Wagner Moura apresenta queixa-crime pedindo a prisão de Malafaia
O ator Wagner Moura registrou queixa-crime contra o pastor Silas Malafaia por difamação e injúria. A ação, já recebida pela Justiça, aponta que Malafaia ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao chamá-lo de “cretino” e “esquerdista de araque” em postagens no X de janeiro deste ano. O caso foi publicado pela Folha de S.Paulo e confirmado pelo Estadão.
Nas publicações, o pastor fez críticas ao ator, comparando investimentos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cultura e na educação.
— Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de R$ 18 para professores e R$ 18 bilhões para o que eles chamam de cultura (…) esquerdopatas defendendo artista que mama grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto — afirmou.
A ação classifica as falas como “ofensas injuriosas e difamatórias, com o nítido intuito de macular” a honra do ator. A ação lembra ainda que Malafaia responde por ofensas a generais do Exército, o que demonstraria um padrão de “ataques pessoais que ultrapassam os limites do debate público legítimo”.
Malafaia questionou ter sido escolhido como alvo entre os milhares de usuários que criticaram o artista nas redes após a derrota no Oscar de 2026. Wagner Moura foi o primeiro brasileiro indicado à premiação americana na categoria de ator principal pelo papel em O Agente Secreto. O filme concorreu em quatro categorias na cerimônia, mas não venceu nenhuma.
Procurado pela reportagem, Malafaia classificou a ação como “piada” e “intolerância”. Também negou ter cometido qualquer crime.
— Tem milhares de memes contra ele, até com palavrões. Por que ele me escolheu? (…) É preconceito religioso ou porque eu tenho influência? Eles querem me calar a todo custo — questionou.
O pastor disse não ter sido notificado da queixa-crime até o momento da entrevista e garantiu que não vai recuar. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) confirmou o registro do processo; no entanto, informou que o caso corre em segredo de Justiça.
AE

Nenhum comentário:
Postar um comentário