Facção ameaça síndicos para impor empresa de segurança
Síndicos de condomínios da Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teriam sido pressionados por criminosos a abandonar contratos já firmados e contratar uma empresa de serviços condominiais ligada à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). A suspeita é investigada pela Polícia Civil, que deflagrou nesta sexta-feira (14) uma operação contra o grupo.
Os investigadores apontam que a estratégia não se limitava à cobrança de dinheiro. Para forçar os responsáveis pelos condomínios a aceitar a empresa indicada, os suspeitos faziam ameaças relacionadas à própria segurança dos moradores.
Uma das intimidações citadas seria permitir a entrada de usuários de drogas nos conjuntos residenciais. Em outra frente, os criminosos ameaçavam determinar a derrubada de muros que separavam os condomínios. Diante disso, em troca da falsa sensação de segurança, os moradores eram obrigados pagar taxas mensais.
A apuração policial identificou diferentes papéis entre os envolvidos. Um dos suspeitos seria responsável por intermediar a atuação do grupo e repassar aos demais as ordens relacionadas aos condomínios. Outro alvo ocupa uma posição distinta: trata-se, segundo os investigadores, do único síndico que teria aderido ao contrato imposto pelo grupo criminoso.
Depois da contratação, o síndico que anuiu aos termos da facção teria passado a receber vantagens e a trabalhar de maneira informal para a empresa que havia sido indicada pelos suspeitos.
Agentes da 39ª Delegacia Policial (Pavuna), com apoio do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), cumprem mandados de busca e apreensão em locais na Pavuna e em Costa Barros, ambos na Zona Norte da capital fluminense.

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