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27/03/2026

SE LIGA, 'MERMÃO!'

Uso de maconha na adolescência dobra risco de transtornos psiquiátricos

Universidades da Califórnia e instituições médicas publicaram um estudo na revista JAMA Health Forum sobre o uso de maconha na adolescência. Os dados mostram que o uso de cannabis no último ano da adolescência dobrou o risco de transtornos psicóticos e bipolares.

Além disso, o consumo também aumentou a probabilidade de sintomas de depressão e ansiedade. Jovens que usaram a substância receberam diagnósticos psiquiátricos, em média, entre 1,7 e 2,3 anos depois.

A pesquisa acompanhou mais de 460 mil adolescentes entre 13 e 17 anos até os 26 anos de idade. Os pesquisadores também analisaram registros de consultas pediátricas realizadas entre 2016 e 2023.
Riscos do uso da maconha

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, do grupo Kaiser Permanente e do Instituto de Saúde Pública de Oakland conduziram o trabalho. O desenho longitudinal do estudo reforça a exposição à cannabis como fator de risco para doenças mentais. Diferente de outras pesquisas, esta análise utilizou a triagem universal em consultas de rotina, sem focar apenas no uso intenso.

“À medida que a cannabis se torna mais potente e é comercializada de forma mais agressiva, este estudo mostra que seu uso em adolescentes está associado a um risco duas vezes maior de transtornos psicóticos e bipolares, duas das condições de saúde mental mais graves”, alerta Lynn Silver, coautora do estudo.

A autora principal, Kelly Young-Wolff, também reforça o impacto dos dados. “Mesmo levando em consideração condições de saúde mental preexistentes e o uso de outras substâncias, os adolescentes que relataram o uso de cannabis apresentaram um risco substancialmente maior de desenvolver transtornos psiquiátricos”, diz.

A cannabis é a droga ilegal mais consumida por adolescentes nos Estados Unidos. O estudo “Monitorando o Futuro” indica que o consumo sobe de 8% na 8ª série para 26% na 12ª série.


No Brasil, a maconha também é a droga ilegal mais utilizada, de acordo com o Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III).O percentual de brasileiros que relataram consumo em 2025 subiu de 2,8% para 6% na comparação entre as duas edições do levantamento.

revistaoeste

21/03/2026

CUIDADO COM DOR NO JOELHO, PODE SER MAIS COMPLICADO DO QUE VOCÊ POSSA IMAGINAR

Dor no joelho pode parecer comum, mas exige diagnóstico preciso quando se torna crônica

Dor no joelho é um problema que parece comum, mas exige precisão diagnóstica e olhar individualizado quando passa de desconforto para um incômodo crônico. Essa dor é capaz de transformar em desafio movimentos simples como subir escadas, levantar da cadeira, e fazer caminhadas curtas. Esse tipo de queixa costuma ter múltiplas causas e, muitas vezes, vai além da própria articulação. Entender a origem do problema é essencial para garantir um tratamento adequado e evitar que o desconforto se torne permanente.

O joelho é uma região complexa do corpo humano, responsável por suportar grande parte do peso durante atividades do dia-a-dia. Diferentes estruturas podem ser afetadas, porque esse conjunto de articulações está no meio de uma cadeia mecânica entre o quadril e o pé, recebendo uma grande carga compressiva, muitas vezes associada a movimentos rotacionais. Segundo o fisioterapeuta Jorge Ivan Nogueira, por isso nem sempre a origem da dor está exatamente no joelho.

O diagnóstico pode ser consequência de algo que antecede o surgimento da dor. “Problemas no pé podem gerar dor no joelho, assim como o quadril e a coluna lombar. Uma avaliação que considere o paciente de forma global é essencial”, afirma. Entre os diagnósticos mais comuns estão artrose, condromalácia patelar, síndrome patelofemoral, tendinopatias e lesões de menisco.

O estilo de vida também possui sua influência na aparecimento (ou não) de dor no joelho. O sedentarismo e a inatividade são são fatores importantes nesse processo. “Pessoas que ficam muito tempo sentadas têm uma probabilidade muito maior de ter problema no joelho. Por isso pessoas que praticam atividade física com regularidade vão ter menos problema do que os sedentários”, explica.

O perfil do paciente com dor de joelho varia conforme a origem do problema. “Pessoas sedentárias podem ter muito mais problemas em nível de cartilagem, consequentemente uma artrose, do que aqueles que se movimentam mais, que fazem algum tipo de atividade física. Quando o sistema muscular esquelético não recebe carga e sobrecarga necessárias, seus tecidos ficam fracos”, explica.

Mas há também o outro lado da moeda. Pessoas que praticam atividades físicas também podem apresentar dor relacionada a traumas ou movimentos de maior estresse na articulação. “Praticantes de algum esporte de alto impacto também podem ter problemas no joelho. A sobrecarga pode ser por impacto, frequencia e uso excessivo da articulação”, explica.

O fisioterapeuta ressalta que isso não significa que qualquer praticante mais dedicado de esportes de alto impacto terá problemas de joelho. “Não podemos afirmar que corredores ou ciclistas, por exemplo, terão problemas nas articulações por causa do que fazem. Mas o fato de ser um atleta de alto rendimento aumenta sim a probabilidade”, afirma.

Para saber diferenciar a origem da dor – de uma sobrecarga ou de uma lesão mais grave – é preciso ouvir a história do paciente. “Se o paciente traz uma história em que a dor no joelho começou após um trauma, aí estamos falando de uma causa traumática. Por exemplo, ele torceu o joelho jogando beach tênis ou futebol”, diz. E tem os casos ‘atraumáticos’, que estão na maioria das vezes relacionados a pessoas sedentárias e sua inatividade. “E nessas situações é muito comum dizer que a coluna lombar tem uma influência forte para gerar dor”, ressalta.

Reconhecer os sinais de alerta é importante. Para o fisioterapeuta, a própria dor já é um indicativo de que algo merece atenção. “Quando ela vem acompanhada de limitação de movimento ou dificuldade para realizar tarefas simples, é fundamental procurar um fisioterapeuta ou médico especialista”, orienta. Nesse contexto, a fisioterapia desempenha um papel importante tanto no tratamento quanto na prevenção dos problemas no joelho.

Jorge Ivan afirma que educar o paciente sobre sua dor é um dos principais procedimentos da fisioterapia para começar o tratamento. “Com relação ao restante do tratamento, vai depender do diagnóstico. Mas hoje a gente preconiza mudanças de hábitos e autotratamento seguindo a orientação do profissional fisioterapeuta, basicamente com exercícios específicos”, diz.

