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10/10/2026

APÓS ATRASO NOS REPASSES AOS MUNICÍPIOS FEMURN ANUNCIA AÇÃO CONTRA O GOVERNO FÁTIMA

Femurn anuncia ação judicial contra o Governo do RN após atraso nos repasses aos municípios

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) decidiu entrar com ação judicial contra o Governo do RN após atraso nos repasses de R$ 253 milhões aos municípios. A informação foi confirmada pela federação na tarde desta sexta-feira (9).

A Federação tomou essa medida após os representantes do Governo pedirem um novo prazo para solucionar os atraso em reunião nesta sexta-feira (9).

"A FEMURN decidiu ingressar com uma ação judicial para garantir o cumprimento da legislação e a regularidade das transferências de recursos aos municípios potiguares", explicou o presidente atual da federação, José Augusto de Freitas Rêgo.

De acordo com José Augusto, o Banco do Brasil informou que não há impedimento operacional para a execução do sistema previsto na legislação. Para o presidente da Femurn, o que falta é o Governo do Estado formalizar o convênio com a instituição financeira. “O Banco do Brasil disse que está pronto, desde que se faça o convênio. Aí não tem mais o que fazer: é fazer o convênio e imediatamente começar”, afirmou.

A legislação estabelece regras para que parcelas pertencentes aos municípios, como ICMS, IPVA e Fundeb, sejam repassadas diretamente às contas municipais. A medida foi aprovada após uma série de discussões sobre atrasos nos repasses estaduais. A própria Femurn já vinha cobrando a implementação do mecanismo como forma de evitar que recursos municipais permaneçam temporariamente na conta única do Estado.

07/07/2026

GOVERNO CALOTEIRO

FEMURN atualiza dívida do Governo do RN com municípios para R$212,9 milhões

Mesmo com o pagamento de R$ 17 milhões realizado ontem, a dívida do Governo do Estado com os municípios foi elevada para mais de R$ 200 milhões, após o vencimento de novos repasses não realizados.

De acordo com a FEMURN, os valores em atraso estão distribuídos da seguinte forma:

IPVA: R$ 50.403.479,63
ICMS: 95.014.192,25
Fundeb (ICMS): R$ 67.477.772,24.

O total devido aos municípios atualizado pela Federação dos Municípios é de R$ 212.926.331,45.

A Federação alerta que o aumento da dívida agrava a situação financeira das prefeituras e pode comprometer a continuidade de serviços públicos, sobretudo nas áreas de saúde, educação, assistência social e infraestrutura. A entidade reforça o pedido para que o Governo do Estado regularize, com urgência, os repasses constitucionais devidos aos municípios do Rio Grande do Norte.

03/09/2025

EDUCAÇÃO: A PROFESSORA FÁTIMA BEZERRA É ACUSADA PELA FEMURN DE RETER DINHEIRO DO FUNDEB

Femurn cobra repasses do Fundeb e acusa governo de reter recursos municipais

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Anteomar Pereira da Silva, o “Babá”, denuncia que o governo do Estado tem atrasado, constantemente, os repasses constitucionais referentes ao Fundeb aos municípios .

Segundo “Babá”, o governo falta repassar o valor de R$ 37,8 milhões do Fundeb aos municípios, referente ao período de arrecadação de ICMS entre os dias 18 a 22 de agosto. “O governo prometeu pagar hoje (quarta-feira, 2)”, disse ele.

Já em dezembro de 2024, o então presidente da Femurn, Luciano Santos, e que hoje ocupa uma pasta extraordinária diretamente ligada ao Gabinete Civil do Estado, denunciava atrasos do Fundeb.

Conforme a Lei Estadual nº 11.253, de 23 de agosto de 2022, sancionada no último ano do primeiro mandato da governadora Fátima Bezerra (PT), o Estado deve destinar 10% da parcela de 25% de toda a arrecadação de ICMS que cabe aos municípios, para as redes municipais de ensino, mediante indicadores como o percentual de crianças atendidas na Educação Infantil, a alfabetização das crianças no 2º e 5º ano de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e o incremento de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“Babá” encontra-se em Santa Catarina, mas informou, que na quinta-feira (28), chegou a conversar com o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, o “Cadu”, que se comprometeu “a viabilizar o repasse, mas até o momento não o fez”.

Segundo Babá, os municípios “precisam muito desse recurso para poder pagar sua folha de pagamento e e suas despesas com educação”.
“Então, é importante que o governo do Estado cumpra a sua parte, esses recursos são dos municípios e não repassar é se apropriar de um recurso que não é dele”, cobrou Babá.

