PT anuncia apoio à CPMI para investigar Lulinha
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), anunciou nesta terça-feira, 20, que integrantes do partido assinaram o requerimento da oposição para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a empresária Roberta Luchsinger.
Durante coletiva de imprensa na Câmara, Uczai afirmou que a adesão dos petistas pretende demonstrar que o partido não teme a investigação. Em contrapartida, cobrou que a oposição apoie outra CPMI, apresentada pelo próprio PT, para investigar o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Também não temos receio nenhum da transparência”, afirmou Uczai. “A investigação nos ajuda na democracia.”
São, portanto, duas iniciativas diferentes em tramitação no Congresso. A primeira, apresentada pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), pretende investigar Lulinha e Luchsinger. A Polícia Federal investiga os dois desde julho por suspeitas de favorecimento de empresas em órgãos do governo federal.
Para que uma CPMI seja criada, o requerimento precisa reunir pelo menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. Depois da conferência dos apoios, o pedido ainda precisa ser lido em sessão conjunta do Congresso Nacional.
PT quer CPMI contra Flávio Bolsonaro
A segunda iniciativa foi apresentada por Uczai e pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE). O requerimento pretende investigar Flávio Bolsonaro a partir de dois casos que já são alvo de apurações.
Um deles envolve o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e a participação do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O outro envolve a suposta relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado no caso dos descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
“Estamos assinando a CPMI deles para mostrar para a sociedade brasileira que nós queremos investigação”, afirmou Uczai.
O deputado do PT de Santa Catarina também mencionou as investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal e argumentou que o Congresso deve realizar sua própria apuração.
“Se eles têm questionamento sobre o papel do Supremo em investigações, o espaço mais democrático é esta Casa aqui”, declarou.
Para o deputado, tanto a assinatura da CPMI sobre Lulinha quanto a cobrança pela investigação de Flávio representam uma aplicação do que classificou como “isonomia” entre governo e oposição.
revistaoeste

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