16/07/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, não compareceu, na quarta-feira (15), a uma audiência promovida pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden) da Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre a política externa brasileira. De acordo com interlocutores do chanceler brasileiro, a ausência na reunião se deve a um conflito nas agendas, pois a comissão definiu a data de forma unilateral, sem consultar a disponibilidade de Vieira ­— que já tinha compromissos marcados. Nesta quarta, o ministro tem agenda prevista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo de toda a manhã. Embora os detalhes da agenda não tenha sido divulgados, a expectativa é que seja debatido o tarifaço contra o Brasil, tendo em vista que hoje é o dia que os Estados Unidos chegam a um veredito sobre a aplicação das taxas sugeridas pelo USTR.


*A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, durante sessão desta terça-feira, 14, dois requerimentos que ampliam a pressão da oposição sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. As propostas envolvem críticas às declarações do presidente da República sobre a atuação da Polícia Civil e indagações à Polícia Federal (PF) em razão da indisponibilidade do novo sistema para controle de armas de fogo. Durante a reunião, os deputados aprovaram uma moção de repúdio contra Lula e um convite para que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, compareça ao colegiado para prestar esclarecimentos sobre os problemas que envolvem o Portal PF. A moção de repúdio foi apresentada pelo líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), em reação a declarações de Lula durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, realizada em junho. Na ocasião, o presidente afirmou que parte da população teria receio de procurar delegacias para devolver celulares recuperados por não saber “que tipo de delegado” ou “que tipo de policial” encontraria. “Ao afirmar que cidadãos teriam medo de procurar delegacias por não saberem ‘que tipo de delegado’ ou ‘que tipo de policial’ encontrariam, o chefe do Poder Executivo contribui para o enfraquecimento da credibilidade de instituições essenciais ao Estado Democrático de Direito”, analisou Cabo Gilberto no documento.


*Nesta quinta-feira (16), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que terrorismo tem origem na “esquerda radical”. Ele deu declarações durante uma reunião ministerial sobre o ressurgimento do terrorismo político. Segundo Rubio, terroristas fazem ataques por rejeitarem valores e conquistas da civilização ocidental. O secretário também também associou o comunismo à violência política. Ele citou ações do governo americano, nos últimos anos, contra o extremismo radical islâmico e destacou que a ameaça não desapareceu. Rubio criticou sistemas de imigração. – Em grande medida, nossa estratégia de contraterrorismo funcionou. A ameaça não desapareceu, é claro. Ela continuará a existir, especialmente enquanto tolerarmos sistemas de imigração que importam essas ameaças diretamente para as nossas respectivas pátrias, mas essa ameaça foi severamente reduzida. O mundo parece muito diferente hoje por causa disso. Por tempo demais, no entanto, nossa doutrina de contraterrorismo teve um ponto cego, um ponto cego quando se trata da violência extremista da esquerda política. Mesmo hoje, a própria ideia de que o terrorismo de extrema-esquerda possa ser uma ameaça séria é tratada como um delírio da direita ou, pior, como uma perigosa teoria da conspiração fascista. É tratada assim por muitos na imprensa, por muitos na academia e em nossas universidades, e por muitas de nossas instituições tradicionais – falou. Marco Rubio indicou ainda que “nos Estados Unidos, a proporção de ataques e conspirações terroristas de esquerda subiu para níveis não vistos em décadas”. Ele também citou “múltiplas tentativas de assassinato contra um presidente em exercício”, em referência a Donald Trump. – E o assassinato do maior ativista conservador de uma geração – um homem que também era marido e pai de dois filhos pequenos, baleado e morto enquanto falava para uma multidão de estudantes – acrescentou o secretário sobre a morte de Charlie Kirk, que foi alvo durante discurso em Utah, em setembro de 2025.


*O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou, nesta quinta-feira (16), que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atacou de forma “grosseira e arrogante” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta madrugada, ao anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, Rubio disse, no X, que o governo brasileiro não negociou com os americanos de boa-fé. – As declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais, a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil, são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros. Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o chefe de Estado de um país amigo – disse Vieira. Segundo o ministro, o presidente brasileiro procurou dialogar com os americanos e negociar qualquer tema de interesse da Casa Branca desde o início da crise tarifária, mas colocando acima de tudo os preceitos da soberania nacional. Na publicação do X, Rubio afirmou que Lula colocou o próprio ego à frente para não negociar e encontrar um acordo que traria “bem-estar” ao povo brasileiro. O secretário de Estado disse que a taxação seria o “preço” da atitude de Lula.


*O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), divulgou um áudio em grupos dos “porta-vozes de Lula” em que afirma que os apoiadores do presidente têm a “missão de colocar a narrativa real do que está acontecendo, de quem está a favor do Brasil, quem é patriota de verdade e quem é traidor da pátria”. No áudio, Boulos pede que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestem “nas redes sociais, nos comentários, nos grupos de Zap, no ônibus, na igreja, na escola, onde for”. O ministro também responsabilizou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela tarifa de 25% sobre produtos brasileiros oficializada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), na 4ª feira (15.jul.2026). “O tarifaço tem 2 pais. Um pai é o Trump, agindo na Casa Branca pelo interesse colonialista dos Estados Unidos. O outro pai se chama Flávio Bolsonaro, agindo por interesse eleitoral, por traição à Pátria”, disse. Boulos afirmou que Lula reagiu de “maneira altiva” e que acionará a Lei da Reciprocidade. O ministro também contestou a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de que o governo brasileiro teria negociado de “má-fé”. “Mentira. O que nós não topamos foi negociar terras-raras, o que nós não topamos foi negociar PIX, o que nós não topamos foi negociar ajoelhado, que é como os Estados Unidos queriam e como a família Bolsonaro sempre fez batendo continência”, declarou. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “o dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.

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