A melhor prevenção é se manter ativo, segundo o fisioterapeuta. “Manter-se em movimento. Fazer uma atividade física, seja ela qual for, musculação, pilates, crossfit, qualquer outro tipo de atividade física que prepare o seu corpo”, explica. Isto para os sedentários.

Os adeptos dos exercícios físicos também precisam atentar para certos detalhes. “A pessoa gosta de vôlei, de futebol, tem rotina de academia e tudo mais, porém ela também precisa preparar o seu corpo para isso ou seja, fazer um bom trabalho de condicionamento físico para poder suportar o que o seu esporte impõe. Então para isso, deve manter a musculatura fortalecida, flexível, ter movimento nas articulações, isso é o mais importante”, ensina.

“Quanto menos tempo sentado ou parado, melhor. A prática de atividade física ajuda a manter o equilíbrio muscular e contribui para a saúde das cartilagens”, explica Jorge Ivan.

TN

ALERTA: VÍRUS DA GRIPE ESTÁ EM ALTA EM VÁRIAS REGIÕES DO PAÍS

Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país

O novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (20), acende um alerta para o avanço da circulação do vírus Influenza A em território nacional. O aumento do vírus tem impulsionado os índices de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em estados de quase todas as regiões do país.

De acordo com os dados, a alta é expressiva no Mato Grosso e na maioria dos estados do Nordeste, com exceção do Piauí. Na região Norte, o cenário de crescimento atinge Amapá, Pará e Rondônia, enquanto no Sudeste, os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo apresentam indicadores em ascensão.

Prevalência de vírus e índices de mortalidade

Desde o início de 2026, o cenário epidemiológico de SRAG no Brasil revela que o Rinovírus é o principal agente causador de casos positivos, seguido pela Influenza A e pelo Sars-CoV-2.

Confira a distribuição dos casos positivos por vírus:
Rinovírus: 41,9%

  • Influenza A: 21,8%
  • Sars-CoV-2 (Covid-19): 14,7%
  • VSR (Vírus Sincicial Respiratório): 13,4%
  • Influenza B: 1,5%
No que diz respeito aos óbitos, o Sars-CoV-2 ainda lidera as estatísticas anuais com 37,3%, seguido pela Influenza A, com 28,6%. Entretanto, um dado alarmante das últimas quatro semanas epidemiológicas mostra um empate técnico na prevalência de mortes: tanto a Influenza A quanto o Sars-CoV-2 registraram 30,8% dos óbitos positivos no período.

Estratégias de vacinação e prevenção

Diante do cenário, a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella reforça que o Ministério da Saúde estabeleceu três estratégias nacionais para 2026, visando ampliar a cobertura vacinal e reduzir as internações por doenças que podem ser prevenidas.

A campanha de vacinação contra a influenza para os grupos prioritários nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste está programada para ocorrer entre 28 de março e 30 de maio. O "Dia D" de mobilização nacional será realizado no próximo sábado.

"A principal forma de prevenção contra os casos graves e óbitos é a vacina", destaca Tatiana Portella. A pesquisadora lembra ainda que já está disponível a vacinação contra o VSR para gestantes, ferramenta crucial para a proteção dos recém-nascidos.

Agência Brasil

14/03/2026

ALERTA: PRIMEIRO CASO DE MPOX EM NATAL É CONFIRMADO

Natal confirma primeiro caso de mpox em 2026 e reforça orientações de prevenção

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal confirmou, nesta sexta-feira (13), o primeiro caso de mpox registrado na capital potiguar em 2026. A informação foi divulgada pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) do município, que também reforçou as orientações de prevenção e monitoramento da doença.

O paciente é um homem de 44 anos, residente em Natal, que procurou atendimento em serviços de saúde da capital. O caso foi confirmado no dia 20 de fevereiro por meio de diagnóstico laboratorial. Segundo a secretaria, ele cumpriu isolamento domiciliar por 15 dias, conforme o protocolo sanitário, respondeu bem ao tratamento e evoluiu para cura, sem apresentar novos sintomas.

De acordo com a vigilância epidemiológica, o município registrou quatro notificações da doença em 2026 até o momento: um caso confirmado, dois suspeitos e um descartado.

A chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da SMS, Lorena de Souza Araújo, afirmou que o registro está dentro do padrão observado nos últimos anos e não representa um cenário fora da normalidade. “Nos últimos anos, desde o surgimento da doença, temos notificações de casos na capital, principalmente neste período pós-férias e carnaval. Mas esse caso notificado segue dentro da normalidade”, disse.

A mpox é causada pelo vírus mpox (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e da família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral cuja transmissão pode ocorrer por contato próximo com pessoa infectada, animais contaminados ou materiais corporais que contenham o vírus.

A maioria dos casos apresenta sintomas leves ou moderados. Entre os sinais estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, fraqueza e aumento dos linfonodos (ínguas). Também podem surgir erupções cutâneas ou lesões de pele, como bolhas ou feridas que evoluem para crostas.

A orientação da SMS é que pessoas com sintomas procurem atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais, como testes moleculares ou sequenciamento genético solicitados por profissionais de saúde.

Em casos suspeitos ou confirmados, a recomendação é permanecer em isolamento durante o período de transmissão e evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, roupas e utensílios.

O município também disponibiliza vacinação para públicos prioritários, entre eles pessoas maiores de 18 anos que vivem com HIV/Aids e profissionais de saúde que atuam diretamente no manejo do vírus.

Em Natal, o primeiro caso de mpox foi identificado em junho de 2022. Desde então até o fim de 2025, o município registrou 100 casos confirmados e 176 descartados, sem registro de óbitos relacionados à doença.

A SMS informou que segue monitorando os casos e adotando medidas de vigilância e controle conforme os protocolos do Ministério da Saúde.

TN

01/03/2026

ESTUDO MOSTRA QUE DEPRESSÃO E ANSIEDADE AUMENTAM RISCO DE INFARTO E AVC

Depressão e ansiedade aumentam risco de infarto e AVC, mostra estudo

A associação entre transtornos mentais como depressão e ansiedade com o aumento do risco de doenças cardiovasculares já é bem estabelecida na ciência. Um novo estudo, porém, reforça que esse impacto vai além do estilo de vida e envolve mecanismos biológicos diretamente capazes de comprometer o coração. Os resultados foram publicados em dezembro na revista Circulation: Cardiovascular Imaging.

