24/06/2026

FICOU RUIM PARA PETRO PEDIR LIBERAÇÃO DA COCAÍNA

Petro afirma que eleição devia ser anulada por ingerência de Trump

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs na noite desta terça-feira (23) uma tese de que as eleições nas quais seu sucessor foi escolhido, vencidas pelo candidato de direita Abelardo de la Espriella, segundo a contagem preliminar, deveriam ser anuladas pela suposta interferência de seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump.

– As eleições na Colômbia deveriam ser nulas por ingerência estrangeira segundo nossa Constituição e o direito internacional com confissão pública e expressa do presidente dos EUA – afirmou Petro em uma extensa mensagem de 4.125 palavras publicada em sequência na rede social X.

Segundo a pré-contagem, e na ausência dos resultados oficiais definitivos, De la Espriella venceu o segundo turno com 49,66% dos votos, contra 48,7% do candidato esquerdista Iván Cepeda, do Pacto Histórico, o partido de Petro.

Nesse sentido, o presidente norte-americano qualificou nesta segunda-feira (22) De la Espriella como “um bom homem” e afirmou que é “uma honra” para ele que tenha vencido após sua manifestação pública de apoio.

– Quando alguém como eu agrada a uma pessoa, eu gosto dessa pessoa. É muito simples, é uma fórmula simples. Ele ganhou uma eleição na Colômbia que, não sei, surpreendeu alguns porque estava um pouco mais atrás, mas ganhou com facilidade ontem à noite – disse Trump ao explicar seu apoio, acrescentando.

Petro, por sua vez, afirmou que a “intervenção direta do presidente Donald Trump anula as eleições na Colômbia, se atendermos aos tratados internacionais que amparam as nações, incluindo a ONU e a OEA (Organização dos Estados Americanos).

No entanto, o mandatário colombiano, em sua enigmática mensagem, destacou:

– Admiro Donald Trump, admiro sobretudo a força de manter em cada americano a ideia da liberdade e por isso Washington deu a Bolívar uma mecha de seu cabelo, mecha que ele levou em seu peito até a morte.

Petro ressaltou ainda que a Colômbia ficou dividida ao meio após as eleições e afirmou:

– Começará a transição e minha retirada e talvez a resistência pacífica – assinalou.

De la Espriella, por sua vez, pediu no último domingo (21) a Petro e Cepeda que respeitem o resultado das eleições e se abstenham de promover mobilizações ou atos de violência enquanto avança a apuração oficial.

O conservador, que obteve 12,9 milhões de votos contra os 12,7 milhões de Cepeda, sustentou que foi eleito “sob o mesmo sistema que há quatro anos elegeu quem hoje é o inquilino da Casa de Nariño”, sede do governo colombiano, e garantiu que desconhecer o resultado equivaleria a desafiar milhões de eleitores.

EFE

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