Justiça desportiva veta atuação de Tiffany Abreu no vôlei nacional
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou, por unanimidade, a anulação da liminar judicial que viabilizava a escalação de Tifanny Abreu nos jogos da equipe do Osasco em todos os torneios oficiais geridos pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) na atual temporada.
Antes dessa nova deliberação, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) havia emitido um documento favorável para a atleta transgênero. A medida judicial permitiu a entrada dela na quadra diante do Praia Clube pela Supercopa e também frente ao Brasília na rodada inaugural da Superliga.
Em nota oficial a entidade responsável pela modalidade disse que seguiu e seguirá cumprindo as decisões judiciais.
— Cumpriu integralmente a decisão anterior e seguirá cumprindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva — afirmou
A situação da atleta resulta das normas implementadas no mês de agosto pela confederação. A entidade passou a adotar as diretrizes oficiais do Comitê Olímpico Internacional (COI) para definir os parâmetros de elegibilidade de pessoas trans dentro das competições femininas.
Com a nova regulamentação esportiva, as atletas precisam exibir um exame genético com laudo negativo para o gene SRY, atrelado ao desenvolvimento sexual biológico masculino. Com 41 anos, a jogadora está na liga desde 2017 e disputa a sua sexta temporada no time do Osasco.
Sem contar com a presença de Tifanny, o elenco paulista entra em quadra novamente na tarde deste sábado (24), a partir das 16h. O confronto será disputado na cidade de Belo Horizonte contra o Mackenzie pela segunda rodada da Superliga Feminina.
pleno.news

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