A pesquisa analisou dados de mais de 85 mil participantes do Mass General Brigham Biobank, que foram acompanhados por um pouco mais de três anos. Nesse intervalo, cerca de 3,6% dos voluntários apresentaram eventos cardiovasculares adversos como infarto e acidade vascular cerebral (AVC).

E observou-se que pessoas com depressão tinham um risco significativamente maior dessas ocorrências, sobretudo quando o quadro também era acompanhado de ansiedade. Isso indica que esses pacientes formam um grupo de maior vulnerabilidade e devem ser acompanhados com mais atenção.

“Ao identificar múltiplas comorbidades psiquiátricas, a atenção à saúde cardiovascular deve ser redobrada, com possível encaminhamento para avaliação cardiológica e reforço das mudanças no estilo de vida”, orienta o psiquiatra Elton Kanomata, do Einstein Hospital Israelita.

Sabe-se que depressão e ansiedade são fatores de risco para doenças cardiovasculares, assim como obesidade, sedentarismo e estresse.

“Elas podem provocar alterações hormonais, processos pró-inflamatórios e desequilíbrios no sistema de resposta ao estresse, além de favorecer hábitos como redução de atividade física e aumento de consumo de alimentos pouco saudáveis, o que aumenta a suscetibilidade a eventos cardíacos”, explica Kanomata.

Mecanismos biológicos

A pesquisa investigou possíveis mecanismos biológicos envolvidos nessa associação. Parte dos voluntários passou por exames de tomografia por emissão de pósitrons e tomografia computadorizada (PET/TC) para avaliar a atividade cerebral relacionada ao estresse.

A tomografia por emissão de pósitrons permite identificar áreas com maior consumo de glicose, sinalizando maior atividade metabólica, o que pode indicar aumento de atividade neural, inflamação ou presença de tumores.

Já a tomografia computadorizada fornece imagens anatômicas detalhadas, permitindo localizar com precisão as regiões de interesse identificadas pelo PET.

“No caso deste estudo, foram realizados esses exames para estudar o funcionamento do cérebro em situações de estresse. Contudo, na prática clínica, são exames caros, demorados e que envolvem riscos. Não são realizados na rotina”, observa o psiquiatra.

Os achados mostraram que indivíduos com depressão ou ansiedade apresentavam maior atividade da amígdala cerebral, uma estrutura envolvida no processamento do medo e do estresse.

Quando hiperativada, a amígdala pode estimular de forma persistente o sistema nervoso autônomo, elevando a liberação de hormônios do estresse e mantendo o organismo em estado de alerta.

“Essa ativação prolongada pode, ao longo do tempo, afetar o funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos”, diz o médico do Einstein.

Além disso, os pesquisadores observaram menor variabilidade da frequência cardíaca nesses indivíduos, um indicador de que o coração está menos capaz de se adaptar às demandas do organismo, pois está mais sob demanda do sistema nervoso simpático, que prepara o corpo para situações de alerta.

“Isso é associado a maior risco cardiovascular, pois reflete menor adaptação ao estresse e pior regulação do sistema cardíaco”, explica Elton Kanomata.

Outro achado relevante foi o aumento da proteína c-reativa (PCR), um marcador de inflamação no sangue. Em níveis elevados, a substância indica a presença de processo inflamatório ativo, condição associada a maior risco de infarto e AVC.

Segundo Kanomata, a elevação da PCR em pessoas com depressão ou ansiedade sugere que esses transtornos podem desencadear um estado de inflamação sistêmica no organismo.

Embora esses mecanismos já fossem estudados, a pesquisa revela como eles se interligam. Para os autores, tratar precocemente a ansiedade e a depressão pode funcionar como uma estratégia de prevenção.

“Atuar nos fatores de risco antes do adoecimento pode prevenir eventos cardiovasculares e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida desse paciente”, conclui o psiquiatra.

Band

28/02/2026

A SAÚDE NO RN SE NÃO FOR PELO AMOR VAI PELA DOR

Justiça manda bloquear R$ 3,7 milhões do governo do RN e da prefeitura de Natal para garantir cirurgias em adolescentes

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou o bloqueio de R$ 3,7 milhões nas contas do governo do RN e da prefeitura de Natal para o custeio de 27 cirurgias de correção de escoliose em crianças e adolescentes de até 14 anos.

A sentença foi proferida pela 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal atendendo a ação movida pelo Ministério Público do RN.

A decisão estabelece que o Estado arque com 60% do montante, enquanto o Município deve responder pelos 40% restantes.

A Inter TV procurou as secretarias municipal e estadual de Saúde, mas não havia recebido respostas até a atualização mais recente desta reportagem.

O bloqueio foi efetuado diante do descumprimento de prazos anteriores para a realização dos procedimentos na rede pública, de acordo com a decisão.

De acordo com o Ministério Público do RN, a medida judicial visa atender pacientes que aguardam na fila de espera, que podem ter agravamento irreverssível do quadro clínico devido ao crescimento ósseo, comprometendo funções respiratórias e cardíacas.

"Convém reforçar que esse tratamento já havia sido assegurado anteriormente por via judicial. Alguns dos adolescentes tinham 13 anos quando foi proferida a decisão original e hoje completaram 14 anos aguardando o procedimento", informou o MP.

A decisão ainda reforça que deve ser aplicado o princípio da prioridade absoluta (art. 227 da Constituição Federal), que impõe que crianças e adolescentes até 14 anos recebam tratamento prioritário.

"Não se justifica a distinção etária entre pacientes de 13 e 14 anos, quando ambos se encontram em fase de crescimento e desenvolvimento, o que torna urgente a correção cirúrgica", citou o MP.

Internações imediatas

Segundo os autos, o Hospital do Coração de Natal foi autorizado a já iniciar as internações e avaliações pré-operatórias, com o custo unitário por procedimento fixado em R$ 139.480.

O magistrado autorizou o levantamento imediato também de 40% do valor total para a aquisição de materiais e início dos trabalhos, condicionado à apresentação de um plano de trabalho detalhado.

O cronograma de execução deve ser apresentado pelo hospital em 15 dias, incluindo a ordem de prioridade baseada em critérios clínicos e etários.

