Ex-presidente do PSOL é acusado de estuprar crianças autistas
O ex-diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon, no Maranhão, é investigado por estupro de vulnerável contra crianças de 2 e 3 anos que estudavam na unidade. Preso no último dia 10 de julho, em Teresina (PI), Alberto Luiz Freitas Monção também é ex-presidente do diretório municipal do PSOL em Teresina (PI). A suspeita é de que ele teria escolhido vítimas com transtorno do espectro autista (TEA).
De acordo com a Polícia Civil do Maranhão, durante buscas realizadas na residência do investigado foi encontrada uma lista com os nomes daquelas que seriam vítimas do ex-diretor. Segundo o delegado Cláudio Mendes, ao lado de alguns nomes havia anotações sobre o grau de autismo das vítimas e quase todas eram autistas não verbais.
– Encontramos a lista na casa dele no mês passado. Quase todas eram autistas não verbais – afirmou o delegado.
A investigação aponta que Alberto Luiz teria abusado de ao menos 11 crianças da unidade de ensino. O caso segue sob sigilo para preservar a identidade das vítimas.
Alberto havia sido colocado em liberdade após a Justiça revogar sua prisão preventiva por entender que o Ministério Público apresentou a denúncia fora do prazo legal. Dias depois, porém, ele rompeu a tornozeleira eletrônica. Segundo a Polícia Civil, Alberto foi localizado escondido em uma residência no bairro São João, em Teresina.
De acordo com os investigadores, imagens das câmeras de segurança da creche mostram o então diretor-adjunto conduzindo crianças para um depósito isolado da unidade, sem monitoramento. A suspeita é de que ele retirava alunos das salas de aula sob o pretexto de buscar brinquedos ou permitir o uso de celular.
Após a prisão, a Prefeitura de Timon informou que Alberto Luiz foi exonerado do cargo. Toda a direção da creche também foi afastada e o município decretou intervenção imediata na unidade, que atende 205 crianças.
ATUAÇÃO NO PSOL
Além de trabalhar na área de educação, Alberto tem trajetória política no PSOL. Em junho de 2013, ele foi eleito presidente do diretório municipal do partido em Teresina por consenso. Na época, Alberto era apresentado como historiador, militante dos direitos das pessoas com deficiência e do movimento LGBT. Reportagens daquele período informavam que ele havia sido militante do PT e deixado a sigla em 2004.
Além disso, o Pleno.News obteve uma certidão da Justiça Eleitoral que mostra que Alberto Luiz Freitas Monção ainda consta na composição do Diretório Municipal do PSOL em Teresina como Primeiro Secretário de Combate às Opressões. Até o momento, porém, não há registro de qualquer manifestação pública do PSOL sobre o caso.


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