27/09/2026

DOIDEIRA: DURANTE PARTIDA DE FUTSAL SUB-12 ÁRBITRO SACA ARMA E PROVOCA ALVOROÇO

Árbitro saca arma durante partida de futsal infantil

Um árbitro de 55 anos, policial militar da reserva, sacou uma arma de fogo durante uma partida de futsal sub-12 realizada neste sábado (26), no ginásio do Colégio ABC, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

O episódio ocorreu após um desentendimento entre o profissional e pessoas que estavam na arquibancada. A confusão começou depois da marcação de uma penalidade e terminou com familiares deixando o local diante da presença da arma. A ocorrência não foi registrada na súmula oficial da competição.

Imagens feitas durante a transmissão da partida mostram o árbitro seguindo em direção à área dos vestiários e, posteriormente, retornando com um revólver em mãos. Outros integrantes da equipe de arbitragem intervieram e conseguiram contê-lo antes que qualquer disparo fosse efetuado.

O episódio provocou tensão entre os presentes, especialmente por ocorrer durante uma competição envolvendo crianças.
Confusão começou após cobrança de pênalti

Representantes de uma das equipes procuraram a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro para registrar uma ocorrência.

Segundo relatos apresentados à polícia, o conflito começou depois que o árbitro confirmou uma penalidade máxima durante a partida. A decisão provocou reclamações entre integrantes da torcida, que passaram a contestar a arbitragem.

De acordo com as testemunhas, o árbitro teria reagido às manifestações com insultos e gestos de provocação. Na sequência, ele deixou a área da quadra, foi até os vestiários e retornou portando a arma.

O armamento acabou sendo exibido nas proximidades dos jovens atletas. Diante da situação, familiares e outros espectadores deixaram o ginásio às pressas.

A Federação de Futebol de Salão de Mato Grosso do Sul (FFSMS) informou que o árbitro envolvido não integra oficialmente os quadros da entidade.

Polícia Militar apresenta versão diferente

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul apresentou uma versão diferente daquela relatada pelas testemunhas que registraram a ocorrência na delegacia.

Segundo a corporação, o policial militar da reserva teria sido alvo de ofensas de cunho racial feitas por pessoas que estavam na arquibancada. A PM também afirmou que a reação do árbitro ocorreu com o objetivo de preservar sua própria integridade física.

Conforme a versão apresentada pela corporação, um homem que estava no local teria feito um movimento em direção a um revólver que carregava na cintura.

As diferentes versões deverão ser analisadas durante a investigação. Registros em vídeo do episódio foram anexados ao procedimento policial e poderão ajudar na apuração das circunstâncias que levaram ao confronto.

Até o momento, não houve registro de disparos ou de pessoas feridas durante a confusão.

JCO

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