A liberação dos 60% restantes do valor bloqueado ocorrerá de forma progressiva, mediante a comprovação da efetiva realização das cirurgias e apresentação de relatórios mensais de execução.

g1

NO BRASIL O RN É VICE-CAMPEÃO EM OBESIDADE ADULTA

Rio Grande do Norte é segundo estado do Brasil com mais adultos obesos, diz Ministério da Saúde

O Rio Grande do Norte é o segundo estado do país com maior proporção de adultos obesos, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde, com base em atendimentos realizados em 2025. O RN fica atrás apenas do Rio Grande do Sul no ranking nacional.

O levantamento aponta que 42% dos potiguares adultos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) apresentavam algum grau de obesidade, enquanto a média nacional é de 31%.

Além disso, quase 60% da população adulta do Rio Grande do Norte está acima do peso, condição que eleva o risco de diabetes e outras doenças.

O Ministério da Saúde reconhece a obesidade como um problema de saúde pública e orienta que, diante do atual quadro epidemiológico do país, sejam prioritárias as ações de promoção da alimentação adequada e saudável, de prevenção da obesidade e intervenções para a construção de ambientes alimentares saudáveis.

Do ponto de vista conceitual, tanto o sobrepeso quanto a obesidade se referem ao acúmulo excessivo de gordura corporal. A obesidade é apontada como fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer.

Obesidade

O corpo humano funciona como um sistema em que cada parte exerce uma função. Isso envolve características como quantidade de água no corpo, massa magra, peso e percentual de gordura. Quando o percentual de gordura está dentro de parâmetros adequados, é considerado positivo para a saúde. Quando ultrapassa esses limites, há risco para o organismo.

Além dos impactos físicos, o problema pode gerar estereótipos e discriminação, afetando aspectos sociais e psicológicos dos indivíduos.

A prevalência da obesidade também tem aumentado entre crianças e adolescentes nas últimas quatro décadas. No Brasil, o excesso de peso, que inclui sobrepeso e obesidade, tem crescido em todas as faixas etárias, configurando um cenário classificado como problema de saúde pública no país e no mundo.

Agora RN

26/02/2026

MARAVILHA: 'OAB DA MEDICINA' EXTERMINA O DR. 'SONRISAL'

Senado aprova criação da “OAB da Medicina” e exame pode se tornar obrigatório para exercício da profissão

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta quarta-feira 25, o projeto que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), apelidado de “OAB da Medicina”. A proposta prevê a obrigatoriedade de aprovação na prova para que médicos possam exercer a profissão no Brasil.

O texto, que corresponde ao PL 2.294/2022, já havia passado por uma primeira votação em 2025 e tramita em caráter terminativo na comissão. Com isso, pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, sem necessidade de apreciação em plenário — a menos que senadores apresentem recurso para levar o tema ao debate geral.

A iniciativa ganhou impulso após a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), cerca de 30% dos mais de 300 cursos avaliados foram reprovados, recebendo notas 1 ou 2 em uma escala que vai até 5. Essas graduações poderão sofrer penalidades.

O Profimed deverá ser aplicado semestralmente, com o objetivo de aferir competências técnicas e éticas dos formandos em medicina. A proposta estabelece que a prova será coordenada, regulamentada e aplicada pelo Conselho Federal de Medicina, ponto que enfrenta resistência de parte da base governista, que defende a atribuição ao MEC.

Durante a sessão, foram rejeitadas alterações ao relatório apresentado pelo senador Hiran Gonçalves (PP-RR). Ele sustenta que o CFM tem atribuição legal para fiscalizar o exercício profissional, seguindo modelo semelhante ao adotado pela Ordem dos Advogados do Brasil, responsável pelo exame da advocacia.

O projeto também prevê a criação de uma comissão de apoio formada por representantes do MEC e do Ministério da Saúde para acompanhar a implementação da prova. Além disso, estabelece diretrizes para ampliação de vagas em residência médica, com o objetivo de incentivar a especialização dos recém-formados.

25/02/2026

TESTES EM HUMANOS COM VACINAS CONTRA CRACK E COCAÍNA

Vacina contra crack e cocaína iniciará testes em humanos

Uma vacina contra a dependência em crack e cocaína, desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está prestes a ser testada em seres humanos. A Calixcoca promete impedir a sensação de euforia causada pelas drogas e evitar o ciclo da compulsão no cérebro.

O Governo de Minas Gerais destinou pouco mais de R$ 18 milhões para esta etapa de desenvolvimento do projeto. O Ministério da Educação confirmou que o tratamento, patenteado internacionalmente, está em fase final de documentação para o início dos testes em humanos.

A aplicação do imunizante em camundongos apresentou resultados seguros e eficazes na criação de anticorpos. A previsão dos desenvolvedores é que a vacina esteja disponível pelo SUS em até quatro anos, após a aprovação da Anvisa.

22/02/2026

DINHEIRO DO POVO JOGADO NO LIXO E NINGUÉM É PUNIDO

Saúde descarta R$ 108 milhões em vacinas e medicamentos; parte ainda estava dentro da validade

O Ministério da Saúde incinerou mais de R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos ao longo de 2025. Desse total, 17,1% — cerca de R$ 18,5 milhões — ainda estavam dentro do prazo de validade no momento do descarte, segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação.

As informações são da coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles. Entre os itens inutilizados estão medicamentos de alto custo, como anticorpos monoclonais usados no tratamento de câncer, além de vacinas contra a dengue e insumos adquiridos por decisão judicial. Há casos de produtos com validade até 2050 que também acabaram incinerados. Apesar da redução em relação aos anos anteriores, o volume segue acima do período pré-pandemia.

Nos três primeiros anos do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o montante descartado já chega a R$ 2 bilhões — valor mais de três vezes superior ao registrado em todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando foram incinerados R$ 601,5 milhões. O pico ocorreu em 2023, com R$ 1,3 bilhão em perdas.

Após auditoria, a Controladoria-Geral da União apontou falhas na gestão de estoques e recomendou medidas para melhorar controle, logística e monitoramento. O ministério afirma que as recomendações já foram cumpridas ou estão em fase final de execução e nega desperdício, alegando ressarcimento em casos de não conformidade técnica.

Segundo a pasta, a taxa de incineração em 2025 correspondeu a 1,48% do estoque total, com meta de redução para 1% em 2026. O governo atribui os descartes a fatores como judicialização, mudanças em protocolos médicos, variações epidemiológicas e exigências sanitárias que impedem o reaproveitamento de medicamentos devolvidos.

