CV proíbe entrada de oficiais de Justiça em território ocupado
Um documento enviado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) mostra a dimensão do controle do crime organizado no estado.
Em uma certidão oficial anexada ao processo, um oficial de Justiça informou que não pôde cumprir uma ordem judicial no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, porque a facção Comando Vermelho proibiu a entrada de qualquer funcionário do Poder Judiciário na região.
De acordo com o servidor, a ordem dos criminosos vale para todos os acessos do complexo de favelas. O documento alerta ainda que qualquer oficial de Justiça que for reconhecido na área corre risco de sofrer ameaças e até mesmo ser morto.
A tentativa de entregar a intimação falhou por total falta de segurança. O funcionário público descreveu que a presença de criminosos armados com fuzis e metralhadoras é constante nas ruas e becos, além de haver olheiros espalhados para monitorar a movimentação de pessoas de fora.
Antes de desistir da entrega, o oficial de Justiça tentou ligar e mandar mensagens eletrônicas para a pessoa que precisava ser intimada, mas não teve nenhum retorno.
Ele também avaliou que pedir ajuda à Polícia Militar não seria uma boa opção. Segundo o servidor, realizar uma operação armada apenas para entregar um papel judicial colocaria em risco a vida dos oficiais, dos policiais e dos próprios moradores da comunidade.
Assim, o mandado foi devolvido para o cartório para que a Justiça tente encontrar um endereço alternativo onde a pessoa possa ser avisada com segurança.
Comando Vermelho pagou viagens para treinar "soldados" na guerra da Ucrânia
O CV (Comando Vermelho), considerado a maior facção criminosa do Rio de Janeiro, têm custeado passagens aéreas para que integrantes (que não tenham antecedentes na polícia) deixem o Brasil e sejam voluntários na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, segundo apurado pela CNN Brasil.
De acordo com as investigações, o objetivo é que os suspeitos voltem do conflito e repassem os conhecimentos de combate militar adquiridos na guerra aos outros integrantes da facção.
Até o momento, a Subsecretaria de Inteligência da Sesp (Secretaria Estadual de Segurança Pública) já identificou dois suspeitos que saíram do país e chegaram a lutar no conflito, na Ucrânia. Segundo o apurado, mesmo no país do Leste Europeu, os homens ainda trocavam mensagens com integrantes do Comando Vermelho para compartilhar informações militares da guerra.
Em entrevista à CNN Brasil, o delegado e subsecretário de Inteligência da Polícia Civil carioca, Pablo Sartori, afirmou que os agentes identificaram que, após cerca de um ano na Ucrânia, os suspeitos voltaram ao Brasil e se direcionaram diretamente ao Complexo do Alemão, na zona Norte da capital fluminense.
Até o momento, a Subsecretaria de Inteligência da Sesp (Secretaria Estadual de Segurança Pública) já identificou dois suspeitos que saíram do país e chegaram a lutar no conflito, na Ucrânia. Segundo o apurado, mesmo no país do Leste Europeu, os homens ainda trocavam mensagens com integrantes do Comando Vermelho para compartilhar informações militares da guerra.
Em entrevista à CNN Brasil, o delegado e subsecretário de Inteligência da Polícia Civil carioca, Pablo Sartori, afirmou que os agentes identificaram que, após cerca de um ano na Ucrânia, os suspeitos voltaram ao Brasil e se direcionaram diretamente ao Complexo do Alemão, na zona Norte da capital fluminense.
Um dos treinamentos com o drone, cuja data não foi divulgada, chegou a ser flagrado pela polícia. Na imagem, melhorada por inteligência artificial pelas autoridades, é possível visualizar o equipamento sendo manuseado pelos suspeitos.
"Eles pretendem que o drone seja usado para facilitar os deslocamentos de armas e munições entre as comunidades sem passar pelo asfalto e evitar abordagens da polícia", destacou o subsecretário.
O modelo que aparece na área da filmagem ainda não foi identificado pelas autoridades. No entanto, as apurações apontam que esse tipo de equipamento costuma ter um valor elevado pois é mais fácil de rastrear e não é simples de ser vendido.
Para Sartori, os drones representam a maior expertise da facção atualmente com relação à inovação bélica (adquirida na Ucrânia).
A facção tem características que denotam um esquema semelhante aos mafiosos, por conta do domínio da cadeia produtiva da maioria das atividades ilegais em que atua. O tráfico de drogas ainda é um dos principais ramos de atuação do grupo criminoso carioca.
Além disso, o CV expandiu a forma como garante os armamentos que são usados nas "guerras". Hoje, não faz somente o uso de armas importadas de outros países, mas também se vale da fabricação de um "arsenal bélico" no próprio Brasil.
Episódios recentes mostram um avanço na utilização de altas tecnologias como o uso de drones durante as "batalhas campais".
A facção não está presente somente no Rio de Janeiro. A atuação do CV chegou, principalmente, ao Norte e Nordeste do país.
