Resumo
*Os brasileiros com mais de 60 anos são os que demonstram maior interesse nas eleições presidenciais de outubro, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27). Nesse grupo, 60% afirmam ter muito interesse no pleito, nove pontos acima da média nacional, de 51%. Entre os eleitores de 25 a 40 anos, o índice cai para 43%, o menor entre as faixas etárias. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, 45% dizem ter muito interesse na eleição. Apesar do interesse mais moderado, os jovens registram o menor nível de desinteresse: apenas 7% afirmam não ter nenhum interesse na disputa presidencial. Segundo a Nexus, isso indica potencial de maior mobilização desse eleitorado ao longo da campanha. Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.004 pessoas entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. BR-01489/2026.
*Os petistas são conhecidos pelo discurso contra as privatizações, mas quando é o governo deles que faz, ficam caladinhos. A Secretaria Estadual da Administração (Sead) publicou o aviso de licitação para transferir à iniciativa privada a exploração comercial do Complexo Cultural da Rampa, mas até agora nenhum parlamentar do PT protestou contra a medida, como fizeram quando a Prefeitura de Natal anunciou a concessão do Mercado da Redinha. A deputada federal Natália Bonavides e o vereador Daniel Valença, por exemplo, só faltaram dizer que o mundo iria acabar com a concessão do Mercado da Redinha, mas parece que ainda não estão sabendo que o Governo do PT vai fazer a mesma coisa com o Complexo Cultural da Rampa. Isso só comprova que o PT segue aquele famoso ditado dos “dois pesos, duas medidas”. Quando é a Prefeitura de Natal, não pode fazer, mas o governo deles pode tudo.
*Um preso morreu na manhã deste domingo (26) dentro da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na Região Metropolitana de Natal. Segundo a Polícia Penal, a vítima foi identificada como Leandro Rodrigues da Silva. Dois internos da unidade, Andrey Araújo Silva de Lima e José Ilson Lima de Oliveira, foram conduzidos à Delegacia de Plantão e, de acordo com a Polícia Penal, admitiram inicialmente participação no assassinato. A suspeita inicial é de que Leandro tenha morrido após uma luta corporal seguida de asfixia. A Polícia Penal informou que, até o momento, não há indícios de que tenha sido utilizado algum objeto para provocar a morte. O caso foi comunicado às autoridades e a área onde o interno foi encontrado foi isolada para a realização da perícia. A Polícia Científica esteve no local, enquanto a Polícia Civil abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Ainda segundo a Polícia Penal, os dois internos conduzidos à delegacia são sentenciados e conviviam com a vítima. Porém, não havia registros anteriores de desentendimentos entre eles.
*“O Brasil precisa passar por uma boa peneirada, porque o quadro geral é desastroso. Uma verdadeira vergonha.” A forte avaliação é do economista e ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, que, em entrevista à revista Veja, traçou um diagnóstico pessimista da economia brasileira no governo Lula (PT). Na análise de Fraga, o atual governo federal contribuiu para o agravamento da situação fiscal. – Dizem que já temos austeridade fiscal demais, mas que austeridade é essa que fez a dívida pública crescer? – questionou. Segundo o economista, as metas fiscais definidas no início do mandato já nasceram modestas e acabaram descumpridas, enquanto o aumento da dívida e o encurtamento do perfil dos títulos emitidos pelo Tesouro revelam o tamanho da dificuldade. – O próprio governo está encurtando o perfil de sua dívida, o que é um sinal claríssimo de que a situação está difícil – afirmou. No entanto, apesar de considerar o cenário “desastroso”, Fraga ponderou que “há muito espaço para melhorar em todas as áreas, o que viabilizaria um crescimento acelerado e inclusivo”. Para reverter o cenário preocupante, o ex-presidente do Banco Central defende um compromisso dos Três Poderes com o equilíbrio das contas públicas. Entre as medidas, cita uma nova reforma da Previdência, melhorias na eficiência do Estado e a redução dos gastos tributários.
*O MDB decidiu, em convenção nacional realizada nesta segunda-feira (27), não apoiar nenhum candidato à Presidência da República nas eleições deste ano e liberar os diretórios estaduais para definir seus apoios conforme a realidade local. Havia um desejo do PT de atrair o partido para a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas, segundo fontes do MDB, nunca houve uma negociação de fato, apenas movimentações por parte dos petistas. A possibilidade de liberar os estados foi admitida pelo presidente do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), em entrevista ao Estadão no início do ano. Ao ser questionado sobre o posicionamento do partido no pleito nacional, respondeu: – Hoje, se houver uma eleição absolutamente polarizada, eu acho que a tendência do MDB é realmente, em nível nacional, liberar. A liberação foi a saída encontrada pela legenda para conciliar suas divisões internas. No Nordeste e em parte do Norte, o partido tende a se alinhar com o governo Lula, enquanto no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste há maior resistência a uma aliança com o PT. Nesse contexto, o apoio formal a um dos candidatos poderia provocar um racha interno. – A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo – disse Baleia, na convenção. – Nossa vontade sempre é ter candidatura própria, mas vivemos um momento de muita radicalização, e o MDB tem essa característica de ter uma posição sempre equilibrada para fazer a diferença nas grandes discussões do país. Tendo uma força significativa no Congresso Nacional, vamos conseguir ajudar o país a avançar, crescer e se desenvolver. Durante a convenção, integrantes da legenda elogiaram a decisão e reconheceram a dificuldade de apoiar um candidato em um cenário de forte polarização política. O deputado federal Hildo Rocha (MA) afirmou que ter um candidato próprio iria “desunir o partido”. Gabriel Souza, vice-governador do Rio Grande do Sul, foi no mesmo sentido: – O MDB é plural no Brasil inteiro. Cada diretório tem seus contextos e temos que respeitar essas conjunturas, na medida em que não temos candidato próprio – afirmou Gabriel, que declarou apoio ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Também houve defesa para que o partido volte a lançar um nome próprio ao Palácio do Planalto em 2030. Representantes do diretório do Rio Grande do Sul chegaram a sugerir que o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, seja o candidato da legenda. A proposta foi endossada por outros integrantes do partido durante os discursos. Ao abrir mão de firmar uma aliança nacional, o MDB concentra seus esforços nas disputas estaduais – com 10 candidatos a governador e seis a vice – e no fortalecimento de sua bancada no Congresso Nacional, para a qual lançou 20 candidatos ao Senado. A meta da legenda é eleger 50 deputados federais e de 10 a 12 senadores.

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