UFA: ATÉ QUE ENFIM ESTÃO APRENDENDO USAR PRESERVATIVO

RN registra queda nos casos de gravidez na adolescência em 2025

O Rio Grande do Norte registrou queda nos índices de gravidez na adolescência entre janeiro e agosto de 2025 no comparativo com o mesmo recorte de 2024. Os dados são da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base nas informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Eles apontam que, dentro do período analisado no ano passado, foram 2.555 nascidos vivos de adolescentes com idades entre 15 e 19 anos, o que representa uma queda de 4,5% no comparativo com o acumulado dos meses de janeiro a agosto de 2024, com 2.676 nascidos vivos de mães nessa faixa etária.

As informações sobre todo o ano de 2025 ainda não foram disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Para a pediatra Mariana Grigoletto, mesmo com a redução no recorte, os números seguem altos. Ela chama atenção para o fato de que uma gestação na adolescência está relacionada a um maior risco de mortalidade materna, além de chances mais elevadas de anomalias congênitas, complicações no parto, asfixia e paralisia cerebral. Segundo a especialista, a gravidez nessa fase da vida também está relacionada a uma maior incidência de intercorrências clínicas, como aborto, diabetes gestacional, parto prematuro e depressão pós-parto.

“Além dos impactos à saúde, a gravidez na adolescência pode comprometer a trajetória educacional das jovens, favorecendo a interrupção dos estudos e dificultando a inserção no mercado de trabalho, com reflexos diretos nas condições sociais e econômicas dessas famílias”, destaca a médica, que é membro da ONA, uma entidade não governamental responsável pelo desenvolvimento e gestão de padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde.

Outros fatores frequentemente associados à gravidez precoce incluem a ausência ou interrupção da amamentação, a falta de corresponsabilização do pai biológico ou parceiro, a escassez de rede de apoio, o uso de álcool e outras drogas, situações de violência intrafamiliar e, em alguns casos, a rejeição por parte da própria família. A ginecologista Maria da Guia de Medeiros Garcia avalia que a gravidez na adolescência representa um desafio para a saúde pública, sendo mais comum no contexto de baixa escolaridade, vulnerabilidade socioeconômica, início de vida sexual precoce, além da falta de uso de contraceptivos associada à história familiar de gestação precoce.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

CONFIRMADOS 55 CASOS DE MPOX NO BRASIL (VARÍOLA DOS MACACOS) - CUIDADO PARA NÃO SER O CASO 56

Ministério da Saúde confirma 55 casos de Mpox no Brasil

O Brasil contabilizou 55 diagnósticos de mpox em 2026, conforme balanço divulgado pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), vinculado ao Ministério da Saúde.

Segundo o órgão, a maior parte dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados, sem sinais de aumento significativo de casos graves. 

A rede de vigilância epidemiológica mantém o monitoramento ativo para detectar rapidamente novos registros e conter possíveis cadeias de transmissão.

O panorama contrasta com o observado em 2025, quando foram confirmados 1.056 casos no país. 

Naquele ano, a maior incidência ocorreu entre homens, principalmente na faixa etária de 30 a 39 anos.

Ainda em 2025, houve dois óbitos associados à doença, de acordo com informações oficiais. 

Embora o total registrado em 2026 seja inferior ao do ano anterior, as autoridades reforçam que o vírus segue em circulação e demanda atenção constante.

O QUE É A MPOX

A mpox, também conhecida como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato físico próximo e direto, incluindo relações sexuais.

Também pode acontecer de forma indireta, por meio do contato com materiais contaminados, pela inalação de partículas respiratórias infecciosas (em casos limitados) e da mãe para o filho.

Os principais sintomas são erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. Os sinais geralmente duram de duas a quatro semanas.

O recomendado é, ao apresentar os sintomas, buscar ajuda médica. No Brasil, a vacinação contra mpox foi iniciada em 2023, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso provisório de um imunizante conhecido como Jynneos ou Imvanex, produzido pela farmacêutica Bavarian Nordic. Ele deve ser aplicado em duas doses, com um intervalo de quatro semanas entre elas.

20/02/2026

ALERTA: EM CADA DEZ MORTES POR CÂNCER NO BRASIL QUATRO PODEM SER EVITADAS

Quatro em cada dez mortes por câncer no Brasil são evitáveis

Um estudo internacional sobre mortes por câncer no mundo estima que 43,2% dos óbitos provocados pela doença no Brasil poderiam ser evitados com medidas de prevenção, diagnóstico precoce e melhor acesso ao tratamento.

A pesquisa estima que, dos casos de câncer diagnosticados no país em 2022, cerca de 253,2 mil devem resultar em morte até cinco anos após a detecção. Dessas, 109,4 mil poderiam ser evitadas.

O estudo Mortes evitáveis por meio da prevenção primária, detecção precoce e tratamento curativo do câncer no mundo faz parte da edição de março da revista científica The Lancet, uma das publicações médicas mais conceituadas internacionalmente. O artigo está disponível na internet.

O trabalho é assinado por 12 autores, oito deles vinculados à Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e sediada em Lyon, na França.

Os pesquisadores dividem as quase 110 mil mortes por câncer evitáveis no Brasil em dois grupos: 65,2 mil são preveníveis, ou seja, a doença poderia nem ter ocorrido, e as outras 44,2 mil são classificadas como evitáveis por diagnóstico precoce e acesso adequado a tratamento.

Mundo

O levantamento apresenta um olhar global sobre mortes por câncer. O estudo apurou informações sobre 35 tipos de câncer em 185 países.

Em termos mundiais, o percentual de óbitos evitáveis é de 47,6%. Isso representa que, dos 9,4 milhões de mortes causadas pela doença, quase 4,5 milhões poderiam não ter acontecido.

O grupo de pesquisa detalha que, do total de mortes, uma em cada três (33,2%) é prevenível, e 14,4% poderiam não acontecer caso houvesse diagnóstico precoce e acesso a tratamento.

Ao estimar quantas mortes poderiam ser evitadas por medidas de prevenção, os pesquisadores apontam cinco fatores de risco:

  • tabaco;
  • consumo de álcool;
  • excesso de peso;
  • exposição à radiação ultravioleta;
  • e infecções (causadas por vírus como o do HPV e o da hepatite e pela bactéria Helicobacter pylori).
Disparidades

Ao comparar países, regiões geográficas e nível de desenvolvimento, o estudo identifica disparidades ao redor do mundo.

Os países do norte da Europa apresentam percentual de mortes evitáveis bem próximo de 30%. O mais bem posicionado é a Suécia (28,1%), seguido por Noruega (29,9%) e Finlândia (32%). Isso significa que, de cada dez mortes, apenas três poderiam ser evitadas.

