Após 17 anos, DF ficará sem voo aos EUA por alta do combustível
A Gol Linhas Aéreas confirmou na última segunda-feira (26) que não irá mais operar três rotas internacionais partindo de Brasília, no Distrito Federal, a partir de fevereiro de 2027. A empresa justifica a mudança com a alta no querosene de aviação (QAV).
As rotas ligavam a capital federal a Buenos Aires, na Argentina, e a Orlando e Miami, nos Estados Unidos. Com a decisão, o estado ficará sem um voo direto para o território estadunidense pela primeira vez desde 2009, segundo a concessionária Inframérica, que administra o terminal.
Mesmo com a readequação na malha aérea, a empresa informou que seguirá atendendo os trechos por meio de voos com conexão em outros estados e também fará uso de empresas parceiras. A única rota direta operada pela Gol no DF será para Bogotá, na Colômbia.
A companhia informou que o QAV representa 40% do custo operacional dos voos. Com a decisão, Brasília passará a operar apenas cinco voos internacionais. Além da capital colombiana, o Aeroporto Juscelino Kubitschek terá rotas para Lisboa (Portugal), Cidade do Panamá (Panamá), Santiago (Chile) e Lima (Peru).
Segundo a Gol, não há previsão para a retomada das rotas excluídas. A empresa emitiu uma nota esclarecendo a decisão e reforçando as limitações causadas no setor devido aos altos custos, principalmente do combustível.
Leia a nota publicada pela Gol Linhas Aéreas:
Em razão dos aumentos sucessivos do preço do combustível de aviação (QAV), que dobrou e representa cerca de 40% dos custos operacionais da Companhia, a GOL está ajustando rotas, com redução e/ou suspensão da operação em alguns trechos.
O planejamento de malha é um processo dinâmico e contínuo no setor de aviação comercial e ocorre rigorosamente de acordo com as necessidades da operação como um todo, sem qualquer distinção ou priorização regional por parte da Companhia.
A GOL continuará garantindo opções de conectividade aos seus Clientes, por meio de voos com conexão ou em parceria com companhias aéreas parceiras, apoiada por sua ampla rede de mais de 60 acordos de codeshare e interline.

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