Jornalista da Veja explica a Bomba e põe fogo na web
O relato é elucidativo e o escândalo cai como uma bomba na candidatura cambaleante de Lula.
Robson Bonin, editor da Revista Veja, conta com detalhes todos os passos da trama. Confira:
"Material que a gente encontrou: o banqueiro diz que o sócio dele procurou Jaques Wagner, então líder do governo do presidente Lula no Senado, para que fosse marcada uma reunião com quem de direito, ou seja, com quem conduzia a influência petista dentro dos fundos. Essa figura era o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
A reunião acontece. Vorcaro conta, no material a que tivemos acesso, que o banco passa então a se organizar para captar recursos por meio da influência dos petistas. Muitas reuniões são marcadas no primeiro semestre de 2024 com os presidentes desses fundos, figuras indicadas pelo próprio Vaccari e por nomes importantes do PT, e nomeadas e referendadas pelo próprio presidente Lula.
Esse movimento tem um ponto estratégico perto do fim do primeiro semestre de 2024, quando o Banco Master obtém uma autorização do governo federal para operar e captar recursos nos fundos.
A história que contamos mostra que, a partir daí, Vorcaro usou diferentes operadores, inclusive figuras ligadas a ministros importantes do governo, como Alexandre Padilha, que na época despachava no Palácio do Planalto como chefe das Relações Institucionais. Vorcaro passou a operar com essa linha de frente do petismo que tinha influência nos fundos. A meta, segundo ele, era chegar a R$ 10 bilhões investidos por esses fundos no Banco Master. Em contrapartida, Vorcaro aceitou pagar aos petistas uma propina de 10% de tudo o que fosse captado.
O ponto mais grave que encontramos é o acerto feito por Vaccari na reunião com Augusto Lima, em que se trataram os acordos para que o esquema começasse a funcionar. Segundo Vorcaro, Vaccari exigiu o pagamento de R$ 30 milhões em espécie para o filme que estava sendo produzido na época nos Estados Unidos por Oliver Stone, um documentário sobre o presidente Lula. Ainda segundo Vorcaro, esses recursos foram repassados de diferentes formas: entregadores levaram o dinheiro, e operadores do PT também foram buscá-lo.
Além dos R$ 30 milhões destinados ao filme, Vorcaro relata que também teve de fazer pagamentos ao Instituto Lula. Esses repasses teriam sido articulados com Paulo Okamotto, amigo conhecido do presidente Lula e gestor do instituto há muito tempo."
Veja o vídeo:

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