Já no outro extremo, as dez maiores proporções de mortes evitáveis estão em países africanos. A pior situação é em Serra Leoa (72,8%). Em seguida, figuram Gâmbia (70%) e Malaui (69,6%).

Nesses países, sete em cada dez mortes poderiam ser evitadas com mais prevenção, melhor diagnóstico e acesso a tratamento.

Menores índices de mortes evitáveis:

  • Austrália e Nova Zelândia: 35,5%;
  • Norte da Europa: 37,4%;
  • América do Norte: 38,2%.

Maiores proporções:

  • África Oriental: 62%;
  • África Ocidental: 62%;
  • África Central: 60,7%.
A América do Sul tem 43,8% de mortes por câncer evitáveis, indicador bem parecido com o do Brasil.

IDH

As desigualdades também aparecem quando os países são agrupados por Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador da Organização das Nações Unidas (ONU) que leva em consideração os níveis de saúde, educação e renda.

Nos países de baixo IDH, que significa pior qualidade de vida, seis em cada dez (60,8%) mortes por câncer poderiam ter sido evitadas. Em seguida, situam-se os grupos de IDH alto (57,7%), médio (49,6%) e muito alto (40,5%). O Brasil é considerado um país de IDH alto.

A pesquisa revela que no grupo de países com baixo e médio IDH, o câncer de colo de útero é o primeiro na lista de mortes evitáveis. Já nos grupos de IDH alto e muito alto, esse tipo de câncer sequer aparece entre os cinco principais tipos da doença em número de mortes evitáveis.

Outra forma de enxergar a disparidade entre os países é a diferença entre as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero. Em países com IDH muito alto, a proporção é de 3,3 de vítimas da doença a cada 100 mil mulheres. Já nos de IDH baixo, essa relação sobe para 16,3 por 100 mil.

Tipos de câncer

O estudo publicado na The Lancet estima que 59,1% das mortes evitáveis são relacionadas aos cânceres de pulmão, fígado, estômago, colorretal e colo do útero.

Quando se observa apenas os casos de câncer que poderiam ser evitados por medidas preventivas, o maior causador do óbito é o câncer de pulmão. Foram 1,1 milhão de mortes, correspondendo a 34,6% de todas as mortes preveníveis por câncer.

Já o câncer de mama nas mulheres foi o que teve mais mortes tratáveis, ou seja, pessoas que poderiam sobreviver recebendo diagnóstico no tempo certo e acesso a tratamento adequado. Foram 200 mil, o que representa 14,8% de todas as mortes em casos tratáveis.

Combate

Os pesquisadores apontam caminhos para diminuir o número de mortes evitáveis. Um deles é a realização de campanhas e ações que diminuam a incidência do tabagismo e do consumo de álcool, além de aumento de preço desses produtos, como forma de desestimular o consumo.

O estudo direciona atenção também ao excesso de peso. “O crescente número de pessoas com excesso de peso representa desafios consideráveis para a saúde global”, apontam os autores.

Eles sugerem iniciativas como intervenções “que regulam a publicidade, a rotulagem e [majoração] de impostos sobre alimentos e bebidas não saudáveis”.

Os pesquisadores enfatizam a importância da prevenção a infecções que são associadas ao câncer, como o HPV, que é prevenível por vacinação.

Os autores apontam ainda a necessidade de focar em metas relacionadas à detecção do câncer de mama.

“Alcançar as metas da OMS de que pelo menos 60% dos cânceres de mama sejam diagnosticados nos estágios um ou dois [escala que vai até zero a cinco] e que mais de 80% dos pacientes recebam diagnóstico dentro de 60 dias após a primeira consulta”.

“São necessários esforços globais para adaptar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer a fim de enfrentar as desigualdades nas mortes evitáveis, especialmente em países com baixo e médio IDH”, conclui o estudo.

Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) fazem campanhas regulares de prevenção e diagnóstico precoce.

SAÚDE: ALERTA PARA OS 'PUXADORES DE FERRO' DAS ACADEMIAS

Ex-atleta precisou de hemodiálise e de transplante após consumo excessivo de proteína

A busca por mais músculo levou o ex-atleta Tiago Guzoni, de 30 anos, a enfrentar graves problemas renais em decorrência de uma dieta hiperproteica que ele acreditava ser segura.

Alto e com dificuldade para ganhar massa, Guzoni escolheu aumentar o consumo de proteína na comida para evitar recorrer a anabolizantes. A estratégia parecia inofensiva, mas acabou transformando a vida dele. A história foi mostrada pelo Fantástico.

Durante dois anos, Tiago organizou a rotina alimentar em torno de grandes quantidades de proteína. Quando não conseguia atingir os “macros” do dia, apostava em hipercalóricos, shakes proteicos e porções generosas de frango, carne e peixe. Ele acreditava que precisa combinar treinos intensos com muita proteína para alcançar o físico desejado.

"O primeiro sintoma foi exatamente na academia, quando eu estava treinando. E já fazia mais de um mês que eu vinha sentindo umas fortes dores de cabeça. Eu achava que era enxaqueca", revela Tiago.

Só quando o incômodo começou a atrapalhar o dia a dia que ele decidiu procurar um médico.

Na primeira consulta, o diagnóstico parecia simples: pressão alta, possivelmente causada por colesterol elevado.

Tiago recebeu medicamentos e voltou para casa. A pressão melhorou, mas o alívio durou pouco. Um ano depois, os sintomas retornaram — mais intensos — e acendeu um alerta.

Proteína em excesso acelerou a falha do rim

Na nova investigação, um endocrinologista pediu uma bateria completa de exames. Dessa vez, o resultado revelou o que havia passado despercebido: o rim de Tiago estava funcionando pela metade.

"E foi esse endócrino que falou que o meu rim já estava com problema e já estava com 50% de funcionamento", aponta o ex-atleta.

A doença evoluiu silenciosamente, como é comum em quadros renais, e só depois se tornou evidente.

Com o diagnóstico correto, veio a notícia mais dura: Tiago precisaria iniciar hemodiálise. Ele passou oito meses em tratamento com a máquina que fazia o trabalho que seus rins já não conseguiam executar. A rotina exigiu disciplina, cansaço constante e reestruturação completa dos hábitos.

"Se a gente tivesse identificado essas alterações e iniciado um tratamento precoce, o Tiago era um paciente que poderia não ter evoluído com a doença renal de forma tão acelerada", revela a nefrologista Fernanda Badiani.

A causa do problema não se limita à proteína em si, mas à combinação entre consumo excessivo e um rim que já apresentava alterações não diagnosticadas.

Em 2024, Tiago recebeu a chance de recomeçar: passou por um transplante de rim e iniciou o processo de recuperação. O retorno à rotina foi lento. Primeiro, um mês em casa, sem dirigir, treinar ou trabalhar. Depois, a retomada gradual das atividades, sempre com controle rigoroso da alimentação.

Hoje, ele mantém acompanhamento com uma nutricionista especializada em doenças renais. A dieta inclui proteínas em quantidades adequadas ao peso e à composição corporal dele — não mais em excesso.

Tiago pode comer o que tem vontade, mas com cuidado

Ele voltou a comer de tudo, mas com equilíbrio, priorizando legumes, verduras e fontes de proteína bem distribuídas ao longo do dia.

"Nessa refeição, caso você sinta mais fome, você pode sim ir lá e colocar algumas coisinhas diferentes, não tem problema, porque o mais importante da alimentação como um todo é aquilo que você faz todos os dias", indicou Renata Rodrigues, nutricionista renal.

A experiência dura foi marcante, mas também o transformou. Tiago diz que agora entende que o corpo precisa de cuidados contínuos, não de exageros.

A história dele serve de alerta para quem acredita que mais proteína significa automaticamente mais saúde.

Os especialistas orientam que é fundamental haver acompanhamento médico e nutricional para evitar que o excesso de proteína se torne um problema grave.

A febre da proteína

A proteína virou uma febre e se tornou atrativo de venda: aparece em leites, pães, iogurtes, barras, biscoitos e até bolos. A reportagem do Fantástico buscou especialistas que apontaram o consumo exagerado desse nutriente pode até aumentar o peso da pessoa.

"Se a gente consome proteína em excesso, a gente não vai aproveitar essa proteína para finalidade dela, que seria a constituição corporal, formação de massa muscular. Isso vai ser armazenado de alguma forma no organismo e pode virar gordura corporal", aponta a nutricionista Lara Natacci.

Especialistas ouvidos pela reportagem do Fantástico explicaram que a proteína é essencial para o funcionamento do organismo. Ela forma músculos, tecidos e participa da produção de hormônios e enzimas. Apesar disso, a recomendação diária varia conforme o perfil de cada pessoa, e o excesso pode prejudicar a saúde.

Hoje, há divergências entre orientações internacionais: enquanto a nova pirâmide alimentar dos Estados Unidos sugere aumentar a ingestão de proteína animal, a Organização Mundial da Saúde indica uma quantidade menor.

"Ela está orientando a 50% a mais proteína do que a Organização Mundial da Saúde. Os Estados Unidos recomendam 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo. A Organização Mundial da Saúde, 0,8 até 1.2 gramas", explica a nutricionista e pesquisadora da USP, Sophie Deram.

Nutricionistas lembram que nem sempre essas diretrizes estrangeiras fazem sentido para a alimentação do brasileiro. Idosos, pessoas em tratamento para ganho de massa muscular ou quem está em dietas de emagrecimento podem precisar de mais proteína.

Mas, para a maioria da população, a recomendação básica segue em torno de 1 grama por quilo de peso por dia — distribuída ao longo das refeições, e não acumulada em um único prato.

O corpo só aproveita uma parte do que consumimos por refeição — cerca de 25 a 30 gramas. O que excede essa capacidade pode acabar sendo armazenado pelo organismo em forma de gordura.

É por isso que algumas pessoas que comem grandes quantidades de proteína para emagrecer podem, na verdade, engordar.

O risco aumenta para quem já tem alguma predisposição a doenças renais. Para pessoas com função renal comprometida, dietas hiperproteicas podem acelerar a perda de funcionamento dos rins. E o grande problema é que a maioria não sabe que tem essa condição, já que os sintomas aparecem apenas quando a doença está avançada.

Dois exames simples — creatinina e urina — poderiam detectar alterações precocemente.

Fantástico

ABSURDO: PESQUISADORA DIZ QUE O BRASIL PERDEU PATENTE DA POLILAMININA POR FALTA DE VERBA

Falta de verba fez Brasil perder patente da polilaminina, diz pesquisadora

A doutora e pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio disse que o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina por falta de verba na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela deu declarações durante o programa Conversas com Hildegard Angel, da TV 247, no mês de janeiro.

O episódio, conforme relatado pela cientista, ocorreu nas gestões da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e de Michel Temer (MDB) porque a universidade não teve verba.

– Nós fizemos um pedido de patente em 2007, quando estava muito longe ainda de ter um efeito, muito longe de testar em humanos. Estava bem no início do projeto. (…) A patente foi concedida em 2025. Foram 18 anos! Nós temos. Só que uma patente só dura 20 anos. (…) Essa patente é nacional. Nós fizemos a nacional, depois fizemos a internacional, tudo dentro do prazo.

Questionada se a patente já foi concedida, a pesquisadora respondeu:

– Não, porque a UFRJ teve um corte de recursos. Em particular, foram muito cortados na época de 2015, 2016, e aí, não tinha dinheiro para pagar. Então, parou de pagar as patentes internacionais. Então, nós perdemos as patentes.

A polilaminina é uma rede de proteínas que foi usada pela cientista para devolver movimentos a pacientes paraplégicos ou tetraplégicos. Com sua pesquisa usando o material, Tatiana fez com que as conexões entre neurônios e o restante do corpo fossem restabelecidas.

De oito pacientes que receberam a polilaminina, seis conseguiram recuperar os movimentos. Um deles, não mexia nada do pescoço para baixo e, graças a pesquisadora e seus estudos, hoje consegue andar sozinho.

Tatiana explicou que o Brasil tem a patente nacional e que ela chegou a financiar do próprio bolso por um período. No entanto, o país perdeu a chance de ter a patente internacional, e agora, o processo é irreversível.

 

19/02/2026

QUANDO TRATAR EM CASA E QUANDO PROCURAR UM ESPECIALISTA AO SENTIR DOR NO JOELHO

Dor no joelho: quando tratar em casa e quando procurar um especialista

A dor no joelho é uma queixa comum no dia a dia e pode ter causas muito diferentes — desde uma sobrecarga passageira até doenças inflamatórias ou lesões que exigem avaliação médica. Saber identificar quando é possível adotar medidas simples em casa e quando procurar um especialista pode evitar agravamentos e acelerar o tratamento.