A facção tem características que denotam um esquema semelhante aos mafiosos, por conta do domínio da cadeia produtiva da maioria das atividades ilegais em que atua. O tráfico de drogas ainda é um dos principais ramos de atuação do grupo criminoso carioca.
Além disso, o CV expandiu a forma como garante os armamentos que são usados nas "guerras". Hoje, não faz somente o uso de armas importadas de outros países, mas também se vale da fabricação de um "arsenal bélico" no próprio Brasil.
Episódios recentes mostram um avanço na utilização de altas tecnologias como o uso de drones durante as "batalhas campais".
A facção não está presente somente no Rio de Janeiro. A atuação do CV chegou, principalmente, ao Norte e Nordeste do país.
Chefe do Comando Vermelho no RN é preso ao chegar para assistir jogo de futebol
Imagens: Reprodução/Band News FM Rio
Um dos líderes do Comando Vermelho no RN foi preso pela Polícia Civil na noite desta quarta-feira (20). O criminoso foi interceptado e detido no momento em que tentava entrar no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, para assistir a uma partida de futebol.
De acordo com as investigações, Edenison Luiz Moura de Melo é apontado pelas autoridades como o segundo nome na estrutura de comando da organização criminosa no RN.
A ação que resultou na captura do foragido foi executada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Ele estava sendo monitorado há vários dias pelo serviço de inteligência e usava as comunidades da Rocinha e do Complexo do Alemão como esconderijos no Rio.
Contra o criminoso, considerado de alta periculosidade, havia um mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas.
Nas redes sociais, o acusado costumava ostentar uma rotina de alto luxo, publicando fotos e vídeos com joias, festas e armas de grosso calibre.
Chefe do CV vai a hospital buscar atendimento e é preso
Um homem identificado como chefe do Comando Vermelho em Juazeiro do Norte, no Ceará, foi preso em um hospital, na última sexta-feira (13), após buscar atendimento. Marlisson Lopes Morais estava tomando medicação na veia quando teve sua prisão anunciada. O suspeito foi diagnosticado com pedras nos rins.
Marlisson usou um documento falso para dar entrada na unidade de saúde. A identidade que ele usou pertencia a um outro homem que já tinha antecedentes criminais. As autoridades, no entanto, foram avisadas de que o dono do documento, que é foragido, estava com problemas de saúde. Os agentes, então, passaram a fazer buscas em hospitais.
Ao encontrem Marlisson, os policiais começaram a conversar com ele e descobriram que, na verdade, ele é um dos chefões do CV, uma das principais facções do país. O criminoso é acusado de homicídios, porte de arma, tráfico de drogas, e por integrar a facção. Agora, ele também é acusado de falsidade ideológica.
O suspeito está internado, aguardado para fazer uma cirurgia para a retirada das pedras. Ele está sendo escoltado por policiais.
Uma nova ordem interna do Comando Vermelho (CV) determinou que nenhum dos seus integrantes poderá publicar fotos ou vídeos exibindo armas, dr0gas ou qualquer material ligado ao crime nas redes sociais. A proibição vale para todas as áreas dominadas pela facção no estado do Rio de Janeiro, ultrapassando a marca de mil comunidades.
O comunicado, divulgado entre os integrantes da facção, é taxativo: “Está proibida a postagem de vídeos em todas as áreas do Comando Vermelho — L.R.L.J.U. Obs.: vídeos de armas, bancas de dr0gas ou qualquer situação relacionada ao cr1me”.
O acrônimo L.R.L.J.U., segundo o próprio texto, representa os princípios internos da facção — Liberdade, Respeito, Luta, Justiça e União — e foi usado para reforçar o caráter disciplinar da decisão. O aviso também destaca que os integrantes de cada região ficam responsáveis por garantir que a norma seja cumprida, incluindo a obrigação de punir quem desobedecer.
A proibição ganhou força depois da m0rte de Luiz Felipe Honorato Romão, conhecido como “Mangabinha”, uma das figuras mais recentes a descumprir a orientação de não ostentar arm4s on-line.
O traficante foi localizado na manhã do dia 21 de novembro, durante uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. Ele morreu em confronto com os agentes um dia após a postagem.
Mangabinha era apontado como o principal responsável pela execução do policial civil José Antônio Lourenço Junior. Investigadores afirmam que o criminoso atuava como soldado do tráfico, fazendo a segurança de lideranças do CV nas áreas conhecidas como Karatê e 13, dentro da Cidade de Deus.
Leia na coluna Na Mira, de @carloscarone em metropoles.com
Jovem elogia operação do RJ e tem de deixar o estado após ameaças
Um jovem morador da Zona Norte do Rio de Janeiro precisou deixar o estado após receber ameaças de morte de integrantes do Comando Vermelho. O motivo: ele publicou um vídeo nas redes sociais elogiando a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, ocorrida no fim de outubro.
Na gravação, Willian Gabriel Lopes, de 20 anos, parabenizou os agentes de segurança pela ação e chamou de “defensores de vagabundo” um grupo que realizava uma manifestação contra a ofensiva policial. Após a postagem, ele passou a ser ameaçado por criminosos e teve seus dados pessoais expostos.
– Olha que dia maravilhoso. Tô aqui na Penha, e eu não poderia deixar de parabenizar a Polícia Militar por ter neutralizado mais de cem traficantes de drogas – declarou Willian no vídeo de cerca de 30 segundos.
Por segurança, Willian saiu do Rio de Janeiro e foi para outro estado. Nesta sexta-feira (7), porém, ele retornou ao Rio e, acompanhado de um advogado, foi ao Ministério Público para pedir proteção. Uma promotora foi designada para acompanhar o andamento da investigação pela Polícia Civil.
Abin aponta envolvimento do Comando Vermelho em todos os confrontos entre facções no Brasil
O coordenador-geral de análise de conjuntura da Abin, Pedro de Souza Mesquita, afirmou que o Comando Vermelho (CV) está presente em todos os confrontos entre facções criminosas no país. A declaração foi feita em reunião no Senado que discutiu o avanço do crime organizado no Brasil.
Segundo Mesquita, o CV iniciou sua expansão em 2013 e se consolidou em 2024, tornando-se um dos principais desafios à segurança nacional. O diretor de inteligência interna da Abin, Esaú Feitosa, destacou que o tema já ultrapassou o âmbito policial: “O crime organizado deixou há muito tempo de ser um problema somente policial”.
A Abin também apontou o crescimento do Terceiro Comando Puro (TCP). Um relatório da agência mostra que o grupo já atua em nove estados além do Rio de Janeiro: Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Ceará, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
De acordo com a Abin, o CV amplia sua influência oferecendo logística para compra de drogas e armas a facções locais. Já o TCP passou a disputar territórios oferecendo a mesma estrutura — fornecimento de armas, drogas e abrigo em comunidades sob seu domínio.
A expansão simultânea de CV e TCP, segundo a inteligência brasileira, acende um alerta nacional, pois leva a outros estados o padrão de confrontos violentos típico do Rio de Janeiro.
Prisão de líder do CV no Ceará expõe avanço do crime no País
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu o criminoso Wendel Martins Vieira (também conhecido pelo apelido “Mac”) apontado como líder da facção Comando Vermelho (CV) no estado do Ceará.
A captura ocorreu na zona rural do município de Exu, no Sertão de Pernambuco, onde Wendel foi encontrado com cerca de 56 gramas de maconha e um celular, conforme registro de flagrante por tráfico de drogas.
Ele era alvo de mandados de prisão por homicídios, tráfico e organização criminosa.
Após a prisão, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) solicitou ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que Wendel fosse transferido para uma unidade de segurança máxima (a pedido do próprio Estado) ou para o presídio de Salgueiro.
A corporação divulgou que o detido coordenava operações da facção em Fortaleza e arredores, mantendo articulações com núcleos em outros estados, o que motivou o pedido de mudança de local de custódia.
Com essa ação, as autoridades demonstraram avanço no combate aos comandos interestaduais do crime organizado, ampliando a articulação entre polícias estaduais e reforçando a prioridade de impedir que chefes de facção atuem de dentro dos presídios.
Comando Vermelho impõe regras sobre uso de patinetes em Natal
Uma mensagem atribuída ao Comando Vermelho circulou nas redes sociais no início da semana com supostas regras para o uso dos patinetes elétricos em Natal. O texto orientava a não furtar os veículos, não empinar, não andar em grupos, nem praticar vandalismo ou roubos.
Fontes policiais que acompanham investigações confirmaram que a mensagem não partiu do Sindicato do Crime, mas explicaram que facções costumam impor esse tipo de disciplina para evitar atrair operações policiais para suas áreas de atuação.
Enquanto isso, o serviço de patinetes elétricos entrou em operação na capital no domingo (21). O uso é permitido apenas para maiores de 18 anos e limitado a ciclovias, ciclofaixas ou ciclorrotas. O veículo deve ser retirado e devolvido em pontos indicados pelo aplicativo da empresa.
Segundo a STTU, o serviço funcionará em caráter experimental por 120 dias. O aplicativo traz o mapa de circulação, os pontos de estacionamento e as áreas proibidas.
Entre as regras estão: uso individual, proibição de circulação em calçadas e ruas fora da rota autorizada, vedação ao transporte de cargas e animais, além da proibição de conduzir sob efeito de álcool. Quem não estacionar corretamente continua sendo cobrado, já que o patinete não desliga fora das áreas indicadas.
De acordo com a empresa responsável, os pontos de parada estão sinalizados no aplicativo e a recarga das baterias é feita exclusivamente pela própria equipe.