22/07/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*O presidente da Argentina, Javier Milei, participará da convenção do PL neste fim de semana e fará um discurso no evento de lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A presença de Milei dá dimensão internacional ao ato político e reforça a aproximação entre lideranças identificadas com pautas liberais e conservadoras na América Latina. Segundo a organização do evento, a participação do presidente argentino busca demonstrar apoio político à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e fortalecer a articulação do PL para a disputa presidencial. Milei ganhou projeção internacional após assumir a Presidência da Argentina com um discurso de redução do Estado, corte de gastos públicos e defesa da liberdade econômica, pautas que também são defendidas por setores do PL. A convenção reunirá dirigentes, parlamentares e apoiadores do partido e marcará o início da estratégia nacional da legenda para as eleições presidenciais.


*O PT já trabalha com a possibilidade de que a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master se torne um dos principais temas da campanha eleitoral. Segundo análise do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, integrantes do partido também torcem para que a situação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) ganhe ainda mais repercussão. De acordo com a coluna, a avaliação entre petistas é que, como Ciro foi ministro do governo Jair Bolsonaro, a oposição também poderá ser envolvida no desgaste político caso o caso continue avançando. Ainda segundo Cláudio Humberto, a preocupação do PT é reduzir os impactos sobre o palanque de Lula na Bahia, especialmente porque Jaques Wagner foi intimado a prestar depoimento à Polícia Federal no dia 7 de agosto, apenas dois dias após o prazo final para as convenções partidárias. A convenção do PT baiano está marcada para 1º de agosto. A coluna afirma ainda que o partido aposta no caráter pluripartidário das investigações relacionadas ao Banco Master para evitar que o assunto monopolize o debate eleitoral. Por enquanto, segundo o colunista, a estratégia é manter o foco político na pauta do tarifaço. Cláudio Humberto também lembra que Ciro Nogueira é apontado como autor da chamada “Emenda Master”, citada por beneficiar negócios ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Entre a operação da PF na residência de Jaques Wagner e o depoimento do senador haverá um intervalo de cerca de dois meses e meio, período que, na avaliação do colunista, pode influenciar o cenário político.


*A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que a Justiça do Rio de Janeiro condenou o partido União Brasil por utilizar, sem autorização, elementos ligados ao personagem Chacrinha em uma propaganda eleitoral. Na sentença, a 4ª Vara Empresarial da Capital determinou o pagamento de uma indenização ao herdeiro do apresentador, Leleco Barbosa, representado pelo advogado das estrelas Sylvio Guerra, além de manter a proibição de usar a imagem e os bordões do comunicador. A juíza do caso fixou em R$ 20 mil a indenização por danos morais e o valor dos danos materiais será definido em fase de liquidação da sentença. Na decisão, a juíza entendeu que o partido utilizou, sem autorização, a imagem do personagem e o famoso bordão “Estou aqui para confundir, eu não estou aqui para explicar” como elemento central de uma campanha político-partidária, configurando violação aos direitos autorais e ao direito de imagem. A magistrada também manteve a tutela de urgência concedida anteriormente, determinando que o União Brasil continue proibido de utilizar qualquer elemento associado às marcas “Chacrinha” e “Cassino do Chacrinha”, incluindo imagem, voz, bordões e demais características do personagem.


*O pré-candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que “o Pateta da Disney é inofensivo” e que “o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos”, na rede social X na segunda-feira (21), após a decisão do governo de Donald Trump de conceder um green card para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O green card concede direito a Eduardo de trabalhar, estudar e viver nos Estados Unidos. O ex-deputado está no país norte-americano desde fevereiro de 2025. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à atuação no país governado por Trump para intimidar o Judiciário no âmbito da análise de tentativa de golpe contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a tarde da terça, Caiado já havia escrito que quem precisa de Green Card “é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano sem pagar pedágio”. Em postagem à noite, ele escreveu. – A diferença é que o Pateta da Disney é atrapalhado, mas bem-intencionado e inofensivo. Já o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos – disse. Nesta quarta (22), Caiado voltou a falar do Flávio Bolsonaro. – 42 embaixadores numa sala: Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica! – publicou. A postagem diz respeito à reunião revelada pelo Broadcast Político, na terça (21), em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu a embaixadores estrangeiros que seus países enviassem “a maior quantidade de observadores possível” para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.


*O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve nesta terça-feira (21) a perda do mandato do ex-deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). Ele foi condenado por atuar como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em 2018. A decisão rejeita um mandado de segurança apresentado pela defesa de Brazão. Os advogados alegaram que a Câmara dos Deputados desrespeitou o direito à presunção de inocência ao declarar a perda do mandato após o parlamentar acumular um terço de faltas às sessões. Flávio Dino entendeu que a Câmara agiu de acordo com a Constituição e com o regimento interno da Casa. – O julgamento de mérito da Ação Penal nº 2.434 (Caso Marielle), com a condenação do impetrante à pena de 76 anos e três meses de reclusão, em regime inicial fechado, e a manutenção de sua prisão preventiva, confirma a impossibilidade material e jurídica de exercício do mandato parlamentar – afirmou o ministro.A Câmara declarou a perda do mandato de Chiquinho Brazão em abril do ano passado. Como estava preso, ele deixou de comparecer às sessões, situação prevista na Constituição para a cassação por faltas.Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF condenou Domingos Brazão, Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald de Paula e Robson Calixto pela participação no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Domingos e Chiquinho receberam penas de 76 anos de prisão. Rivaldo foi condenado a 18 anos, Ronald a 56 anos e Robson a nove anos. Todos cumprem pena, mas Chiquinho está em prisão domiciliar por motivos de saúde.

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