As lesões mais comuns em ordem de frequência são as meniscais, as ligamentares e as de cartilagem.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o primeiro passo é entender o tipo de dor, sua duração e se há sinais de alerta.

Abaixo, nesta reportagem, você vai ver:

1- Dor aguda ou crônica: entenda a diferença

2- Quais estruturas do joelho são mais afetadas?

3- Dor muscular ou problema na articulação?

4- Quando suspeitar de artrose?

5- É possível tratar a dor no joelho em casa?

6- Por quanto tempo esperar antes de procurar um médico?

7- Quando a dor no joelho é sinal de alerta?

8- Exames de imagem são sempre necessários?

9- Como prevenir a dor no joelho?

Dor aguda ou crônica: entenda a diferença

A dor no joelho pode ser dividida em dois grandes grupos: aguda e crônica. A dor aguda é aquela mais recente, geralmente associada a um gatilho claro, como uma torção, queda ou prática esportiva. Já a dor crônica é aquela que persiste por três meses ou mais, muitas vezes sem um fator inicial bem definido, explica o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

Nas dores agudas, são comuns as lesões traumáticas, como torções do dia a dia e lesões esportivas, mais frequentemente avaliadas pela ortopedia. Do ponto de vista reumatológico, uma causa importante de dor aguda é a gota, inflamação relacionada ao excesso de ácido úrico, que costuma atingir o pé, mas também pode acometer o joelho de forma intensa, acrescenta o reumatologista.

Outras causas inflamatórias menos frequentes incluem a artrite infecciosa, que é rara, e a artrite reativa, quando uma infecção em outro local do corpo, como intestino ou trato urinário, desencadeia inflamação articular.

Já entre as dores crônicas, a principal causa é a osteoartrite, conhecida popularmente como artrose. Ela provoca dor progressiva e limitação funcional e é uma das principais responsáveis por queixas persistentes no joelho.

Quais estruturas do joelho são mais afetadas?

As estruturas mais atingidas variam conforme a causa da dor. Segundo André Pedrinelli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), as lesões mais frequentes, em ordem, são as de menisco, seguidas pelas ligamentares e pelas lesões de cartilagem.

“A dor no joelho pode acontecer com qualquer um desses tipos de lesão, quer sejam as traumáticas, por um desgaste articular decorrente do nosso processo biológico de envelhecimento ou causadas por inflamação decorrente de alguma doença reumatológica”, afirma o médico.

No caso das doenças reumatológicas, a inflamação pode atingir outras estruturas. Na gota, por exemplo, ocorre inflamação da sinóvia, membrana que reveste a articulação. Na osteoartrite, há envolvimento da cartilagem, da própria sinóvia e também do osso logo abaixo da cartilagem.

Além disso, uma causa comum de dor no joelho é a inflamação dos tendões, especialmente na região conhecida como pata anserina, onde se inserem três tendões. Essa dor costuma aparecer na face interna do joelho e pode ser confundida com artrose ou até ser acompanhada dela.

Dor muscular ou problema na articulação?

Diferenciar dor muscular de dor articular é uma dúvida frequente. De modo geral, a dor muscular está relacionada a movimentos específicos e não costuma aparecer em repouso. Já os problemas articulares tendem a provocar dor quando há aplicação de carga sobre o joelho.

A história clínica e o exame físico ajudam a identificar se o incômodo vem de músculos, tendões ou da articulação em si, por meio de manobras que avaliam quais estruturas estão envolvidas.

Quando suspeitar de artrose?

A artrose — ou osteoartrite, termo mais usado atualmente na literatura médica — é uma doença associada ao processo biológico de envelhecimento, embora possa começar mais cedo em algumas articulações.

A suspeita surge diante de uma dor crônica, especialmente em articulações como o joelho, o tornozelo, a coluna cervical e lombar, a base do polegar e as articulações dos dedos. A dor tende a piorar com o esforço, melhorar com o repouso e vir acompanhada de limitação de movimento.

Fatores como idade, histórico familiar e presença de outras doenças também ajudam o médico a levantar essa hipótese.

É possível tratar a dor no joelho em casa?

Em alguns casos, sim. Segundo Pedrinelli, dores leves, sem inchaço importante da articulação, podem ter início de tratamento em casa. As medidas incluem repouso, aplicação de gelo e, eventualmente, o uso de anti-inflamatórios tópicos ou orais — sempre com cautela.

O gelo é indicado principalmente quando há aumento de volume ou inchaço. Após três a quatro dias, o calor local pode ser usado para melhorar a circulação e ajudar na absorção de hematomas ou edemas.

Apesar disso, os especialistas alertam que a automedicação não é recomendada sem avaliação médica.

Por quanto tempo esperar antes de procurar um médico?

De forma geral, aguardar dois a três dias para observar a evolução da dor é considerado aceitável na maioria dos quadros leves. Se não houver melhora nesse período, a orientação é procurar avaliação especializada.

O maior erro, segundo os médicos, é menosprezar a dor, acreditando que ela vai desaparecer sozinha com o tempo.

Quando a dor no joelho é sinal de alerta?

Alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica mais rápida. Entre eles estão:
  • Inchaço ou derrame articular
  • Dor persistente
  • Sensação de calor na articulação
  • Limitação funcional
  • Estalos acompanhados de dor
  • Travamento ou bloqueio do joelho
Sensação de instabilidade

Esses sintomas podem indicar lesões mais graves ou processos inflamatórios que precisam de diagnóstico preciso.

Exames de imagem são sempre necessários?

Nem sempre. Tanto na ortopedia quanto na reumatologia, a história clínica e o exame físico são fundamentais e, muitas vezes, suficientes para definir a conduta inicial. Os exames de imagem ajudam a avaliar a extensão do problema, mas não são obrigatórios em todos os casos.

Em muitas situações, o tratamento pode ser iniciado mesmo sem exames, especialmente quando o quadro clínico é claro.

Como prevenir dor no joelho?

A prevenção passa por cuidados gerais com a saúde. Manter o peso adequado é essencial, já que o joelho é uma articulação de suporte de carga e o excesso de peso aumenta significativamente a sobrecarga.

A prática regular de atividade física, com exercícios aeróbicos, musculação e alongamentos, ajuda a prevenir doenças degenerativas. Além disso, controlar condições como diabetes, hipertensão e síndrome metabólica também contribui para a saúde das articulações.

Calçados adequados e atenção à postura também fazem diferença, especialmente durante a prática esportiva ou atividades de impacto.

g1