Igreja presbiteriana que libera pastores gays não é da IPB
A Igreja Presbiteriana Unida (IPU), que decidiu autorizar que membros da comunidade LGBTQIAPN+ possam chegar a funções pastorais, não faz parte da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). As denominações se separaram em 1970, durante o afastamento de pastores com visões progressistas.
A decisão envolvendo o reconhecimento de lideranças LGBTQIAPN+ na IPU ocorreu durante assembleia geral da instituição realizada em Salvador entre os dias 17 e 19 de julho. Ela acontece depois de três anos de deliberações na Comissão Especial para Assuntos de Gênero da denominação.
Participaram da discussão integrantes da comunidade gay, representantes de presbitérios e pastores que realizam casamentos homoafetivos. A IPU reforçou ainda a proibição de discursos de ódio, discriminação ou violências simbólicas, espirituais ou psicológicas contra pessoas LGBTQIAPN+.
Também proibiu a chamada “cura gay”, método que busca ajudar pessoas da comunidade a abandonarem práticas homossexuais.
Após a confusão envolvendo os nomes similares das igrejas, a Igreja Presbiteriana Unida de Suzano (IPUS) emitiu uma nota destacando não ter nenhum “vínculo institucional, doutrinário ou administrativo” com a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU).
A unidade afirmou integrar a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), sendo fruto da junção da Igreja Presbiteriana de Suzano e a Igreja Presbiteriana Central de Suzano, desde 1975.
– Não estamos colocando em pauta a alteração do nome da nossa igreja, pois é parte da nossa história e tais questões envolveriam decisões administrativas e estritamente internas, não sendo decididas através de um post na internet. Apesar da repercussão da decisão tomada pela IPU, desde 1978 a mesma já possui doutrinas muito distintas e que consideramos antibíblicas, sendo a razão pela qual não possuímos vínculos enquanto Igreja Presbiteriana do Brasil que somos. Pedimos aos irmãos que entendam isso e estejam em oração pela IPB como um todo, para que sigamos sempre fiéis ao Senhor e a sua Palavra – disse a IPUS.

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