ele afirma que a atuação de Flávio teria enfraquecido pautas defendidas pelo MBL e favorecido o Supremo Tribunal Federal.

– Flávio Bolsonaro é um ladrão. Nossa função histórica (do MBL) não é só acabar com a roubalheira e com a esquerda. O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro – disse.

Em outro trecho, o dirigente do MBL amplia as críticas e cita o ex-presidente Jair Bolsonaro.

– Não há Lava Jato. As ruas foram tomadas pelo culto ao bolsonarismo. Tudo foi entregue ao Supremo Tribunal Federal porque o Flávio Bolsonaro é corrupto, ladrão, vendilhão e fraco. O pai dele, outro fraco, para protegê-lo, entregou tudo ao STF – afirmou.

Pessoas próximas ao senador disseram ao jornal O Estado de São Paulo que ele não pretende adotar medidas judiciais. A avaliação é que os ataques buscam gerar visibilidade política. Procurado por meio da assessoria, Flávio Bolsonaro não comentou.

Assista: