Em texto sobre Lula, The New Yorker cita “última dança”
A revista americana The New Yorker publicou um artigo, nesta quarta-feira (21), sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto foi intitulado A Última Dança de Lula.
A análise aponta que “outrora imponente” Lula agora pode acabar sendo “varrido pela onda de direita”.
– O outrora imponente líder de esquerda do Brasil pode, em breve, ser varrido pela onda de direita na América Latina – destacou.
O texto está na coluna Global Notes, do jornalista Ishaan Tharoor, que trata de política internacional e mudança na ordem mundial.
A publicação aponta que “nos dias finais de sua última campanha, apoiadores do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva recorreram a um clássico britânico”.
– O sucesso de 1981 de David Bowie e Queen, “Under Pressure”, tornou-se a trilha sonora de um vídeo que viralizou, exibindo cenas da trajetória de meio século de Lula — hoje com oitenta anos — na política. Ali estava o humilde sindicalista, nascido na extrema pobreza, erguendo-se como um tribuno dos trabalhadores, com um brilho intenso no olhar. (…) Depois, aparece um Lula mais velho, de volta às ruas após ser libertado da prisão — em um caso que seus aliados sempre consideraram uma acusação de corrupção injusta —, mobilizando a oposição à extrema-direita brasileira em defesa da democracia do país. A música arrefece: “Esta é a nossa última dança.” – observa.
O artigo prossegue, afirmando que “a música pode parar neste fim de semana, à medida que os brasileiros votam no segundo turno da eleição presidencial”. No próximo domingo (25), acontece o segundo turno das eleições. Lula disputa com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
– Lula enfrenta uma derrota que poderia encerrar sua trajetória política; as previsões favorecem Flavio Bolsonaro, um desafiante de extrema-direita que, assim como seu pai — o ex-presidente Jair Bolsonaro, que chegou a ser preso —, está determinado a desmantelar o legado de Lula. O primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foi um momento difícil para Lula. Em um resultado surpreendente, o então presidente ficou dois pontos atrás de Bolsonaro — atualmente senador —, enquanto partidos e candidatos de direita avançaram nas eleições para o Congresso e para os governos estaduais por todo o país.
O jornalista escreveu que, em caso de vitória de Flávio, o Brasil pode se tornar o caso mais significativo de uma lista longa de países latino-americanos que se voltaram para a direita nos últimos anos. A guinada, aponta o texto, se alinha à visão ideológica da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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