Mesmo após a promessa de Cadu, de pagar dia 28 de agosto, os recursos ainda não chegaram às prefeituras.

“A Femurn repudia esse comportamento, que compromete a administração municipal e prejudica diretamente a educação em todo o Rio Grande do Norte”. Para o dirigente da Femurn, o repasse da cota-parte do ICMS destinada ao Fundeb de forma regular e pontual, “assegura a manutenção da qualidade da educação básica”.

TN

24/12/2024

EM NOTA A FEMURN REPUDIA BLOQUEIO DAS EMENDAS PARLAMENTARES APÓS DECISÃO DE FLÁVIO DINO

Femurn emite nota de repúdio e orienta prefeitos sobre bloqueio de recursos das emendas parlamentares após decisão de Flávio Dino

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) emitiu uma nota de repúdio à decisão do Ministro do STF que determinou o bloqueio de recursos de emendas parlamentares que seriam destinadas à área da saúde em vários municípios.

Além disso, a Femurn orientou que os prefeitos mantenham a documentação referente às emendas bloqueadas devidamente organizadas, incluindo notas fiscais, contratos e comprovações de liquidação de despesas.

Confira a íntegra da nota abaixo:

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), por meio de seu presidente, Luciano Santos, vem a público manifestar profundo repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida pelo Ministro Flávio Dino, no âmbito da ADPF nº 854, que determinou o bloqueio dos recursos oriundos de emendas parlamentares destinados à saúde nos municípios brasileiros.

É inadmissível que, no afã de inibir possíveis abusos na indicação de emendas, se penalize diretamente as prefeituras que já receberam esses recursos, muitas das quais possuem fornecedores com notas fiscais devidamente liquidadas e aguardando pagamento. Tal medida gerou um transtorno sem precedentes para a economia local, impactando diretamente pequenos e médios fornecedores, que dependem desses repasses para manter suas operações, bem como a continuidade dos serviços públicos essenciais.

Além disso, a decisão do STF criou um cenário de insegurança jurídica desarrazoável, afetando diretamente a autonomia financeira dos municípios e desestabilizando a relação de confiança entre entes federativos e fornecedores. Não podemos aceitar que a correta aplicação dos recursos, já auditada por órgãos de controle, seja colocada sob suspeita de forma generalizada, comprometendo a governabilidade e a prestação de serviços essenciais à população.

ORIENTAÇÕES AOS PREFEITOS MUNICIPAIS

Transparência e Comunicação:

Mantenham a documentação referente às emendas bloqueadas devidamente organizada, incluindo notas fiscais, contratos e comprovações de liquidação de despesas.

Reportem-se formalmente às instituições financeiras responsáveis pelo bloqueio, solicitando esclarecimentos sobre a situação específica de cada conta vinculada às emendas.

Diálogo com Fornecedores:

Comuniquem seus fornecedores sobre a situação atual, explicando que a indisponibilidade dos recursos decorre de uma determinação judicial.

Busquem, na medida do possível, renegociar prazos e condições para minimizar os impactos financeiros.

Abertura de Contas Específicas:

Providenciem, com urgência, a abertura das contas específicas para as emendas parlamentares junto aos bancos oficiais, conforme determinado pela decisão judicial.

Informem imediatamente ao Ministério da Saúde e à Controladoria Geral da União (CGU) os dados das contas abertas, no prazo máximo de 10 (dez) dias.

Mobilização Institucional:

É fundamental que os gestores municipais estejam unidos para articular, junto às associações municipais e parlamentares, uma solução urgente para reverter essa decisão ou, ao menos, flexibilizar seus efeitos sobre os municípios que já cumpriram todas as exigências legais para execução dos recursos.

MANIFESTO EM DEFESA DOS MUNICÍPIOS

Reiteramos que os municípios são entes autônomos da Federação, e suas administrações devem ser respeitadas em sua boa-fé e competência técnica. Acreditamos que o diálogo e a cooperação institucional são os melhores caminhos para corrigir essa situação sem afetar diretamente aqueles que mais precisam dos serviços públicos essenciais.

A Femurn continuará vigilante, cobrando das autoridades competentes uma solução célere e justa para esse impasse. Nossa prioridade é garantir que os recursos destinados à saúde cheguem efetivamente à população, sem interrupções ou prejuízos.

Luciano Santos
Presidente da Femurn
Prefeito de Lagoa Nova/RN

Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte – Femurn