28/06/2026

CARNE BOVINA ACUMULA ALTA EM TODOS OS CORTES - PICANHA SOBE 10,7%

Picanha sobe 10,7%, e carne bovina acumula alta em todos os cortes

Todos os principais cortes de carne bovina ficaram mais caros no primeiro semestre de 2026, conforme dados do IPCA-15, prévia da inflação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Entre janeiro e junho, o peito registrou a maior alta (10,9%), seguido por picanha (10,66%) e filé-mignon (10,22%).

A alcatra acumulou alta de 9,48%, enquanto o acém avançou 9,33%. Na outra ponta, os menores reajustes foram registrados no cupim (5,75%) e no patinho (6,61%).

A disparada dos preços é atribuída, principalmente, ao aumento das exportações para a China. Com a corrida dos frigoríficos para embarcar carne antes do esgotamento da cota chinesa com tarifa reduzida, houve diminuição da oferta no mercado interno.

Em janeiro, a China estabeleceu uma sobretaxa de 55% para embarques que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas de carne bovina brasileira em 2026.

Até esse limite, permanece a tarifa de 12%.

Variação no preço da carne

A expectativa é que os preços tenham algum alívio temporário com a desaceleração das compras chinesas nos próximos meses.

No entanto, a consultoria Safras & Mercado projeta nova pressão no fim do ano, diante da retomada da demanda da China, do aumento das compras pelos Estados Unidos e dos efeitos do El Niño sobre a oferta de gado.

O Itaú BBA também aponta as exportações como principal fator por trás da alta dos preços.

Segundo a consultoria, os embarques para a China cresceram 24% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2025, e responderam por 51% das exportações brasileiras de carne bovina.

Já a suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia deve ter impacto limitado sobre os preços domésticos.

O bloco representa apenas 3,5% das exportações brasileiras e tem mais relevância como referência internacional do que pelo volume de compras.

revistaoeste

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