29/07/2026

CRIME É MILEI FAZER DISCURSO, JÁ O FORO DE SÃO PAULO HÁ DÉCADAS FAZ TUDO CERTINHO!

O Foro de São Paulo de Lula interveio em meio continente por décadas. Mas crime é Milei fazer um discurso...

Há 36 anos a esquerda latino-americana se organiza através do Foro de São Paulo, fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro. O pretexto era rearticular a esquerda após a queda do Muro. O objetivo real era recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu, ou seja, criar neste canto do mundo uma série de DITADURAS SOCIALISTAS, através de INTERVENÇÕES diretas nos países.

Lula nunca escondeu. Em 2012, num vídeo de apoio à reeleição de Chávez: "Naquela época, a esquerda só estava no poder em Cuba. Hoje, governamos um grande número de países." Repare no "governamos". Quem governa, na fala dele, não são presidentes eleitos. É o Foro.

Do ponto de vista dos totalitários, funcionou. O auge foi a destruição da Venezuela. E os números são do próprio Banco Central chavista, divulgados em maio: contração de 75% entre 2014 e 2020. O país mais rico do continente reduzido a um quarto do que era, com economia menor que a da década de 60! Sete anos apagaram cinquenta. A ENCOVI registrou 96% dos lares na pobreza. Sobre isso, censura, perseguição, tortura e mortes.

Hoje há ventos de mudança, por conta da ação americana que capturou o narcoditador Maduro em janeiro e domesticou o regime. Mais de 600 presos políticos já foram soltos. Mas quem despacha em Miraflores é Delcy Rodríguez, chavista, vice de Maduro desde 2018, e ainda não há data de eleição.

Na ilha-presídio cubana, a mesma pressão avança contra a ditadura que a esquerda sempre chamou de modelo.

E o Foro? Por décadas a militância de redação tratou sua existência como "teoria da conspiração". Quando negar ficou impossível, rebaixou-o a clube de encontro de partidos.

Só que o próprio Descondenado confessou o método. Em 2003 montou o Grupo de Amigos da Venezuela com a estrutura do Itamaraty para socorrer Chávez, e depois admitiu: "não era uma ação política de um Estado com outro Estado". Era ação entre companheiros.

Em 2012, os marqueteiros que elegeram Lula e Dilma tocaram a campanha de Chávez. Em delação homologada, Mônica Moura relatou ter recebido mais de US$ 10 milhões em dinheiro vivo, em malas entregues pelo próprio Maduro, saídos do caixa dois da Odebrecht e da Andrade Gutiérrez, as mesmas empreiteiras cujas obras no exterior o BNDES financiava.

Intervenção estrangeira, com dinheiro do contribuinte brasileiro.

Agora surge um arremedo de articulação da direita internacional, Milei sobe num palanque em São Paulo e diz algumas verdades sobre o regime. O PT corre à PGR pedindo investigação por "interferência estrangeira". Lula liga para Xi Jinping, e Pequim declara apoio à "soberania" do Brasil contra a "interferência externa".

O Partido Comunista Chinês avalizando a soberania brasileira... Leia novamente: a ditadura comunista chinesa garantindo a "soberania" do Brasil.

Quem passou 36 anos usando o Estado brasileiro para eleger e sustentar ditadores vizinhos agora posa de vítima de ingerência. Não é incoerência, é o método: chamam de crime contra a soberania algo que representa uma fração do que fizeram por décadas, e chamam de defesa da democracia a operação de escravizar nações inteiras.

Leandro Ruschel.

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